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BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

Jaime Froufe Andrade | Histórias avulso

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(A pandemia pôs-nos à espera do futuro. Parados pelo vírus, talvez seja tempo para percebermos o que deixámos para trás. É essa a proposta de Histórias avulso)

A Agustina certificou-me

Por dever de ofício, todos os dias ao fim da tarde, entrava no gabinete de Agustina Bessa-Luís para lhe mostrar a maquete da primeira página de O Primeiro de Janeiro. Desconcertante, ela não se assumia como directora, mas como alguém que tinha a oportunidade de poder ler os títulos e as notícias em primeira mão. Nunca interferia na matéria noticiosa que se lhe apresentava diante dos olhos.

De início, eu chamava-lhe a atenção para um ou outro assunto mais sensível. Depois desisti por saber antecipadamente a sua resposta: Disto sabem vocês, os jornalistas. Aqui, eu só sou a directora. Limitava-se a emprestar ao jornal o prestígio do seu nome. E a escrever o chamado artigo de fundo.

Todos sabemos como as pessoas das Letras são ciosas das palavras que escrevem. Então os escritores… Preocupado com a intrincada caligrafia de Agustina Bessa-Luís, o Adelino, chefe da Tipografia, incumbiu o mais cuidadoso dos seus teclistas para “bater” os artigos de fundo da nossa directora.

Apesar da competência desse profissional (que pena não me lembrar do seu nome) os artigos da D. Agustina andavam sempre numa roda viva entre o teclista e o Pina, o chefe da Revisão. Cirandavam, vezes sem conta, entre ambos, até não haver uma gralha. Mas um dia, nem todo esse esmero resultou. Uma palavra do artigo revelou-se indecifrável, até mesmo ao próprio Pina, revisor de muitos anos, habituado a caligrafias tão diversas como as de João Gaspar Simões (primeiro biógrafo de Fernando Pessoa), do poeta militante José Gomes Ferreira, ou do demiurgo Sant’Anna Dionísio. Perante tal dificuldade, não tive outro remédio senão telefonar-lhe. Passava já das dez da noite…

O que aconteceu, Froufe?. Pelo tom de voz fez-me saber que a estava a importunar e muito. Engasguei-me em desculpas. E ela calada. Mal refeito, pu-la então a par da razão do telefonema. D. Agustina respondeu-me com uma risada sem fim. Não um riso escarnica, mas um riso de quem o faz por gosto. Finalmente, falou: Ó Froufe, isso não tem importância nenhuma. Escolha uma palavra qualquer que lhe pareça bem. E desligou.

Sempre surpreendente, uma vez, a criadora de Sibila, certificou-me. Vindo de quem veio esse improvável certificado, dizer o quê acerca? A cerimónia da certificação ocorreu numa igreja do Porto, momentos antes de uma outra ter início, no caso um funeral de um amigo comum. Eu já não via a D. Agustina há muitos anos. Cumprimentei-a, ela rodeado de pessoas. Lembrar-se-ia ainda de mim? A resposta, desta vez, veio sem riso: Então não lembro… é o chato do Froufe…

Lourdes Dos Anjos | Recordar os tempos e as formas do verbo VIVER!

Lourdes dos Anjos

 

Recordar os tempos e as formas do verbo VIVER!
Nasci com a proibição de fazer perguntas aos mais velhos e com muitos degraus separando o colo da minha mãe do meu corpo de menina que crescia. Ainda me lembro muito bem da vergonha que sentia de dizer à minha mãe o quanto a admirava e o muito que a amava...
Pior que a vergonha de lhe falar dos sentimentos que temos na alma, é ter uma ponta de ciúme dos abraços que os netos lhe davam.
Faltou-nos tempo para dizer palavras de mel, ficou uma força enorme de fazer diferente e colorir o retrato que guardamos de quem nos deu tudo o que lhes foi recusado.
Eram tempos de banca rota, de guerra mundial, de analfabetismo, de fome, desemprego e medo.
O meu avô materno, acompanhando o pensar do seu tempo, dizia que apenas os moços deviam ir à escola para governarem a vida em qualquer parte do mundo; as cachopas tinham era que aprender a pegar numa enxada para cavar a terra, lavar, cozinhar e fazer alguma costura porque, o ler e escrever era, para elas, o começo da desgraça.
Rompendo esta regra, a minha mãe (que se foi embora no ano
em que completou 95 anos) começou por pedir a um irmão mais velho que lhe desse os livros para ir à escola.
Depois, porque não havia abusos, no ano seguinte, foi vender pão pelas portas dos senhores ricos do lugar para ela própria comprar os livros que precisava...eram assim os tempos daquele tempo...
Duas batalhas estavam ganhas, mas a guerra ainda ia a meio.
Chegou depois a professora que se apaixonou pelo ato guerreiro da pequena em contrariar o poder paternal e resolveu o assunto dando-lhe de comer e emprestando-lhe os livros em troca de serviços mais ou menos leves, como tratar das galinhas da Índia que a professora tinha em casa.
E a minha mãe calcorreando cerca de 10 km de caminho entre pinhais e campos para chegar à escola das Laceiras lá foi conquistando a sua independência e a sua sabedoria.
E concluiu a 4ª classe com distinção com melhor desempenho que as filhas de lavradores abastados da sua terra a quem quase nada faltava, faltando também muita coisa.
Como gostava de a ouvir recordar esse seu feito heróico. Outros tempos...
Talvez por ter vivido este cenário de injustiça e estes tempos de desigualdade, de quase servidão, a minha mãe criou-nos com obrigações, muitas obrigações e ensinou-nos a lutar pelos direitos que achava lhe tinham sido negados.
Deu-nos muito mais do que podia, mas obrigou-nos a tirar boas notas nos colégios onde nos matriculou, atirou-nos à cara o sacrifício dos meninos da nossa idade que trabalhavam sem horário para terem pão e caldo, disse-nos sempre que éramos pobres...mas, diante de muitos outros tinhamos OBRIGAÇÃO de ajudar e "mostrar respeito por quem lutava para sermos mais GENTE"
Aprendemos a ter poucos luxos, poucas prendas mas soletramos respeitosamente uma palavra de ouro, a palavra HONRA.
Tudo se foi perdendo, o exemplo dos pais e o respeito pelo poder paternal, a luta pelos sonhos, o sacrifício para aprender e o gosto de saber.
Os meninos querem, podem e mandam e são todos coitadinhos, hiperativos e sobredotados... depois crescem e trazem uma carrada de problemas que nem pais, nem professores conseguem resolver e são ditadores e querem e querem e querem...e podem e mandam.
No verão querem ir aos festivais todos, no inverno querem tudo o que a televisão anuncia desde roupas a telemóveis e, nas outras duas estações do ano, querem discotecas e internet. Mas... chegaram outros novos tempos. Estão no poder os netos dos velhos ditadores.Quem trabalha não tem horário nem há leis que os protejam.Quem não gosta de "vergar a mola" faz pouco de toda a gente e vira sindicalista
Chegou o desespero, o desnorte, a desavença social e familiar. E agora?
Depois de tanto termos conseguido, desde a semana inglesa até aos subsídios, do uso de calças pelas mulheres até ao pleno direito de uma professora ou enfermeira casarem com quem quisessem, temos agora um tempo de regressão onde os que se habituaram a comprar tudo feito ou pré cozinhado, começam a ver a roda a desandar e nem sabem onde fica a esquerda ou a direita.
Todos se calam... logo que rode para o lado que lhes convém.
Foi-se quase tudo o que se conquistou ao longo de muitos anos e só espero que desta falta de valores morais e materiais em que nos afundámos, fique pelo menos, uma lição de maior e mais verdadeiro amor sem falsas e ridículas abastanças.
E que não volte a ser preciso as nossas netas irem vender pão pelas portas para comprarem os livros escolares...HAJA:
Menos prendas, mais Natal.
Menos caprichos, mais entendimento.
Menos arrogância, mais família.
Menos orgulho, mais diálogo.
Como dizia a minha mãe: HAJA mais amor e menos confiança.
Não queria morrer sem sentir novos ventos de mudança, apesar de não ter vontade, nem força para chegar aos 95 anos da minha mãe...mas queria ver este país tomar novo rumo...
Sinto um orgulho enorme na NOBRE gente portuguesa que luta e vence e atira ás bentas da EUROPA quem SOMOS e como nos distinguimos da mixórdia que por aí anda...E ainda gosto de RECORDAR ESTAS FORMAS DO VERBO VIVER

Manuel Cardoso (Paradela) | A ÓPERA | C/ vídeo

ParadelaA palavra ópera é de origem latina e significava inicialmente qualquer trecho ou composição musical. A partir de 1600, sem perder o seu sentido genérico, passaria a designar a obra por excelência do Barroco, a forma musical resultante da associação harmoniosa de duas partes, o teatro e a música, ou de três partes, a poesia o teatro e a música, ou de várias a poesia, o teatro, a dança, a música etc.

Com efeito, através da longa história da ópera do Barroco até hoje, foram diversas as soluções encontradas para a conjugação de todos esses elementos na sua expressão artística. Porém pode reduzir-se essas partes, a duas constantes predominantes, o teatro e a música. Abrindo as portas à expressão lírica, facilitada pela fluência e liberdade da monodia acompanhada (composição musical para uma só voz, uma única melodia em contradição com a polifonia).

Esta nova forma iria em simultâneo provocar e fazer desabrochar uma expressão estética e facilitar a libertação do canto e o seu virtuosismo vocal (o bel canto). O bel canto durante muito tempo foi visto como uma escola que acima de tudo destacava o mero virtuosismo vocal, em prejuízo do drama e do canto expressivo.

Podemos definir pois esta nova forma no Barroco como um espetáculo dramático, combinando monólogos, diálogos, coros, cenários e representação com música contínua, ou quase contínua acompanhando a ação.

         Manuel Cardoso (Paradela)

 

 

AUTÁRQUICAS 2021 | CDU - PCP/PEV BAIÃO: Formalização das candidaturas

A CDU (PCP/PEV) Baião já formalizou as suas candidaturas junto do Tribunal de Baião.

A lista candidata à Câmara é liderada por Manuel Vilas Boas e à Assembleia Municipal liderada por Nuno  Pinheiro Gomes.

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Pode ser uma imagem de texto que diz "CDU COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA FUTURO DE CONFIANÇA trabalho honestidade competência PCP-PEV CDUT 00๐"

 

CABEÇA DE LISTA DA CDU À CÂMARA MUNICIPAL DE BAIÃO

Manuel Vilas Boas

82 anos

Reformado
Membro da Comissão Concelhia do PCP de Baião
Militante do PCP
 

LISTA DA CDU À CÂMARA MUNICIPAL DE BAIÃO.

Manuel de Vilas Boas - 82 anos, Reformado, Freguesia de Ovil
José Luís Pereira - 52 anos, Ferroviário, Freguesia de Santa Marinha do Zêzere
Patrícia Smetneva - 19 anos, Estudante. Freguesia de Campelo
Miguel Pinto - 63 anos, Manobrador de Máquinas, Freguesia de São Tomé de Covelas
Alfredo Vieira - 69 anos, Reformado, Freguesia de Ancede
Arlete Pereira - 40 anos, Costureira, Freguesia de São Tomé de Covelas
Antônio Pereira - 67 anos, Agricultor, Freguesia de Gestaçô
Adelaide Cardoso - 69 anos, Reformada, Freguesia de Campelo
Adriano Lúcio - 79 anos, Redormado, Freguesia de Santa Marinha do Zêzere
Beatriz Costa - 18 anos, Estudante, Freguesia de Ovil
 

LISTA CANDATA À UNIÃO DE FREGUESIAS CAMPELO E OVIL

Nuno Gomes - 38 anos, Assistente Operacional, freguesia de Ovil
Acácio Ferreira - 49 anos, Ferroviário, freguesia de Campelo
Margarida Mendes- 18 anos, Estudante, freguesia de Campelo
João Azevedo - 25 anos, Estudante de Enfermagem, Freguesia de Ovil
Artur Rodrigues - 65 anos, Reformado, Freguesia de Campelo
Beatriz Costa - 18 anos, Estudante, Freguesia de Ovil
José Carlos Calça - 53 anos, Comercial, Freguesia de Ovil
Albino Soares - 55 anos, Pedreiro, Freguesia de Campelo
Adelaide Cardoso - 69 anos, Reformada, Freguesia de Campelo
Joaquim Cruz - 70 anos, Reformado, Freguesia de Ovil
Patrícia Smetneva - 19 anos, Estudante, Freguesia de Campelo
Albertina Vilas Boas - 79 anos, Reformada, Freguesia de Campelo
 

RESULTADOS DAS ÚLTIMAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

Câmara Municipal: VOTOS: 198 votos (1.75%)

Assembleia Municipal: 243 votos (2.15%)

Assembleias de Freguesia: 158 votos (1.4%)

 

PCP | Baião | vídeo de apresentação

 

 

BAIÃO CANAL | À CONVERSA COM: Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Baião, José Carvalho

Como é do conhecimento geral, a maioria das respostas sociais prestadas em Portugal depende de Instituições como a Santa Casa da Misericórdia e de um vasto número de Instituições Particulares de Solidariedade Social.

A situação atual de pandemia e a consequente crise social e económica, bem como as situações provocadas pelo desemprego, colocam às instituições sociais novos desafios, obrigando-as a readaptar-se e a procurar novas soluções para responder às inúmeras necessidades e carências das pessoas, que são cada vez maiores.

Por isso, o Baião Canal/Jornal esteve à conversa com o senhor Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Baião, José Manuel Carvalho, conversa esta a que poderá assistir, na integra, no vídeo apresentado em baixo. 

Iremos prosseguir este ciclo de conversas e de entrevistas, no sentido de conhecer e dar a conhecer a realidade social e económica de Baião e as instituições e seus dirigentes que visam responder às mais diversas necessidades e carências do Concelho de Baião. 

Baião Canal/Jornal  agradece a disponibilidade da Santa Casa da Misericórdia de Baião e em particular ao senhor Provedor, por nos ter recebido e proporcionado esta entrevista, no sentido de darmos a conhecer melhor as Instituições Sociais e a realidade social de Baião.

Baiao_Canal_Entrevista Santa Casa Misericórdia 2021

 

Pode ser uma imagem de texto que diz "Santa Casa Misericórdia de Baião"

A Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Baião, foi fundada no dia 22 de fevereiro de 1933. É uma corporação perpétua de assistência e utilidade pública. De personalidade jurídica canónica e civil, a Misericórdia de Baião, bem cedo se organizou com o fim específico de praticar obras de misericórdia “corporais e espirituais”, gozando de autonomia administrativa e da confiança dos seus benfeitores.

A Santa Casa da Misericórdia de Baião integra-se na União das Misericórdias Portuguesas (UMP), união esta que foi criada em 1976 para orientar, coordenar, dinamizar e representar as Santas Casas de Misericórdia, defendendo os seus interesses e organizando serviços de interesse comum.

Relatório de Actividades e Contas de Gerência 2021

Poderá concultar aqui os documentos

01. Relatório de Actividades;

02. Contas de Gerência relativos ao ano de 2020

 

Colaboradores

Na Santa Casa da Misericórdia de Baião trabalham cerca de 100 funcionários divididos pelas suas valências:

 

Hospital da Misericórdia e Clínica da Misericórdia

 

Misericórdia de Baião homenageia "irmãos fundadores" em dia de aniversário  - A Verdade

De acordo com os princípios orientadores, a Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Baião, iniciou as suas actividades pela “construção, sustentação e administração” do Hospital, que abriu as suas portas aos doentes em 1 de Janeiro de 1957. Destinado, especialmente, ao tratamento gratuito de todos os enfermos, indigentes e desvalidos e por socorrer os irmãos pobres no seu domicílio.

 

Clínica da Misericórdia

Onze anos após a nacionalização do Hospital, a Misericórdia regressa à área da saúde, ao implementar em 1995 uma Clínica Médica com diversas especialidades clínicas, bem como um Centro de Medicina Física e de Reabilitação, colmatando assim uma grave carência do Concelho e da sua população.

 

Lar de São Bartolomeu

 

Nenhuma descrição de foto disponível.

Com a nacionalização do seu Hospital em 1974, a Misericórdia de Baião, incidiu o seu raio de acção no apoio e protecção à população idosa e dependente do concelho. Tendo como objectivo prioritário aumentar e melhorar os serviços prestados, esta Misericórdia inaugurou em 1 de Dezembro 1987 um Lar de Idosos com capacidade para 65 camas. Pretendia-se com a criação desta valência, contribuir para a melhor integração da população idosa num novo espaço social, na defesa e promoção dos seus direitos, sendo o idoso encarado na sua vertente mais global, isto é, como total agente de direitos e deveres, nas diferentes áreas que ocupa, quer seja na Saúde, Segurança Social, Actividades de Vida Diária e lazer. 

 

Centro de Actividade Ocupacionais de Chavães (veja este vídeo)

Em relação às pessoas com deficiência, a Misericórdia implementou em Outubro de 1995 um Centro de Actividade Ocupacionais (C.A.O.), dirigido a jovens e adultos portadores de deficiência grave e/ou profunda.

 

Centro de Formação Profissional

Posteriormente, veio implementar um Centro de Formação Profissional em Setembro de 1997, dirigido a jovens e adultos portadores de deficiência mental, sensorial ou motora, ligeira ou moderada ou ainda evidenciando dificuldades intelectuais e de integração.

 

Lar de Santa Marinha do Zêzere

 

Pode ser uma imagem de roupa exterior

Em 17 Dezembro de 2001 inaugurou um Lar de Idosos em Santa Marinha do Zêzere. Mais tarde, implementou a valência do Apoio Domiciliário, da qual saíram dois protocolos com a Segurança Social: um para Apoio Domiciliário Tradicional e um para Apoio Domiciliário Localizado.

 

Rendimento Social de Inserção

No dia 1 de Abril de 2005, esta Instituição assinou um protocolo com a Segurança Social, no âmbito do Rendimento Social de Inserção (RSI), com o objectivo de acompanhar os beneficiários da medida, através da elaboração de programas de inserção.

 

Contrato Local de Desenvolvimento Social

Em 10 de Abril de 2007, assinou um Protocolo tripartido com o Instituto da Segurança Social e a Câmara Municipal de Baião, para a concretização do Programa CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social), projecto pioneiro no País, que visa a promoção da inclusão social dos cidadãos através de acções cujo objectivo é o combate à pobreza e exclusão social em territórios deprimidos.

 

Centro de Actividades Ocupacionais de Mesquinhata

Valencias da Freguesia de Uniao das Freguesias de Baiao Santa Leocadia e  Mesquinhata - Valências e Equipamentos - Freguesias de Portugal

No dia 24 de Maio de 2007, no âmbito do Programa PARES, assinou o contrato de comparticipação financeira com o Instituto da Segurança Social, com vista à construção de um novo Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) na freguesia de Mesquinhata, para cidadãos com deficiência do Concelho de Baião, inaugurado no dia 19 de Julho de 2009.

 

Cuidados Continuados

Cozinha Centralizada

Lavandaria Centralizada

 

APOIO DOMICILIÁRIO TRADICIONAL

O Serviço de Apoio Domiciliário Tradicional da Santa Casa da Misericórdia de Baião, presta apoio a 25 utentes, e é orientado por uma Técnica de Serviço Social.

Os serviços prestados por esta valência, prendem – se com quatro eixos:

  • Alimentação
  • Tratamento de roupas
  • Higiene Pessoal
  • Higiene Habitacional

APOIO DOMICILIÁRIO LOCALIZADO

O Apoio Domiciliário localizado é um serviço atípico, protocolizado com a Segurança Social, que dá resposta a 8 utentes nas suas residências, e é acompanhado por uma Técnica de Serviço Social.

Os serviços prestados no domicílio são os seguintes:

  • Alimentação
  • Tratamento de roupas
  • Higiene Pessoal
  • Higiene Habitacional
  • Acompanhamento a consultas

 

Colaborações

Procurando contribuir, com os seus equipamentos e valências, para a satisfação das reais necessidades do Concelho, a Misericórdia de Baião tem vindo a colaborar estreitamente com diversas instituições congéneres, governamentais, ou de interesse público.

 

Associações/Parcerias

A Santa Casa da Misericórdia de Baião é membro fundador da União das Misericórdias Portuguesas, é associada da Rede Europeia Anti-Pobreza (R.E.A.P.N.), Cooperativa Dólmen, e mantém acordos de cooperação com diversos organismos governamentais, nomeadamente: Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, Ministério da Saúde e Instituto de Emprego e Formação Profissional (I.E.F.P.). Colabora também com a AMI e Banco Alimentar nas suas diversas iniciativas e actividades.

 

Fim de Semana do Anho Assado em Baião nos dias 31 de julho e 1 de agosto

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Em tempos de pandemia e com os números de contágio a subir torna-se impreterível abordar os eventos numa vertente mais adaptada a esta realidade.

Assim sendo, e à imagem do que se passou no ano transato, a Câmara Municipal de Baião desafiou os restaurantes do concelho no sentido de criar um evento descentralizado de promoção da gastronomia local, que respeite as diretrizes da Direção-Geral de Saúde.

José Lima, Vereador dos Assuntos Económicos, referiu que “como fazemos sempre, também este ano quisemos realizar uma iniciativa que promovesse o Anho Assado e os nossos produtos locais”.

“No entanto, perante este contexto de pandemia e à semelhança do que ocorreu no ano passado, alteramos o modelo e optamos por este formato que reúne menos pessoas, mas abrange vários pontos do nosso território. Este ano iremos promover esta iniciativa no final de julho, e início de agosto, nos restaurantes do nosso concelho que aderiram, e seguindo os seus planos de contingência”, acrescentou o Vereador.

O autarca lançou ainda o convite para que “visitem Baião e desfrutem da qualidade da nossa gastronomia, dos nossos vinhos e dos nossos produtos locais, que ainda se tornam mais especiais devido à simpatia e hospitalidade baionense”, deixando ainda o alerta de que “iremos acompanhar a evolução da situação em permanência, podendo a mesma não se realizar caso haja uma subida dos números que o impeça”.

Esta iniciativa acontecerá à hora do almoço e jantar e será abrilhantada por um trio elétrico com animação que percorrerá as principais artérias de todas as freguesias.

O Fim de Semana do Anho Asado será alargado aos seguintes restaurantes e deverá efetuar a reserva antecipadamente para os números abaixo indicados:

 

O Alpendre

Telef.: 255 551 207

restauranteoalpendre@hotmail.com

 

O Assador de Baião

Telef.: 255 541 305

cpav.6490@gmail.com

 

Pensão Borges

Telef.: 255 541 322

reservas@residencialborges.com

 

Cantinho da Vila

Telef.: 255 176 658

andreia26@hotmail.com

 

A Casa do Almocreve

Telef.: 255 551 207

info@casadoalmocreve.pt

 

 

Casa do Lavrador

Telef.: 254 885 143

geral@casadolavrador.pt

 

CMR Catering & Eventos

Telef.: 910 506 460

cmrunicoseventos@gmail.com

 

Restaurante Fonte Nova

Telef.: 255 541 257

fontenovarest@hotmail.com

 

A Flôr de Baião

Telef.: 912 415 666

flordebaiao@gmail.com

 

O Naco

Telef.: 254 877 423

annapaiva11@hotmail.com

 

Restaurante Primavera

Telef.: 255 542 895

restauranteprimaverabaiao@hotmail.com

 

Tasca do Valado

Telef.: 914 304 494

tascadovalado@gmail.com

 

Tasquinha do Fumo

Telef.: 965 814 339

asoares8@hotmail.com

 

 

Paulo Esperança | A HISTÓRIA JUSTA

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A HISTÓRIA JUSTA

 

A História, dizem-nos, é feita de vencedores e só a estes é reconhecido o papel de ícone nas imagens integradas nos seus tratados.

Há quem diga que para analisar alguns dos protagonistas da História o tempo de análise é sempre cedo e que é preciso distância e equilíbrio para haver isenção.

Sei que há exemplos casuísticos que provam todas estas teorias assim como, muitas vezes, essa justificação se torna útil para negar as verdades de alguma História contemporânea.

Tudo isto acontecerá depois de hoje, dia em que Otelo Saraiva de Carvalho, nos deixou.

A sua acção estratégica no desenvolvimento do 25 de Abril de 1974 será certamente menorizada por diversos sectores que ou são nostálgicos do período fascista ou sobrevalorizam  acusações posteriores, de índole política.

Nenhum ser humano é perfeito e a História, ela própria, revela-se, amiúde, desmentida por aquisições e estudos que demonstram que a verdade de então pode ser  posta em causa em tempos vindouros.

A História é muitas vezes escrita e contada  em “fatias”. “Isto” deve ser destacado em detrimento “daquilo”. E o “isto” ganha lugar cimeiro obliterando tudo o que a liberdade ganhou com a ousadia dos Capitães de Abril e, obviamente, Otelo Saraiva de Carvalho.

Conheci-o bastante bem! Na campanha presidencial de 1976, principalmente a norte, na Comissão Coordenadora da Comissão Pró-Amnistia “Otelo e Companheiros” e mais tarde quando integrou o Conselho Consultivo da Associação José Afonso sendo que era o seu sócio número dois.

A honestidade intelectual, o desapego a cargos ou medalhas, a disponibilidade inquieta e muitas vezes apenas emocional para o apoio a todas as causas que valiam a pena deve fazer de Otelo Saraiva de Carvalho um símbolo absoluto da liberdade, essa liberdade que outorga aos seus inimigos o privilégio de poderem dizer as asneiras e os disparates que lhes vêm à cabeça.

A História vai registar Otelo Saraiva de Carvalho como um homem não consensual. Dará jeito, seguramente, para iludir as questões centrais no empenho pela liberdade.

Otelo Saraiva de Carvalho era mais um que não “ia em “futebois”, não bajulava os poderes políticos, nem se passeava nas parangonas da luminosidade ridícula de alguma comunicação social.  Quase de certeza que não haverá dias de luto nacional. Por mim, fico satisfeito por não assistir a mais um acto de demagogia e embuste.

Porque em política e em História, não vale tudo!

Por isso, BEM HAJAS, OTELO!

 

Porto, 25 de Julho de 2021

Paulo Esperança

Morreu Otelo Saraiva de Carvalho. O Capitão de Abril e um amigo presente do Baião Canal

Editorial, por José Pereira (zedebaiao.com) e Carlos Magalhães, em 25.07.21

Otelo Saraiva de Carvalho: «O 25 de Abril não foi uma vitória operacional,  foi psicológica.»

Otelo Saraiva de Carvalho estava internado no Hospital Militar de Lisboa, onde veio a falecer com 84 anos (1936-2021).

Morreu o homem que vivia uma indignação constante perante as injustiças e desigualdades que via acentuar-se em Portugal, tendo chegado a referir que o 25 de Abril não foi feito para isto. 

Quem o conheceu, refere que era um homem polémico ou desconcertante, mas generoso, incorruptível e inesquecível:

Desconcertante, porque se indignava ao tomar consciência de que tinha liderado uma Revolução que não seguiu o seu propósito inicial.

Desconcertante, porque vinha assistindo à cavalgada de uma "democracia com fatinho de pronto-a-vestir a que nem sequer os financiadores autorizaram ajustamentos. Aquela roupagem de amanuense que Eça de Queiroz, um génio, como o padre António Vieira, ou Pessoa, diziam dever ser feita na adaptação do regime político português aos da Europa: uma democracia que nos ficava sempre comprida nas mangas e curta nas calças, ou ao contrário".

Desconcertante, porque se indignava ao tomar consciência de que há homens e mulheres a levantar-se às 5 ou 6 horas da manhã, para irem executar os mais duros trabalhos, cinco ou seis dias por semana, e a chegar a casa depois das 20 horas, ganhando um misero salário mínimo.

Indignado por tomar consciência do nível de vida dos portugueses e do valor das reformas que a esmagadora maioria dos idosos da sua geração têm hoje em dia, depois de décadas de trabalho duro. 

Otelo era uma figura maior do que aquilo que a história tem vindo a retratar. Mas, com o passar do tempo, a história julgará a sua coragem, o seu arrebatamento e até os seus erros, porque o próprio também os admitia. Mas ficará para sempre na memória de todos portugueses como um dos grandiosos símbolos de Abril, da libertação dos portugueses e da Liberdade.

Os Capitães de Abril foram os libertadores de Portugal.

E Otelo Saraiva de Carvalho foi o seu orientador. 

Referem os seus colegas e amigos que, à época, "era o militar que melhor entendia a "atmosfera social" e tinha um instinto apurado para a orientação e organização estratégica"

Foi Otelo quem escolheu o tema Grândola Vila Morena para senha do 25 de de Abril. Zeca Afonso apoiou a sua candidatura à presidência da República, em 1976 e em 1980.

Que os portugueses saibam respeitar a sua memória.

Foi ele que abriu as portas do golpe de Estado aos portugueses para estes fazerem uma revolução.

Otelo Saraiva de Carvalho conseguiu “de forma genial derrubar a ditadura sem sangue".
Otelo Saraiva de Carvalho dizia: “Façam tudo, mas evitem qualquer tipo de violência“
 
Sem Otelo e sem os seus camaradas, que tiveram a capacidade e coragem para avançar, a ditadura não teria sido derrubada nem teria sido aberto o caminho para a democracia e para a luta popular.
Chegou a referir Zeca Afonso, que eram "os melhores anos da nossa vida".
 

Pois que saibamos preservar os Valores de Abril!

«O 25 de Abril não foi uma vitória operacional, foi psicológica.»

Paulo Moura, jornalista do Público e autor da Biografia do Otelo Saraiva de Carvalho, referiu que "foi o princípio da mudança e esse princípio tem o nome de Otelo Saraiva de Carvalho".
 
Em Março de 2020, segundo a revista Visão, esteve treze dias hospitalizado devido a uma insuficiência cardíaca.
 


NOTA BIOGRÁFICA 

Fonte: Jornal Público

Otelo Saraiva de Carvalho nasceu em Moçambique, na antiga cidade de Lourenço Marques, em 1936. Foi capitão em Angola entre 1961 a 1963 e na Guiné entre 1970 e 1973.

Foi o responsável pelo sector operacional da Comissão Coordenadora do MFA (Movimento das Forças Armadas), o movimento militar que pôs fim à ditadura do Estado Novo. Com a responsabilidade das operações militares do 25 de Abril, Otelo dirigiu as acções da revolução a partir do posto de comando instalado no Quartel da Pontinha, em Lisboa. 

Graduado em brigadeiro, chegou a comandante da COPCON (Comando Operacional do Continente, um comando militar criado pelo MFA) a 23 de Junho de 1975, tendo sido afastado do cargo após o 25 de Novembro de 1975. Nessa altura, quando dirigiu o COPCON, Otelo tinha um “poder legal e imenso”, segundo a biografia “Otelo, o Revolucionário”, de Paulo Moura, ex-jornalista do PÚBLICO.

Conotado com a ala mais radical do MFA, Saraiva de Carvalho foi preso na sequência dos acontecimentos do 25 de Novembro e solto três meses mais tarde, tendo sido candidato às eleições presidenciais de 1976 e às de 1980, em que ganhou o general Ramalho Eanes. Nesse mesmo ano fundou o partido Força de Unidade Popular (FUP), um partido na área do “socialismo participado" e que foi extinto em 2004. 

Em 1985, Otelo foi preso pelo seu papel na liderança das FP-25 de Abril, uma organização terrorista de extrema-esquerda, que operou em Portugal entre 1980 e 1987, e à qual foi imputada a autoria de 13 mortes e de dezenas de atentados. 

Foi libertado cinco anos mais tarde, após ter apresentado recurso da sentença condenatória, ficando a aguardar julgamento em liberdade provisória. 

Em Junho de 1991, o Parlamento aprovou uma lei de amnistia, promulgada pelo então Presidente da República Mário Soares, mas que não abrangia os acusados de actos de terrorismo. Em 1996 foi aprovada uma lei que amnistiava “as infracções de motivação política cometidas entre 27 de Julho de 1976 e 21 de Junho de 1991”, mas não abrangia os crimes de sangue. O julgamento dos crimes de sangue, em que Otelo também foi acusado a par de outros 70 réus, iniciou-se em 1991 e durou 10 anos. O colectivo de juízes reconheceu que os crimes existiram mas não conseguiu

Na biografia de Paulo Moura, Otelo assume a sua bigamia. “Aparece em público com elas, não mente a nenhuma, trata-as por igual. Também nisso é organizado. De segunda a quinta vive numa casa; sexta, sábado e domingo passa-os na outra”, lê-se na introdução do livro.

Otelo Saraiva de Carvalho: «O 25 de Abril não foi uma vitória operacional,  foi psicológica.»

Paredes – Apreensão de artigos contrafeitos

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O Comando Territorial do Porto, através do Posto Territorial de Lordelo, hoje, dia 22 de julho, apreendeu diversos artigos contrafeitos, no valor estimado de dois mil euros, no concelho de Paredes.
No âmbito de uma fiscalização de trânsito, os militares da Guarda abordaram um veículo, tendo o seu condutor adotado um comportamento suspeito. No seguimento da ação policial, foi feita uma busca ao veículo, onde foi possível verificar a existência de artigos contrafeitos de diversas marcas de vestuário e calçado para posterior venda ao público, culminando na sua apreensão.
O suspeito, um homem de 42 anos, foi constituído arguido, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Paredes.
A Guarda Nacional Republicana relembra que o objetivo principal deste tipo de ações é garantir o cumprimento dos direitos de propriedade industrial, visando essencialmente o combate à contrafação, ao uso ilegal de marca e à venda de artigos contrafeitos.
 
 
Fonte: GNR
 
 

Já foi encontrado o atleta Marilio Leite. Infelizmente sem vida, após ter caído numa ravina

O atleta de 49 anos foi encontrado numa ravina a cerca de 700 metros do percurso da prova que decorreu na Serra da Aboboreira/Marco de Canaveses.

Terá caído desorientado, após ter sido visto pelos colegas sentado, tendo referido que estava a recuperar e que iria seguir o trilho da prova. Lamentavemente terá ficado desorientado e veio a cair entre os arbustos. 

O atleta foi encontrado após se ter deslocado para o local uma equipa para localizar o dorsal do atleta, que contém um chip de localização. Terá sido através desses sensores que foi possível localizar o dorsal e nas proximidades o corpo de Marílio Costa Leite. Chip em dorsal ajudou autoridades a localizar corpo de atleta desaparecido  - Portugal - Correio da Manhã

Não se compreende porque demoraram tanto tempo a deslocar-se para o local com a tecnologia rastreadora e de identificação do dorsal, sendo que a organização tinha essa tecnologia instalada nos dorsais. 

A zona onde apareceu o corpo do atleta já tinha sido varrida, mas como era de difícil visibilidade e o corpo encontrava-se entre os arbustos, não foi possível encontra-lo mais cedo.

Agora, só a autópsia podera revelar as causas da morte. Contudo, referiu a GNR local que não parece haver indício de crime.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé e ao ar livre

 

Continua por localizar o atleta de trail que este domingo desapareceu na serra da Aboboreira

A equipa do atleta que está desaparecido, Marilio Leite, partilhou a foto que regista o último momento do atleta ainda em prova, e pedem que partilhem a informação e ajudem nas buscas. Quem tiver alguma informação contacte 910066908 ou 962320520 ou avise a GNR local.

Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé e ao ar livre

As buscas foram retomadas esta segunda-feira. Chegou a ser visto por colegas da prova com ar cansado, tendo algumas trstemunhas referido que o viu magoado e sentado, tendo este referido que estava a recuperar antes de continuar. Refere um colega de equipa que ele deve ter dado uma queda, mas o certo é que não o conseguiram enciontrar no trilho da prova. Poderá ter-se perdido e seguido por outros trilhos.   

As buscas continuam e o que terá estado na origem do desaparecimento ainda não foi apurado.

O Semanário de Felgueiras refere que "já começam a surgir alguns relatos sobre os últimos momentos, em que Marílio Costa Leite, foi visto. Segundo o que apurou este jornal, "alegadamente, este atleta, terá demonstrado que não estava em condições de continuar o Trail, por “indisposição”."

Terá parado para “descansar”, a poucos quilómetros da meta, segundo o relato de outros atletas que estavam na prova e pedido “que continuassem o percurso, normalmente”.

Um casal terá ainda visto o atleta sentado numa pedra, com “ferimentos na perna”, mas depois deste momento, ninguém viu mais este felgueirense.

As buscas continuam e o que terá estado na origem do desaparecimento ainda não foi apurado."

 

Marílio Costa Leite - Semanário de Felgueiras

Marílio Costa Leite - Semanário de Felgueiras

 

EX-CHEFE DA GUARDA PRISIONAL DE PAÇOS DE FERREIRA CONDENADO A 13 ANOS DE PRISÃO

 

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O ex-chefe da Guarda Prisional de Paços de Ferreira foi condenado, nesta segunda-feira, a 13 anos de prisão, por tráfico de droga, branqueamento de capitais e corrupção (passiva).

O antigo responsável foi considerado o "correio de droga" para três reclusos do Estabelecimento Prisional entre 2012 e 2018, período durante o qual foi movimentada heroína, cocaína e haxice, além de dezenas de milhares de euros.

Os outros três cabecilhas da rede de tráfico foram condenados a penas entre sete e 12 anos pelos mesmos crimes, sendo a corrupção, no caso, ativa.

No total, foram a julgamento 21 arguidos, tendo seis sido absolvidos e os restantes sentenciados com penas menores.

Para o coletivo de juízes, presidido por Maria Judite Fonseca, ficou provado que o então chefe da guarda prisional José Coelho “serviu de correio de droga dos arguidos Joel Rodrigues, Mário Barros e José Oliveira, que, de forma autónoma”, se dedicavam à venda de cocaína, de haxixe, de heroína, de telemóveis e de outros bens ilícitos, no interior da cadeia de Paços de Ferreira, no distrito do Porto.

Pela introdução de “quilos” de estupefaciente e de bens ilegais no estabelecimento prisional, o ex-chefe da guarda prisional, de 62 anos e em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Évora, recebeu destes arguidos quantias monetárias, as quais não foi possível apurar.

No interior da prisão, os principais arguidos contavam depois com a “colaboração e a ajuda” de outros reclusos, igualmente arguidos no processo, na venda do estupefaciente e dos bens ilícitos a outros reclusos.

Na deliberação “unânime”, de quase 600 páginas, o coletivo de juízes foi particularmente crítico em relação à atuação do então guarda prisional.

Na leitura do acórdão, que decorreu num Pavilhão anexo ao Estabelecimento Prisional de Paços de Ferreira, sob fortes medidas de segurança, o coletivo de juízes deu como provado a maioria dos factos constantes da acusação do Ministério Público e do despacho de pronúncia.

Fonte:

António Vieira/ com Lusa

Rita Diogo | O peso da imagem ou a imagem do peso?

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Chegou o verão, as idas à praia ou à piscina, o que deveria ser sinónimo de felicidade, mas nem sempre o é. A submissão a imagens estereotipadas de corpos perfeitos atinge, no verão, o seu máximo, com todo o desconforto a ela associada.

A imagem corporal é a perceção que uma pessoa tem do seu próprio corpo e os pensamentos e sentimentos que resultam desta perceção. Esses sentimentos podem ser positivos, negativos ou ambos e são influenciados por fatores individuais e ambientais. A imagem corporal é a representação mental do nosso corpo, é a forma como vemos e pensamos o nosso corpo, também é a forma como acreditamos que os outros nos veem. Nesta representação importa reter que as crenças sobre a imagem de si combinam as memórias, suposições e generalizações sobre o corpo. Como falamos de perceção, nem sempre se tem a representação correta do corpo que existe na realidade. A insatisfação com o corpo é um processo interno mas é influenciado por fatores externos, pelo meio e pelas pessoas que nos circundam, na atualidade, as redes sociais têm um forte impacto na forma como cada um de nós se vê e se sente sobre si mesmo. Claro está que em meios e situações em que a aparência é idealizada e é valorizada de forma excessiva existe um maior risco de se desenvolver uma insatisfação corporal havendo uma tentativa de a melhorar, às vezes colocando em risco a saúde mental e física, com o desenvolvimento de distúrbios alimentares e de outras patologias. Todos os dias somos bombardeados com imagens de aparência irrealistas, inatingíveis e altamente estilizadas que têm sido fabricadas através de manipulação digital e não podem ser alcançadas na vida real. Aqueles que sentem que não estão à altura, em comparação com estas imagens, podem experimentar insatisfação corporal intensa, que é prejudicial para o seu bem-estar psicológico e físico. Sempre que as pessoas internalizam um objetivo impossível de alcançar, isso leva a que se sintam inadequadas e que desenvolvam sentimentos de elevada frustração e uma auto-estima pobre.

Há cada vez mais pessoas a envergonharem-se do seu corpo e da sua imagem e que, paralelamente, fazem comentários depreciativos sobre os corpos e imagem que os outros têm (body shaming). É cada vez mais frequente o desrespeito pela liberdade individual de ter esta ou aquela caraterística física, como se devêssemos ser todos e todas iguais. Ninguém fica alheio à quantidade de filtros usados nas fotografias das redes sociais. De facto, os e as jovens parecem ser os mais permeáveis a este fenómeno, que também acontece entre os adultos.

Todos e todas nós temos dias em que nos sentimos estranhos ou desconfortáveis nos nossos corpos, mas a chave para desenvolver uma imagem corporal positiva, é reconhecer e respeitar a nossa forma natural e aprender a dominar os pensamentos e sentimentos negativos em relação ao nosso corpo. Precisamos de conviver de forma saudável com a diversidade de pessoas, de corpos e formas que nos rodeiam. Precisamos de nos erguer contra a imagem perfeita que nos entra pela casas dentro todos os dias, que vemos em anúncios e nas redes sociais, percebendo que são imagens estilizadas, estereotipadas e que não são reais. Precisamos de aprender a viver dentro e fora do nosso corpo.

Rita Diogo

Odete Souto | A Família, uma instituição em evolução

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Quando falamos de Família falamos de uma estrutura que, ao longo dos tempos, tem tido diferentes representações. Durante séculos, a visão da família era vista, pelo menos nas sociedades ocidentais, numa perspectiva romântica, de família nuclear e quase triangulada, sendo que em lugar preponderante se encontrava o pai, depois a mãe e depois, os filhos. Falamos aqui das sociedades patriarcais, em que o homem era o chefe da família, dono e senhor. A mulher tinha um papel secundário e as crianças, até por razões afectivas ocupavam um lugar muito inferior na estrutura familiar e na sociedade. Não nos podemos esquecer que a taxa de mortalidade infantil era enorme e as relações de vinculação e afeto eram “construídas” com o crescimento, como forma de sobrevivência à perda. As crianças eram tidas como “homúnculos”, como “ainda nãos”, como homens e mulheres de futuro.

Diga-se em abono da verdade que falamos das famílias ocidentais e da sociedade ocidental. Outras organizações familiares existiam e existem em sociedades orientais, africanas e/ou tribais.

Os finais do séc. XIX e  inícios do séc. XX trouxeram grandes inovações, a saber: a descoberta e disseminação da vacina e a melhoria da alimentação diminuiu a mortalidade e, muito particularmente, a mortalidade infantil, o que permitiu que a perda e o luto se tornassem menos obstrutivas à criação de afetos e a colocar a criança como membro da família desde sempre; as ideias de igualdade de direitos da mulher, a descoberta dos métodos contraceptivos e a entrada da mulher no mundo do trabalho, trouxeram outras tantas reformas e transformações, quer a nível da estrutura e dinâmicas familiares, quer a nível da organização social.

A mulher passa a depender menos economicamente do homem, caminha-se para a igualdade de direitos e a introdução do planeamento familiar conduziram a uma diminuição da natalidade. As crianças começam a escassear e tornou-se imperativo protegê-las.

A Convenção dos Direitos da Criança veio afirmar a criança como sujeito de direitos humanos. É o documento mais universal algum dia feito. Foi subscrito por quase todos os países.

Isto traz uma nova visão de família onde já não cabem as expressões: “cresce e aparece” ou “canalha não vai a votos”, entre outras, depreciativas e desqualificantes da condição de ser criança como sujeito de direitos.São os direitos humanos das crianças que se afirmam.

Se antes falávamos de uma família patriarcal em que ao homem competia ganhar para casa, sustentar a família, e à mulher a vida doméstica e o cuidar dos filhos, começamos e ter um outro olhar sobre a família. Homem e mulher trabalham, dividem tempos e partilham tarefas.

São os afetos o grande pilar da família e esta perspetiva traz-nos uma verdadeira revolução na forma de ver a família enquanto estrutura nuclear e fundamental. Mas permite-nos, também, perceber novos modelos de família.

Se os afetos passam a ser o denominador comum e fundamental, se a lei evoluiu ao ponto de aceitar o divórcio e acabar com os litígios enquanto permite que, mesmo um divórcio não consentido possa ser feito, há claramente um salto civilizacional. A família é família biológica, mas é, sobretudo, família de afetos, biológica ou não.

Abandona-se, também, esta ideia quase obsessiva, que família é a família nuclear, composta por pai, mãe e filhos.

Com a legitimação da dissolução dos casamentos e mais ainda com a aceitação das famílias homossexuais, a transformação social em curso é imensa. Temos novos modelos de famílias e todas elas podem ser funcionais e estruturadas. Podemos falar de família biológica, nuclear e/ou alargada; monoparental ou biparental; heterossexual ou homossexual ou ainda outras formas de organizações familiares. Todas podem ser funcionais ou disfuncionais, estruturadas ou destruturadas em função das relações interpessoais e intrafamiliares que conseguem estabelecer, dos rituais e rotinas que estabelecem, porque são estes que são securizantes, geradores de laços de afetos e de agregações adequadas e fortes, se adequados e saudáveis.

Claro que estes novos modelos de famílias trazem alguns problemas, não tanto por eles, mas porque, maioritariamente, não temos uma sociedade preparada para a aceitação e o respeito pela diferença.

Há um longo caminho a percorrer.

 

Maria Odete Souto

 

DUAS DE LETRA | Lourdes dos Anjos

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MEMÓRIA

 
 
Como quando era menina
Penteia-me, devagarinho, com a tua mão
Para eu adormecer, ensina-me uma oração
Fala-me de gente com feitiço que corria fado
Dos tempos frios e difíceis do teu passado
Dos filhos que carregaste no regaço
Do caminho percorrido passo a passo
Do pão azedo que o diabo amassou
E das lágrimas que o teu rosto enrugado secou
Enquanto falas, espreito para dentro dos teus olhos clarinhos
E, desfaço-te a longa trança de cabelos branquinhos
Dizes então, só para me experimentar,
Que não queres que te volte a abraçar
Porque cheiras a velhice e a bafio !...
E eu beijo-te muito enquanto tu ris e eu rio
Então, chamas-me baixinho, à tua maneira,
Cachopa mimalha, netinha tripeira.
Ai como sabe bem recordar,
A tua voz, o teu sorriso, o teu olhar.
Tão curto foi o meu tempo de criança,
Tão cedo carreguei a pesada herança
Da saudade que a minha avó me deixou...
O meu tempo d'envelhecer chegou veloz
E, nos lábios dos meus netos, oiço agora a minha própria voz
 
 
Lourdes Dos Anjos
 
 
 
 

Medidas e ações especiais de prevenção contra incêndios florestais.

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Estão em vigor as medidas e ações especiais de prevenção contra incêndios florestais.

Relembramos que é proibido:
- Fazer queimas de matos e sobrantes florestais cortados e amontoados;
- Fazer queimadas fitossanitárias sem licença da Câmara Municipal;
- Fazer lume ou fogueiras para refeições ou aquecimento, exceto nos locais expressamente previstos para o efeito em parques de lazer, de recreio e em habitação própria;
- O lançamento de balões com mecha acesa ou foguetes;
- O uso de fogo-de-artifício sem autorização do local pela Câmara Municipal;
- Fumigar ou desinfestar apiários, exceto se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas;
- Fumar ou fazer qualquer tipo de lume nos espaços florestais;
- Fazer circular tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa chamas nos tubos de escape ou chaminés;
- Circular nos espaços florestais quando é emitida Declaração de Alerta para Risco de Incêndio Florestal.
Proteja a floresta dos incêndios. Cumpra as normas de segurança!

Jaime Froufe Andrade | Histórias avulso

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O velho da samarra

 

Em tarde de canícula, aconteceu-me, anos atrás, entrar no metro, na estação da Trindade, no Porto. Comigo, entrou um idoso. Homem mal ajambrado, com botifarras de outros tempos, grossa samarra e gorro enfiado na cabeça.

 

Já na carruagem, põe-se a olhar à volta, a conferir os passageiros, um a um. Uma trabalheira para os seus olhos sumidos. Acaba por se sentar num banco junto à porta. Viaja entre jovens despreocupados, turistas curiosos, gente de telemóvel na mão. Este universo avançado, tecnológico, de pegada digital, não é o seu. 

 

(Se Fialho de Almeida tivesse tido a hipótese de ver o velho da samarra, tê-lo-ia metido numa crónica. O autor de Os gatos não resistiria a esta apara humana de olhos sumidos e cerdas de animal bravio a sairem-lhe pelas orelhas.)

 

Como sou da idade do velho da samarra, farejo afinidades em torno da sua humílima figura. Aposto que ele andou também pelos quintos do Ultramar. Tal como eu, deve ter a cabeça povoada de mortos e aflitos. 

 

Aqui estamos agora, um diante do outro, depois de perigos e guerras esforçados. Mas ele mantém-se em guarda, como se o inimigo ainda pudesse aparecer. E, de facto, o inimigo aparece, surge na carruagem disfarçado de fiscal do metro. Latagão de ar determinado, logo inicia a conferência dos andantes dos passageiros. Um código de barras tatuado no pescoço inscreve-o nos dias de hoje. 

 

Entretanto, o metro vai perdendo velocidade até se deter. Abre-se a porta da carruagem. Com inesperado desembaraço, levanta-se o velho da samarra. Rapidamente se põe a mexer, porta fora. À passagem deixa recado: Dass… já não se pode andar nesta merda…

 

PS - Hoje, mais de meio século depois do início da guerra colonial, começam a chegar a casa daqueles que nela participaram o Cartão de Antigo Combatente, Título de Reconhecimento da Nação, conforme nele se pode ler. No verso do cartão vem exarada a Gratuitidade do passe intermodal dos transportes públicos das áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais, regalia que, à data de hoje, ainda não está em vigor. Os velhos deste País de samarra e olhos sumidos vão ter de continuar atentos ao inimigo.

Jaime Froufe Andrade

OS PEQUENOS TAMBÉM SÃO GRANDES | Aníbal Styliano

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Preservar heranças

 

  1. Comecemos pela final do Euro-2020, cuja final colocou frente a frente a Itália e a Inglaterra. O que esteve em disputa não era só um título mas também os valores da humanidade. Além do jogo, surgiram exemplos de violência, de racismo, de intolerância, revelando uma face verdadeira de um dos maiores flagelos deste tempo. Muitos adeptos ingleses revelarammuitas dificuldades em aceitar a tolerância e continuam a manter ódios desprezíveis. Entre muitos casos, o avançado Rashford, um exemplo de solidariedade para as crianças com dificuldades económicas, «aceitou as críticas ao desempenho, mas nunca ao seu caráter». O selecionador inglês, após não conseguir o título nas grandes penalidades, deixou umaimagem de grande dignidade ao assumir totalmente a derrota e ao condenar o racismo com frontalidade: Southgate deu lição para nunca ser esquecida!

 

  1. Vencer o esquecimento é tarefa que cada geração tem de saber fazer com exigência.

Assim nascem diálogos geracionais e se partilham segredos únicos.

O movimento associativo desportivo traz consigo exemplos de cidadania e de identidade das regiões.

À falta de iniciativas institucionais (que as Associações Distritais de Futebol deveriam coordenar e incentivar, mas desvalorizam com o tempo e alguma egoísmo), cada clube, cada localidade, deveria criar movimento para convidar sócios, simpatizantes, atletas, dirigentes, atuais e do passado, para recolherem um património singular: fotos, equipamentos, bandeiras, troféus, bilhetes, cartões, recortes de jornais, memórias e tudo o que conseguissem recolher relativo ao clube onde vive ou viveu. Até entrevistas aos sócios fundadores, se existirem, e a antigos atletas, dirigentes e adeptos.

Esse espólio, identificado e com menção do seu possuidor, deveria ser exposto (na sede, na Junta de Freguesia, Câmara Municipal, ou outro que entendam mais adequado), com dia oficial para apresentação pública à comunidade. Desse acontecimento, além das referências da imprensa (local e nacional) poderia ser criado um vídeo/filme que permita divulgação nas redes sociais (para ter um destino mais universal e chegar aos nossos emigrantes e não só).

O nascimento de clubes representou um esforço e coragem meritória ao serviço da comunidade. Todos os clubes nasceram grandes: no querer, na ousadia, no amor à terra, na amizade.

Numa época em que os clubes milionários mundiais inundam o espaço informativo, pouca gente terá a noção da grandeza da tarefa de criar um novo clube nos tempos idos.

Uma grande parte do nascimento dos clubes, começou a intensificar-se nos finais da Monarquia e nos inícios da República.Tempos controversos, de grandes incertezas e sofrimento (que ironia as coincidências com a actualidade?!). Ao longo dos tempos, foram muitas as dificuldades, as diferenças de tratamento, mas o clube onde cada um se criou, nunca deixa de sero seu mundo inicial, das primeiras atitudes, de convívio que permitiu entender os outros e o valor do diálogo, sem vencedores nem vencidos.

Essas amizades voltam às memórias e damos conta que o “nosso” clube original merece um agradecimento e um dia para nos unirmos novamente e, em cada ano, termos um verdadeiro “dia do clube”.

O convívio entre gerações traz imensosbenefícios, uma tolerância inteligente e a capacidade para regressarem diálogos na nossa língua comum, sem aviltamentos, mas com afeto.

Não se trata de um regresso ao passado, mas antes, com a lição do passado, ganharmos competência para um futuro sem esquecimentos. Em conversas com netos e amigos, conseguimos viajar no tempo, sem tristezasmas com prazer, num entendimento alargado. Por isso, o movimento associativo desportivo (como de muitas outras áreas da nossa sociedade) merece que cuidemos dele como flor única, sem presunções mas com a humildade de estar rodeado de amigos que partilharam um mesmo sonho e o tornaram realidade.

Por vezes, a tendência do gigantismo das instituições que procuram mais poder, esquece que o mais importante é simples: diálogos com amizade.

Aceitem o desafio e quem sabe não ajudam a criar mais um dia para festejar: “O dia do meu primeiro clube”.

Experimentem e depois digam como foi.

Aníbal Styliano (Professor, Comentador)

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