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BAIÃO CANAL | Jornal N.º 8 - Maio 2021

BAIÃO CANAL | Jornal N.º 8 - Maio 2021

Rita Diogo | Ainda sobre saúde mental

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Não há prevenção em saúde mental, não há promoção da saúde mental, os que precisam de acompanhamento ao nível da sua doença mental chegam em reduzido número aos cuidados de saúde. Sim, são pessoas extremamente vulneráveis, que não recorrem a consultas, que não vão ao seu centro de saúde, que não têm diagnóstico, que não conseguem cumprir um plano terapêutico e que necessitam de uma abordagem diferente, menos biomédica e mais comunitária.

As recomendações da ONU para a saúde mental, incidem sobre o combate à violência e discriminação, menos institucionalização e coerção e menos medicalização. O uso da coerção, a subjugação a intervenções farmacológicas não discutidas com os doentes, os excessivos internamentos e institucionalizações que reforçam os estigmas, as reações sociais adversas à doença mental podem manter as pessoas afastadas de locais onde podem ser tratadas. A informação dada às pessoas relativamente à sua doença mental é fundamental, é responsabilizadora, confere autonomia supervisionada, se necessário for, mas sem paternalismos. A excessiva medicalização para tratar reações adversas normais às pressões quotidianas que resultam em frustração, é uma tendência global. Casos há em que a farmacologia é imperiosa e importante, mas não substitui a psicoterapia, os laços afetivos com elementos significativos ou outras intervenções menos invasivas. Criar vínculos sociais identitários, relações saudáveis que possam evitar a excessiva medicalização, o dar oportunidade de escolha ao doente mental que tem uma condição que lho permite fazer, pode ser um caminho.

O acesso à saúde mental no nosso país é por si só, uma tormenta: poucos se lhe dirigem (as pessoas mais vulneráveis não recorrem aos cuidados de saúde, ignoram os sintomas como estratégia de evitar o estigma), poucos têm onde se dirigir (os recursos continuam concentrados em Lisboa, Porto; o interior continua sem recursos e pobre em qualificação, as novas unidades criadas fora dos grandes centros permanecem unidades fantasma, sem médicos). O estado atual da nossa saúde mental é, de facto, caótico: muita gente por tratar, muita gente afastada dos cuidados de saúde por vulnerabilidades sociais e pessoais, outra tanta tratada de forma desadequada ou condenada à institucionalização.

A principal causa de incapacidade e uma das principais causas de morbilidade, nas sociedades atuais, são as perturbações psiquiátricas e os problemas de saúde mental. Em Portugal, embora a prevalência da problemática acompanhe a tendência europeia, estudos apontam para que a situação dos grupos mais vulneráveis (mulheres, pobres e idosos) se encontra agravada. O número de pessoas em contacto com os serviços públicos mostra que apenas uma pequena parte das que têm problemas de saúde mental têm acesso a serviços públicos especializados. O internamento continua a consumir a maioria dos recursos (83%), quando toda a evidência científica mostra que as intervenções na comunidade, mais próximas das pessoas, são as mais efetivas. O recurso preferencial aos serviços de urgência e as dificuldades reportadas na marcação de consultas, sugerem a existência de problemas de acessibilidade aos cuidados especializados.
Neste contexto, urge delinear uma intervenção específica e direcionada para a área da saúde mental centrada nos eixos da avaliação, diagnóstico, tratamento e reinserção. Sem esquecer a reabilitação, redução de danos e reinserção social de pessoas em situação de isolamento/exclusão social, ao nível da saúde mental e com fatores de risco associados, nomeadamente, deficitária vinculação social; ausência de retaguarda familiar; desintegração das estruturas/redes sociais sobretudo em relação à saúde; percurso profissional inexistente ou precário; incapacidade de satisfazer as necessidades básicas por meio próprio, entre muitas outras situações. O acesso equitativo a cuidados de saúde de qualidade a todas as pessoas com problemas de saúde mental em situação social vulnerável, promovendo e protegendo os seus direitos é premente.
Permanecem fortes condicionantes que perpetuam o estado da saúde mental em Portugal, tais como forte estigma e desconhecimento face à doença mental, escassez de recursos humanos e estruturais, baixa prioridade em termos de opção política, orçamento desproporcionadamente baixo para a carga das doenças implicadas, organização desajustada dos serviços de psiquiatria, com concentração em grandes instituições centralizadas e pouco articuladas com os cuidados de saúde primários e comunitários. Colocar a pessoa no centro de toda a intervenção, respeitar os seus direitos, vontade e dignidade; trabalhar em equipa e em articulação interinstitucional, poderá ser um caminho a seguir.

Rita Diogo,
Psicóloga especialista em Psicologia Clínica e da Saúde

OBLIQUIDADES (9) | JAIME MILHEIRO

Jaime Milheiro

 

 

Neste planeta forjado nas zonas mais recônditas do universo e inadvertidamente trasladado para o subsolo do meu quintal, funcionam ainda alguns tenebrosos espantos.
Bons exemplos serão as enormes eloquências dos passarões televisivos sobre os males que hão-de vir e sobre as catastróficas pragas que estarão para surgir, desvendadas por profetisas e profetas que disso fazem iluminadas profissões.
Plenos de sapiência astrológica e de transcendência cosmológica, burlões e burlonas em jeito de bíblicas figuras estrondeiam cabotinas alarvidades, enxameando-nos de imperativas conclusões.
Sem contraditório afirmam, sem vergonha nos auguram, abrigados no dono do dinheiro e nas públicas audiências. Anunciam doenças desconhecidas, preconizam soluções encanecidas, configuram maleitas destemidas. Denunciam amores e desamores, desvendam pessoas num baralho de cartas ensebado, de forma nem sempre muito inteligente diga-se de passagem, com inúmeros seguidores...

                              (Até o covid se deve sentir estupidificado,
                               com tão bruxuleantes proclamações…)

em malabarismos que ao fim de cinco minutos a si próprios se amarrotam e despachadamente se contradizem.

Levitando sobre vulgaríssimas ocorrências que transformam em epifanias... catapultando efémeras trapalhices em desinformações despudoradas…
afastando quaisquer distinções entre primarismos e construtivismos...
denegando o que naturalmente acontece e que a ninguém aquece nem arrefece...
alimentando esconsas virtudes em pesporrências trauteadas...

                                  (É espantosa a subserviência dos humanos
                                   ao temor dos afogamentos celestiais...)

decretam tontices sem nome, em arrogantes respaldos.

O que levará tanta gente a comprar as mediocridades impingidas?
O oposto…
o conhecimento, a alegria de existir, a autenticidade na troca, a ausência de ilusionismo, que corresponderá ao saudável relacionamento civilizacional e representa o melhor que somos na arte de viver e na complexidade de conviver…

                                       (Todos os antropóides
                                       cultivam a verdade na existência,
                                       todos os doentes ansiosamente a rebuscam…)

dificilmente encontra espaço em tais programações e será sempre de curta duração.

Comparativamente, lembraria que as mais tóxicas bactérias por todos corpos cirandam, mas apenas nalguns se fixam. Fazem parte de nós. Ninguém as ensina, ninguém nos ensina. Só o próprio poderá aprender a pensar-se e a governar-se, tentando ser pessoa e não caricatura de pessoa.
As bruxas da televisão sabem como se movem e porque se movem….

                                              (Afrontando a inteligência e a lucidez,
                                               no mais ignorante primitivismo...)

em plena consciência dos prejuizos que causam, nunca separando a verdade da mentira, a pessoa do pedregulho, a exploração do divertimento.

Jaime Milheiro (psiquiatra e psicanalista)

Jaime Froufe Andrade | Histórias avulso | Não se pode ter tudo

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Histórias avulso

(A pandemia pôs-nos à espera do futuro. Parados pelo vírus, talvez seja tempo para percebermos o que deixámos para trás. É essa a proposta de Histórias avulso)

Não se pode ter tudo

In illo tempore, a Primavera trazia-me sempre uma penhora. Foi assim durante uns anos. Quando o ofício da execução me caia nas mãos, a minha primeira reacção era fazer, mentalmente, um balanço aos meus bens. Começava sempre pelo inestimável: a mulher e os filhos. Como a família não é sujeito passivo de arresto, sentia-me aliviado. 

 

Depois, virava-me para o recheio do lar. Os electrodomésticos, todos em fim de linha, escapariam de certeza à justiça do fisco; os livros, pela estranha razão de serem livros, também estariam a salvo. E o inventário mental à minha riqueza prosseguia: o periquito e a tartaruga seriam um estorvo para a autoridade tributária. Havia ainda a guitarra, essa vítima indefesa dos meus maus blues. Mas, de braço empenado, também nada interessaria ao fisco, ainda por cima longe de se saber ter sido nela que o amigo Carlos Tê compôs o Chico Fininho.

 

No ofício primaveril vinham exaradas ameaças terríveis: execução, penhora, arresto…, mas eu, um infractor, era tratado por V. Excelência. Tal tratamento enchia-me os olhos.

 

Tratava então de pagar a dívida, acrescida da eloquente maquia dos juros de mora. A contragosto acabei por ir às Finanças saber o que estava afinal a acontecer. Saber o motivo que levava esses serviços a enviarem-me um ofício de execução em vez de um atempado aviso de pagamento. 

 

Vamos lá então ver o que se passa...diz o funcionário que me pareceu estar do meu lado. Ah, cá está… Pois é, no cadastro falta o seu número de contribuinte. Está a ver? E eu que visse.

 

Ao vivo, ganhei a questão, mas perdi a mordomia de ser tratado por V. Excelência. Não se pode ter tudo.

Jaime Froude Andrade

 

MARIA ODETE SOUTO | MAIO

Odete Souto

“Maio, maduro maio,

Quem te pintou?
Quem te quebrou o encanto
Nunca te amou.”
José Afonso

Estamos em maio, um mês que começa com a celebração do dia do trabalhador. Um feriado
nacional, de que muito poucas pessoas conhecem a dimensão da conquista e da luta e, por isso, acham que é mais um feriado. Mas não é. E hoje, mais do que nunca neste virar de
milénio, é cada vez mais premente lutar pelo direito ao trabalho, pela regulamentação deste e pelos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras.
Mas maio é também o mês de Maria, de grande importância para os crentes. E é o mês do
coração. Claro que quando falamos do mês do coração é de um órgão vital que estamos a falar e é de saúde física. Mas também de saúde mental e emocional. Uma não existe sem a outra. E por isso, maio é, sobretudo, o mês do amor. Assim, como se fosse necessário e possível um mês para amar.
Revisitando o poema sublime de José Afonso “(…) sempre depois da sesta / chamando as
flores / era o dia da festa / maio de amores.” E não era por acaso. Tinha terminado a
quaresma, tempo de recato. Os dias crescem, há mais luz, mais calor e mais energia.
E hoje como antes, maio é o mês das flores, dos montes e campos floridos, das temperaturas amenas, das energias que brotam na natureza e nos corpos. O mês dos acasalamentos. O mês das lutas.
Foi em maio que, em Paris, emergiu o movimento estudantil que ficou conhecido por “Maio de 68” e que teve forte impacto na sociedade e na política de então. E trouxe para a ordem do dia valores humanistas. E foi um maio de esperança.
Estamos em maio. Vivemos ainda em contexto de pandemia e em crise sanitária. Mas vivemos também uma crise de valores, de desesperança, de descrédito nos políticos e nas instituições, acompanhado por um vazio ideológico. Ao mesmo tempo avolumam-se os problemas sociais.
Chegam-nos notícias da fome, da guerra, dos refugiados, dos radicalismos, dos problemas
ambientais, do desemprego. São tempos estranhos que implicam reinvenção, implicam sonho e implicam luta.
E temos jovens, muitos jovens escolarizados e sem futuro. Aqueles a quem tudo deram, tudo
prometeram e se encontram sem chão, perdidos.
Que mundo lhes deixamos? Que armas lhes demos? Que valores lhes transmitimos?
Tenho para mim que falhamos em muitas coisas. Mas demos-lhes conhecimento e este é arma mais poderosa e a única forma de poder. Neles e nelas se deposita a esperança de construção de um mundo novo.
Que maio se cumpra e que cantemos, com Zeca Afonso “… venham ver maio nasceu /que a
voz não te esmoreça /a turba rompeu.

Maria Odete Souto

Respeitar o futebol | Aníbal Styliano

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Os tempos são sempre complexos e as dificuldades aguçam o engenho. Era assim, mas ventos de mudança trazem novos desafios cada vez mais complexos.

O Presidente da Liga de Futebol, Pedro Proença, alertou para os riscos do jogo do título que o Sporting venceu. Sugeriu medidas adequadas (adeptos no estádio com distanciamento adequado e uso de máscara) em oposição aos festejos sem controlo na via pública. O Secretário de Estado da Juventude e Desporto voltou a revelar total desconhecimento do universo do futebol e disse, nada dizendo, esperando não sabe o quê… Quem tem de assumir as culpas e desaparece em silêncio, acaba por ser cúmplice por incompetência. Deveria ser demitido, juntamente com outros governantes que insultam nas redes sociais programas de televisão que “destapam a careca” e ministros que afirmam algo e com o tempo o seu contrário. Lisboa é realmente outro mundo, por isso, repito, deveria ser um microestado autónomo e Portugal recuperava a sua independência com grandes oportunidades para um desenvolvimento integrado, sem o despesismo da capital e dos sucessivos governos que acabam por ser trampolins para outros voos posteriores.

No final do jogo Sporting-Boavista, aconteceu na via pública o que se temia, segundo a comunicação social: violência, destruição, a PSP teve de disparar balas de borracha, para tentar impedir arremessos de garrafas de vidro, de tochas, petardos e fogo-de-artifício para o outro lado do gradeamento, onde estavam a polícia, os bombeiros e os jornalistas. Ilegalidades que deveriam merecer antecipação musculada. Os celebrantes não cumpriram distanciamento social nem muitos tinham a máscara obrigatória. Alguns adeptos chegaram mesmo a sofrer ferimentos, tendo recebido prontamente assistência dos bombeiros, enquanto a multidão colocada nessa zona fugia à intervenção policial. O que vai fazer o governo? Certamente não tem certezas e apenas muitas dúvidas, como tem sido usual desde o início...

O futebol pode ser uma via de aprendizagem única. Vejamos: o “mister”, durante os treinos, com conhecimento dos adversários, define uma estratégia, uma dinâmica e uma organização coletiva com a qual pretende surpreender o adversário. Para além disso, em todos os momentos, procura aperfeiçoar qualidades e reduzir defeitos, envolvendo todos numa missão única: tentar vencer. Há quem tenha melhores jogadores e mesmo assim não consegue superar uma equipa, com jogadores de menor valia, mas com uma identidade reforçada em que todos são um só. Por outro lado, sem a proximidade televisiva, reduzem-se as simulações para mais tarde ver nas repetições em vários canais. Fica a impressão de que só existe um campeonato e pouco mais.  Mas assim não é. São muitos milhares de jogadores e muitas centenas de equipas que todas as semanas se entregam ao serviço público voluntário de cumprir as estratégias e a tentar superação constante: não há lugar para desistentes. O movimento associativo (desportivo, social, etc.) é um suporte essencial da democracia que deveria ter maior importância e melhores apoios. Os excessos de festejos dos adeptos são praga relativamente recente e fica a ideia de que, em alguns casos como recentemente em Alvalade e nas ruas de Lisboa, os adeptos se tornaram o centro e a equipaum simples conjunto de funcionários ao serviço da massa associativa. Convido quem anda mais afastado, para verem um jogo dos distritais ou do Campeonato de Portugal. E aqueles jogos que nos encantavam em miúdos, alguns também com zaragatas que a GNR e a PSP resolviam de imediato, e a maior parte das vezes terminando nuns festejos dos bares muito simples, dos campos de futebol onde o pelado exigia competência com o controlo da bola. Com o tempo veio a certificação dos clubes, várias iniciativas promocionais (em inglês, claro) sem grande utilidade para além da valorização da imagem de protagonistas que não calçam chuteiras, as regras das grandes ligas internacionais, os padrões que as televisões revelam e num momento tudo se transforma: o adepto esquece onde está e passa a viver num mundo virtual onde se julga o protagonista essencial. Há até quem discuta com o televisor como se fosse ouvido do lado de lá (possível talvez daqui a uns anos). É esta alteração coletiva do paradigma que tornou o futebol-jogo-arte-talento num espetáculo-negócio-indústria que visa o destaque social, os grandes investimentos sem cobertura garantida, assim como uns dribles com a colocação de milhões nos espaços menos acessíveis e só com desmarcações sem vestígios. Antes de ser profissional e com idade de júnior, joguei nos seniores do Sport Progresso e, aqueles enormes jogadores que admirávamos ao longe, passaram a ser amigos, conselheiros e nos ensinaram para sempre como se respeita o futebol. Para além deles que ficaram amigos para sempre, conheci dirigentes com mais de 50 anos ao serviço do clube, de forma benévola, inventando sorteios de bolas, festas, angariações de fundos, que me davam a sensação de estar em família. Por isso, na hora da partida para outros horizontes, cada um à sua medida, deixava a prenda significativa que poderia oferecer. As rivalidades entre clubes acabaram por aumentar o número de amigos que ainda permanecem. No fundo, é tudo uma questão de respeito e humildade. Isso aprende-se em miúdo, sempre com uma bola debaixo do braço e um clube que aceita todos e não exclui nunca. Muitas vezes, adultos com pouca escolaridade mas com uma vasta experiência de coerência e sabedoria nos ajudavam a ficar mais fortes e a decidir com coragem e certeza. Mas aquelas primeiras chuteiras, calçadas com muitos pares de meias para encher o espaço e não se soltarem pelo ar, nunca serão esquecidas assim como a bola que só com muita coragem se conseguia cabecear. Uma palavra final para muitos árbitros que, nos intervalos, nos colocavam perguntas sobre as leis de jogo, para tentarmos acertar na resposta e ficar a saber algo mais.

 

Aníbal Styliano (Professor e comentador)

 

PROVA DE VIDA | Arnaldo Trindade

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ave de solidão vestida

nunca apanhada com vida
triste desilusão de criança
ao saber que não veio de França
 
liberdade não se aprende
não se compra nem se vende
olhando atento o firmamento
aves vendo livres como vento 
 
Arnaldo Trindade
 
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fortes ventos violaram
nuas ...árvores ficaram
ramos não davam abraços
folhas...voaram pássaros
água despejada
caída da nuvem cansada
bebe amor sedenta terra
nova vida nascida duma flor
 
Arnaldo Trindade
 

CONSULTÓRIO JURÍDICO | Serviços Públicos Essenciais 2 | José Carlos Martins

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Na sequência do nosso anterior artigo, vamos comentar alguns dos abusos dos prestadores de serviços e quais os meios de defesa que os utentes têm ao seu dispor.

Em primeiro lugar, é necessário analisar o artº.10 da Lei nº23/96, de 26 de Julho. Nos termos desta norma legal, o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses após a sua prestação. Se, por qualquer motivo, incluindo o erro do prestador de serviços, tiver sido pago valor inferior ao que corresponde ao consumo efectuado, o direito do prestador ao recebimento da diferença, caduca dentro de seis meses após aquele recebimento.

O prazo para a propositura de acção judicial pelo prestador do serviço, para cobrança de valores em dívida é de seis meses após a prestação do serviço.

Apesar do que está previsto na lei, o comportamento dos prestadores de serviços é completamente diferente. Assistimos aos prestadores de serviços, devido, na maior parte das vezes, devido ao seu mau funcionamento interno, a instaurar acções para cobrança de valores muito após o prazo de seis meses previsto na lei.

Nestes casos, resta aos utentes apresentarem a respectiva contestação aos processos judiciais, invocando a prescrição.

Mais grave ainda, é o facto dos prestadores dos serviços públicos essenciais se recusarem a celebrar novo contrato com utentes que tenham dívidas antigas, mesmo sabendo que as dívidas já prescreveram.

Neste caso, a solução é propor uma providência cautelar em tribunal, pedindo que o prestador seja obrigado a celebrar o contrato, alegando a prescrição da dívida.

José Carlos Martins (Advogado)

 

DUAS DE LETRA | Lourdes dos Anjos | MÃES VIÚVAS DOS SEUS MENINOS

Lourdes dos Anjos

 

Hoje, dei comigo a pensar que, quando nos morrem os pais, ficámos orfãos; se morre o companheiro, ficámos viúvas mas, se nos falta um FILHO...a vida não segue o seu rumo natural e por isso não há nome que se encaixe na situação.
E amanhã posso ser eu...
Hoje queixei-me das minhas dores de envelhecimento, dos meus pés que não gostam da porra dos cubinhos de granito mal acabados com que fazem agora os passeios , dos joelhos tão "sem jeito" das minhas mãos que vão perdendo as forças e do meu medo de perder o tino...
Hoje,depois de ouvir o meu muro das lamentações, o meu neto mais velho, bem maior do que eu, baixou-se e , silenciosamente, deu-me um abraço tão apertadinho e...achei-o tão lindo, e então reparei nos seus olhos tão doces com duas lágrimas e pensei: amo tanto este gajo este filho da mãe e... do meu filho e... nunca lhe falo disso...
Hoje fiquei a pensar ...e se ... e se me tocasse a mim a desgraça , a tal desgraça sem nome que faz tantas mães viúvas de seus meninos!?
Hoje, depois das lamentações todas, fiquei a pensar...
E a nossa juventude que antes de abril ia...partia no Vera Cruz sem lamentos nem perguntas e alguns, muitos... regressavam em caixas de pinho sem nomes nem amanhã!...
Quantas mães ficaram viúvas dos seus filhos!?
Outros tempos mas eternas MÃES. Ontem como hoje MÃES VIÚVAS DOS SEUS MENINOS
E depois pensei numa amiga com 91 anos que, diáriamente, toma o café comigo a meio da manhã, que perdeu um dos seus filhos e mantém o seu sorriso porque acredita que o seu amor está em paz e a espera com um sorriso....
Hoje, hoje... pouco mais consigo dizer e por aqui me fico...com o rosto do filho do meu filho desenhado na minha alma , dois gajos que amo tanto ... e raramente lhes falo nisso
Hoje, mando um abraço para as mães viúvas dos seus filhos.
Hoje, lembro apenas que acredito que a vida continua sem missas nem rezas sem velinhas nem retratos coloridos no cemitério mas com uma saudade imensa escondida na alma e um desejo de reencontro para acariciar os cabelos brancos dos nossos filhos e depois limpar as lágrimas deles mais as dos filhos deles mais as nossas numa promessa de amor incondicional e eterno .
Hoje, ainda não disse ao meu filho o tamanho do meu amor... mas acho que ele sabe!
Hoje interrogo-me :
que contas terão para fazer alguns seres humanos/animais ferozes que torturam , escravizam e matam os seus filhos?
PORQUÊ SE O AMOR ENTRE ELES DEVIA SER ENORME PURO E INCONDICIONAL?
Hoje ou amanhã talvez seja muito difícil encontrar alguém que me possa dar respostas e as minhas perguntas ficarão comigo.
Hoje deixem que vos deixe com um poema :
 
UM FILHO É UM TESOURO-lourdes dos anjos Um filho é um eterno tesouro.
Um diamante,ou um coração de ouro.
É um pedaço da nossa alma
Jóia rara que nos inquieta e envaidece
Sol que nos queima, ilumina e aquece
É um ser mais que perfeito e muito diferente
de todos os seres e dos filhos de outra gente.
Um filho é o nosso tesouro.
Um cofre de sonhos e emoções
É a alegria de tudo dar e nada pedir
É nunca mais lembrar as lágrimas de parir
É o medo de ter medo de o ver sofrer
É ser, eternamente,MÃE sem tempo pra morrer
É tê-lo, pequenino, no nosso peito
e vê-lo crescer sem tom nem jeito
É dizer-lhe :-VAI, AGORA A VIDA É TUA
E querer que o mundo seja só a nossa rua
Mas um filho nosso, é um tesouro
Diamante que queremos,habilmente lapidar,
Coração ,à solta, no peito, a cavalgar
É a arma com que fazemos paz ou guerra
É construir,só para ele, um céu, na terra
É o gosto doce da vitória que nos acalma
e o perfume suave que nos enche a alma
É um ser diferente, tão diferente,
que não queremos partilhá-lo com outra gente.
Será, ao anoitecer,a voz que queremos ouvir
Para nos falar de amor, na hora de partir.

Lourdes Dos Anjos (Professora /Escritora)
 

Natércia Teixeira | O Voo do Pombo

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O Voo do Pombo

“…. Salvou-me aquela parede…granito polido, de um cinzento irisado, em que me apoiei.

Desacostumei-me rápido de ajuntamentos de povo barulhento e buliçoso, provavelmente porque em boa verdade nunca os apreciei e a euforia daquele corrupio de gente que desfilava na rua em frente, causava-me vertigens.

A parede em que me encostei, ajudou-me a ultrapassar a sensação de estar a resvalar à deriva, para lugar nenhum…salvou-me também de ser engolida por uma amálgama viva que menauseava…proporcionou-me momentaneamente algum enraizamento a um chão que parecia escapar-me debaixo dos pés.

Era chegada a hora de partir definitivamente daquele mundo…um sonho realizado que veio com uma fatura acima das minhas possibilidades, que hipotecava um valor reconhecido e criado a duras penas.

Um mundo que me tinha feito perder o sono…não desistir dele seria uma roleta russa onde não aposto, que a Vida não fosse a próxima fatura a chegar sorrateiramente à caixa de correio.

- Laura Antunes, Dra. -

Lembro-me ainda do sorriso de satisfação com que nos primeiros tempos admirava o meu nome desenhado naqueles caracteres estilizados.

Tenho presente os últimos em que olhava o próprio nome como se não me pertencesse.

É assim que morrem os sonhos.

São assim os epílogos de alguns propósitos.

Dificilmente alguma coisa sobrevive à ausência de respostas, raramente não se sucumbe ao caos das indefinições.

No dia em que as perguntas se tornam inúteis perdemo-nos de nós mesmos.

Nesse dia não haverá lágrimas suficientes que lavem a alma, nem encontraremos justificação em sentimento algum para a vergonha que todos os espelhos nos devolvem.

O contacto com a pedra fria, confortava-me…provavelmente porque as emoções que me visitavam eram incomparavelmente mais geladas.

Os pensamentos corriam velozes em contraste com a inércia que me acorrentava ao chão.

Um bater de asas despertou-me daquele torpor…um pombo pousara uns passos adiante de mim, saltitava à minha frente numa dança acompanhada de uns arrulhos melodiosos e com o bico fazia uma inspeção criteriosa ao pavimento em busca de uma qualquer migalha.

Detive-me a admirar aquela labuta e os matizes que pintavam as sedosas penas daquele animal…olhava-o e reconhecia-me nele nos últimos tempos… também eu, saltitante, esplendorosa, a entoar cantos de sereia e à cata de migalhas.

O pombo percebeu o interesse com que o observava e parou a escassos centímetros, também a observar-me, numa atenção curiosa que o fez comicamente, inclinar a cabeça numa interrogação muda quanto ao motivo da minha presença ali.

Uns segundos decorridos, sacudiu-se energicamente, disparou em minha direção e já em voo, passou tão perto que senti a deslocação de ar à sua passagem.

Pairou uns metros acima de mim, arrolhou ruidosamente erumou a horizontes que não me pertencem.

Segui a ave com o olhar, enquanto me foi possível.

Invejei-lhe a liberdade e o arrojo.

Um sussurro, como um sopro, sobrepôs-se a este pensamento…o que chamam de voz da consciência ou voz de Deus, impeliu-me a desencostar da parede e a mover-me em direção à saída daquele átrio.

Respirei fundo e sem olhar para trás nem me deter…misturei-me em contramão na multidão borbulhante que já não me podia queimar.

O meu pensamento pairava agora muito acima dali… ganhara asas e partia em busca de outros horizontes, omeu coração ansiava por novos propósitos.

In  Grãos de Pimenta Rosa

Natércia Teixeira

Professores acusam Governo de degradar profissão "envelhecida e que também adoece"

PROFESSORES

 

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) responsabilizou hoje o Governo pela greve de docentes que decorre a nível nacional devido ao “bloqueio negocial” que “cada vez mais degrada” as condições de uma profissão “envelhecida e que também adoece”.

“Esta greve foi marcada depois de terem sido esgotadas todas as outras vias para quebrar o bloqueio negocial. Não há reuniões com o ministro da Educação [Tiago Brandão Rodrigues] desde janeiro. Depois disso apareceu um vírus e acentuaram-se os problemas. A lei diz que as questões de segurança e saúde sanitária são de negociação obrigatória com os sindicatos”, disse Manuela Mendonça, representante da Fenprof e coordenadora do Sindicato de Professores do Norte (SPN), à porta da Escola Secundária Clara de Resende, no Porto, onde ao longo das primeiras horas da manhã encarregados de educação foram deixando os filhos num cenário de aparente normalidade.

Cerca das 09:00, Manuela Mendonça considerou ser “cedo” para fazer balanços de uma greve nacional de educadores de infância e de professores do ensino básico e secundário, cujo pré-aviso foi divulgado a 27 de novembro.

“Esperamos uma boa adesão. Embora variável de escola para escola (…). Sabemos que a greve se realiza em contextos difíceis (…). A Fenprof dirigiu-se ao primeiro-ministro várias vezes, inclusive quando foi entregar o pré-aviso de greve e avisou que a greve só se faria se o Governo quisesse. Faltavam 15 dias para a greve e estávamos disponíveis para reunir em qualquer dia”, disse a dirigente sindical.

Manuela Mendonça admitiu que o momento, quer devido à pandemia da covid-19, quer por estar próximo do final do período e da aviação dos alunos, “é muito complexo” e contou saber que “alguns colegas que por força dos feriados e das pontes ficaram com muitos poucos dias letivos e não vão fazer a greve embora se revejam nos motivos” e frisou o porquê da paralisação.

“Não podíamos deixar de tomar uma posição para protestar pelo bloqueio negocial e exigir respeito pelos professores que também estão na linha da frente [do combate à pandemia] a dar o melhor de si aos seus alunos. Estão a permitir, em condições sanitárias insuficientes, que os pais e encarregados de educação estejam a trabalhar a bem da economia do país. Em segundo lugar exigimos respeito pelos sindicatos e pelas leia da República. Nenhum Governo está acima da lei e tem de negociar”, referiu a coordenadora do SPN.

Os professores e educadores exigem “diálogo, negociação e resolução dos problemas que afetam os docentes, mas também as escolas e os alunos”, acrescentou a dirigente sindical, apontando que esses “problemas já existiam antes, mas a pandemia tem vindo a agravá-los”.

“A falta de professores está hoje a deixar sem aulas milhares de alunos. É consequência da degradação progressiva das condições da profissão docente que afasta os jovens da profissão e que provoca níveis de desgaste e de exaustão aos professores que estão no ativo. A profissão envelhece e adoece. Há muitos professores de baixa médica”, disse Manuela Mendonça, questionando a “falta de diálogo” de Tiago Brandão Rodrigues.

“O ministro da Educação não está disponível para discutir soluções. Se o senhor ministro não está preocupado com a falta de professores, está preocupado com o quê?”, sublinhou.

Manuela Mendonça alertou que “ao contrário de outros países” a situação de Portugal “ainda não é tão crítica”, porque “há professores qualificados no país”, mas “não há professores qualificados nas escolas”.

“A carreira não atrai novos profissionais e a renovação não se faz. Se não forem tomadas medidas urgentes que revertam esta situação, a médio prazo a falta de professores qualificados em Portugal pode vir a ser o mais grave problema do nosso sistema educativo. É preciso criar condições para que regressem. E criar condições é dar-lhes estabilidade, abrir vagas nos quadros das escolas, valorizar a carreira e os salários e retirar burocracia das tarefas docentes”, concluiu.
Fonte: LUSA
JOÃO RELVAS/LUSA

DESPORTO |SPORTING É CAMPEÃO NACIONAL

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Ninguém conseguiu conter as lágrimas após o apito final em Alvalade

Com a vitória frente ao Boavista, o Sporting sagrou-se campeão nacional pela 19.ª vez na sua história.

Depois de 19 anos de espera, o Sporting volta a conquistar a Liga Nos, ao derrotar os axadrezados do Boavista por 1-0.Um triunfo que colocou o clube a oito pontos do segundo classificado, FC Porto, e permitiu que festejasse o título de campeão nacional mais cedo.

Com duas jornadas ainda por disputar, oSporting venceu a competição com 82 pontos na tabela classificativa, mas ainda pode chegar aos 88 pontos na 34.ª jornada. Em 32 jogos realizados, os leões venceram 25 jogos, empataram sete e não somaram qualquer derrota, tornando-se a primeira equipa da história do futebol nacional sem registar qualquer desaire em 32 duelos disputados dentro das quatro linhas.

Com este feito, o clube liderado por Frederico Varandas festeja o 19º título de campeão nacional e, além disso, garantiu um lugar na tão desejada Liga dos Campeões, onde não participa desde a temporada 2017/2018.

Baião | Detido em flagrante por tráfico de mais de 250 doses de estupefacientes

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O Comando Territorial do Porto, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Amarante, no dia 7 de maio, deteve em flagrante um homem de 47 anos por tráfico de estupefacientes, no concelho de Baião.
No seguimento de diversas denúncias relacionadas com a venda de produtos estupefacientes naquele concelho, os militares da Guarda realizaram diligências policiais que culminaram na abordagem do suspeito e na apreensão de 62 doses de cocaína. No decorrer da ação, foi realizada posteriormente uma busca domiciliária, onde, para além da droga anteriormente mencionada, foi possível apreender o seguinte material:
• 197 doses de haxixe;
• Oito doses de canábis;
• 200 euros em numerário.
O suspeito foi detido e presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Instrução Criminal de Penafiel, onde lhe foi aplicada a medida de coação de apresentações diárias no posto policial da sua área de residência.
Fonte: GNR

 

 

Condenação a nove e sete anos a inspetores do SEF pela morte do cidadão Ucraniano Ihor

SEF

 

Os três inspetores do SEF acusados do homicídio do ucraniano Ihor Homeniuk, em março de 2020, foram hoje condenados a nove e sete anos de prisão, pelo crime de ofensa à integridade física grave qualificada, agravada pela morte.

Duarte Laja e Luís Silva  nove anos, Bruno Sousa por sua vez teve uma pena de prisão de sete anos. Não foi dado como provado o homicidio qualificado

Entrega de armas nos Postos da GNR

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Entrega de armas nos Postos da GNR
Se tem armas de fogo não manifestadas ou registadas, regularize a situação em qualquer Posto da GNR.
Nos termos da Lei 5/2021, de 19 de fevereiro, decorre, até dia 23 de junho, o período de entrega voluntária de armas detidas fora das condições legais, sem consequência para os seus detentores.

Bebé morre por ter sido deixado esquecido no interior de uma viatura durante todo o dia

Segundo a referência feita pela polícia, a criança terá ficado esquecida durante todo do dia de ontem no interior de um automóvel. Quando a família se apercebeu, já ao final da tarde, ainda levaram a criança para o Hospital de Santa Maria (Lisboa), mas esta acabou por falecer.

A PSP confirmou à agência Lusa que a morte da criança de dois anos terá ocorrido na sequência de um alegado acidente, estando a Polícia Judiciária a investigar as circunstâncias da ocorrência.

Foto: Imagem ilustrativa relativa à segurança das crianças nas viaturas, retirada de graphene car seat)

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Segurança Infantil


Sabia que os acidentes são a maior causa de morte de crianças e jovens em Portugal?

Com crianças, todos os olhos são poucos.
A sua casa pode ser o sítio onde se sente mais seguro e confortável mas, para bebés e crianças, há perigos à espreita. O mesmo se passa em cada viagem de carro. Será que a cadeirinha do seu bebé está bem colocada? E na água, sabia que bastam 2,5 cm para uma criança se afogar?


SEGURANÇA NA ÁGUA

SEGURANÇA RODOVIÁRIA 

SEGURANÇA EM CASA

SEGURANÇA NA ESCOLA 

SEGURANÇA NOS ESPAÇOS DE RECREIO, DESPORTIVOS E LAZER

Para um crescimento saudável é necessário vivenciar, experimentar, criar em liberdade e de forma espontânea. 

É importante brincar ao ar livre, na natureza, andar a pé, de bicicleta, com o mínimo de restrições possível. Para isso é fundamental que os espaços e os ambientes sejam estimulantes e cheios de oportunidades, mas onde os riscos sejam saudáveis e possíveis de gerir!

Segurança não é estar fechado numa “redoma”, é garantir que todas as crianças crescem e brincam livremente, de forma segura e autónoma.

É nisso que a APSI acredita. É por isso que a APSI promove, desde 2017, o Dia Nacional da Segurança Infantil (23 de maio).

O evento pressupõe o envolvimento das crianças em diversas atividades que promovam a segurança infantil, o andar a pé ou de bicicleta, a atividade física, brincar ao ar livre, entre outros.

 

Foto: Hospital de Santa Maria, Lisboa

Paulo Esperança | O EMBUSTE EM ESCADA

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Há anos valentes, durante um dos seus passeios higiénicos, um amigo do Presidente da Junta deu-se conta que nos arrabaldes das explorações agrícolas havia seres humanos amontoados em coisas parecida com casas.

Quase à noite, na tasca local falou ao Presidente da Junta do que vira.

O Presidente da Junta disse-lhe que a situação já lhe tinha chegado aos ouvidos (não costumava ir passear para aquelas zonas) e que ia transmitir à Câmara Municipal …quando tivesse tempo.

O Presidente da Câmara Municipal recebeu a notificação do Presidente da Junta e quando teve tempo remeteu-a, com o respectivo despacho, para o vereador da Protecção Civil e da Segurança Social.

Estes…quando tiveram tempo… falaram ao telefone com alguns empresários do sector agrícola da região, leram uns jornais e reportaram as conclusões em relatório formal.

O Presidente da Câmara…quando teve tempo … perante esses relatórios e cumprindo as normas do poder hierárquico enviou-os para o Secretário de Estado da Administração Interna e da Segurança Social.

Quando tiveram tempo ambos analisaram esses relatórios remetendo-os aos Ministros da tutela devido à sensibilidade do assunto.

Os Ministros, quando tiveram tempo, pediram aos seus assessores para produzirem um parecer jurídico o que aconteceu quando os assessores… tiveram tempo.

Recebidos os pareceres, os Ministros, quando tiveram tempo, mandaram enviá-los para o SEF, GNR, ARS da região, Centro de Segurança Social, Protecção Civil e claro, à autarquia local.

Entretanto, a cultura intensiva devastadora de solos e água na região, o fechar de olhos ao tráfico de seres humano e à sua miserável exploração, as suas condições insalubres de “habitação” continuaram olimpicamente à espera de mais relatórios …quando houvesse tempo.

Mas o Covid é traiçoeiro e pregou uma finta ao tempo.

Casos e casos que, mais uma vez, atacaram uma população sofrida e desprezada.

Finalmente houve tempo! Polícia, Câmara Municipal, Junta de Freguesia, Protecção Civil, Administração Interna, GNR, DGS, Segurança Social, Governo, Assembleia da República, etc, puseram-se em campo e exclamaram “aqui- d´el-rei”!

Vai daí toca de atirar culpas de uns para os outros. No final, como dizia José Mário Branco no seu “FMI”, “a culpa é de todos, não é? Afinal a culpa é de todos e não é de ninguém, não é filho?”

Vemos, ouvimos e lemos, não podemos ignorar canta Francisco Fanhais num belíssimo poema – “Cantata da Paz” – de Sophia de Mello Breyner Andresen. Aqui ninguém viu, ninguém ouviu, ninguém leu.

É a democracia representativa a funcionar, dizem-nos.

Até pode ser, mas os resultados, neste caso, mostram que quem diz que representa, de facto, não teve tempo para representar quem anda nos labirintos obscuros da vida.

Experimentem a democracia directa. Vão ver que a cambada de facínoras que escraviza estes seres humano deixaria de se considerar impune e talvez não tivéssemos vergonha do que estamos a fazer a cidadãos que andam sistematicamente à procura de serem um pouco menos infelizes.

Porto, 6 de Maio de 2021

Paulo Esperança

 

POLÍTICA | PSD Baião: Roteiro de visitas aos Agrupamentos de Escolas de Baião

cc052528-f41a-412a-a210-07ba47566918.jfifEm nota de imprensa enviada ao Baião Canal, o PSD Baião refere que, no dia 5 de maio, Paulo Portela, candidato pela coligação “Com Determinação por Baião” à Câmara municipal de Baião, deslocou-se aos Agrupamentos de Escolas de Vale de Ovil e do Sudeste de Baião onde foi recebido pelos Diretores Carlos Alberto Carvalho e Manuela Miranda.

A visita teve como objetivos a apresentação da sua candidatura e ouvir dos responsáveis sugestões de melhoria para a educação em Baião.

Paulo Portela foi membro do Conselho Geral durante 9 anos, sendo considerado pelo Diretor do Agrupamentos de Escolas de Vale de Ovil “um dos melhores elementos que a escola teve”.

Os Diretores consideraram importante esta visita para que Paulo Portela possa tomar conhecimento da realidade e construir um programa baseado naquilo que é a realidade.

Paulo Portela reafirmou que a educação é uma das suas prioridades e quer ouvir para depois decidir, o que faz parte da sua forma de estar na política.

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Por Ana Raquel Azevedo

Presidente do PSD Baião

COVID-19 | Mais 5 mortes e 373 novas infeções. Com tendência para aumentar!

Os dados do boletim desta quinta-feira.Cuide de si, dos seus e dos outros!

Entre os novos 373 casos, 181 foram registados na região Norte, 106 na de Lisboa e Vale do Tejo, 32 no Centro, 12 no Algarve e 10 no Alentejo. Há ainda mais 16 casos, tanto na Madeira como nos Açores.

Quanto às mortes, três foram registadas na região de Lisboa e Vale do Tejo e as outras duas na região Norte.

A incidência da Covid-19 em território nacional é agora de 61,3 casos por 100 mil habitantes, com um risco de transmissibilidade R(t) atual de 0,95.

De acordo com o boletim epidemiológico apresentado pela DGS, nas últimas 24 horas há registo de mais 538 recuperados. Estão internados 283 doentes, dos quais 77 em unidades de cuidados intensivos.

Portugal tem atualmente 22 535 casos ativos.

A Comissão Europeia prepara debate com vista à suspensão de patentes das vacinas para a covid-19. O presidente norte-americano, Joe Biden, já fez saber que apoia a suspensão das patentes. O Presidente francês também se mostrou favorável à abertura das patentes.

Relatório de Situação nº 430 | 06/05/2021

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Relatório de Situação nº 430 | 06/05/2021

 
 

Baião: Minipreço foi assaltado durante a madrugada

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Baião, 06/05/2021

Segundo apuramos junto de uma das colaboradoras, o assalto terá ocorrido entre as três e a cinco horas da madrugada. Os assaltantes partiram o vidro da porta, mas não provocaram outros estragos, não tendo, ainda, sido referido o que terão furtado. 

Devido à ocorrência, a loja esteve encerrada durante a manhã de hoje, tendo reaberto da parte da tarde.

A GNR tomou conta da ocorrência e a Polícia Judiciária já está a acompanhar o caso, sendo que, segundo apuramos, têm vindo a ocorrer outros assaltos em outras lojas, designadamente do setor alimentar. Alguns dos nossos leitores referiram que também terá sido assaltada a loja do minipreço do Marco de Canaveses. 
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