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Ultimas | Governo autoriza verba para projeto de ligação de Baião à Ponte da Ermida

A pavimentação da rua Camões arranca na próxim

 

Autorização tem efeito até ao valor global de 1,35 milhões de euros. Obras começam em 2022.

O Governo autorizou a Infraestruturas de Portugal (IP) à repartição de encargos, até 2025, para o projeto de execução da ligação de Baião à Ponte da Ermida, foi esta quinta-feira publicado em Diário da República.

Segundo a portaria governamental, assinada pelo ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, a autorização tem efeito até ao valor global de 1,35 milhões de euros, começando a sua execução em 2022.

No próximo ano, a IP está autorizada a uma despesa de cerca de 682 mil euros. Em 2023, a autorização fixa-se nos 549 mil euros. Para 2024 não está prevista qualquer dotação e para 2025 indica-se o valor de cerca de 119 mil euros. Aos valores acrescem o IVA.

Além da ligação de Baião à ponte de Ermida (sobre o rio Douro), conhecida como variante à Estrada Nacional 321-2, os encargos agora autorizados pela tutela abrangem também a requalificação do troço da Estrada Nacional 108, entre Lodão e a referida travessia.

De acordo com o Governo, esta decisão enquadra-se nos denominados investimentos em 'missing links' e "aumento de capacidade da rede da componente 7", do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A ponte da Ermida liga Baião, no distrito do Porto, a Resende, no distrito de Viseu, atravessando o rio Douro. A infraestrutura foi inaugurada em 1998 pelo Presidente da República Jorge Sampaio, mas os seus acessos, a partir de Baião, nunca foram executados, sendo atualmente assegurados por estradas sinuosas e estreitas.

A empreitada de ligação de Baião à ponte da Ermida chegou a ser lançada a concurso em 31 de julho de 2009. Essa obra pública, à data orçada em cerca de 26 milhões de euros, repartida por duas fases, permitiria reduzir a duração da ligação e melhorar a segurança na circulação rodoviária.

Para Resende, aquela infraestrutura é fundamental, porque aproximaria o município da rede nacional de autoestradas.

Lusa 28 de Outubro de 2021 às 10:49

 

NACIONAL | Orçamento do Estado chumbado

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Com os votos contra do BE, PCP, PEV, PSD, CDS, IL e Chega, com a abstenção do PAN e das deputadas não-inscritas Joacine Katar Moreira e Cristina Rodrigues e com o voto favorável do PS o Orçamento de Estado foi chumbado.

Pela primeira vez 47 anos ,  um Orçamento do Estado foichumbado no Parlamento.

Marcelo Rebelo de Sousa decidirá sobre a dissolução do Parlamento e a marcação de novas eleições legislativas.

SOCIEDADE E CULTURA | Rota do Românico dedica...

 

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Rota do Românico dedica exposição fotográfica aos Cuidadores do Património

A Rota do Românico tem patente no Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, uma exposição fotográfica dedicada aos Cuidadores do Património.

A inauguração ocorreu na tarde do passado domingo, 24, e contou com a presença de vários dos Cuidadores fotografados, acompanhados de familiares e amigos, num momento de amena confraternização.

As fotos, da autoria de Luís Barbosa, destacam, num registo intimista, as relações de afeto que unem estas pessoas, de várias idades, aos bens patrimoniais da Rota do Românico.

A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, entre as 10 e as 18 horas, até 30 de janeiro de 2022.

A Rota do Românico instituiu o dia 18 de outubro como o dia do Cuidador do Património. Celebrada em 2020 pela primeira vez, esta iniciativa inédita em Portugal pretende homenagear todos aqueles que, de forma dedicada e incondicional, zelam e acarinham os nossos monumentos, constituindo também uma inestimável memória viva do local.

Este ano, para além da exposição fotográfica e da oferta de cabazes de produtos regionais aos Cuidadores, foram também realizados encontros intergeracionais em seis escolas do território da Rota do Românico, nos quais os Cuidadores partilharam com os alunos as suas memórias e os serviços que prestam nos seus monumentos.

O sítio da internet da Rota do Românico foi reforçado com uma área temática dedicada aos Cuidadores do seu Património.

Estas ações enquadram-se no projeto Cuidadores do Património, um dos 11 vencedores do concurso Histórias do Património Europeu 2020, promovido pelo Conselho da Europa e pela

Comissão Europeia.

A Rota do Românico reúne, atualmente, 58 monumentos e dois centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega (Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende).

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

 

26-10-2021
www.rotadoromanico.com

POLÍTICA | Nota de imprensa - 1ª reunião de Câmara Caixa de entrada PPD PSD BAIÃO

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Os nossos vereadores, Paulo Portela e Célia Azevedo, participaram na primeira reunião da Câmara Municipal de Baião,decorrida no dia 20 de outubro. De entre a ordem de trabalhos inscrita para esta reunião de câmara, ficou patente a tomada de posição dos nossos vereadores em três pontos fundamentais: a proposta de tornar públicas e de acesso a qualquer baionense todas as reuniões camarárias sob a forma de áudio e vídeo; o voto contra a proposta de fixação de mais três vereadores em regime de meio tempo; a chamada de atenção para a proposta do acordo de Colaboração entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. e o Município de Baião.

Paulo Portela apresentou a sugestão, em reunião de câmara, de serem gravadas todas as reuniões de câmara sob a forma de áudio o que já acontece e sob a forma de vídeo, dando seguimento ao que a equipa Com Determinação por Baião defendeu na campanha eleitoral: credibilizar a política e aproximar os baionenses dos órgãos autárquicos. Para o nosso vereador, é importante que os cidadãos, em casa, percebam o que se discute e o que fazem os políticos nestas reuniões, como forma de trazer os baionenses para a vida pública, caso tenham interesse e vontade de saberem os assuntos que se debatem. A proposta mereceu o parecer positivo do presidente da Câmara Municipal de Baião, que garantiu que seriam tomadas todas as providencias para tornar essa disponibilização uma realidade a curto prazo, passando assim as reuniões de Camara a serem disponibilizadas nas redes sociais para os munícipes poderem ver.

A proposta apresentada para três vereadores a meio tempo mereceu o voto contra dos nossos vereadores por entenderemque o facto de haver um vice-presidente a tempo inteiro,o que não acontecia no mandato anterior, eque a parcialidade temporal não é de todo benéfica para os baionensesnem para a qualidade dos serviços prestados. Para Paulo Portela, nunca seria esta a decisão que tomariapor entender que as vereações a meio tempo não são de todo produtivas nem para os serviços nem para os munícipes.

O acordo de Colaboração entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P. e o Município de Baião foi outro dos pontos que mereceu a atenção e alerta dos nossos vereadores, embora votando a favor para agilizar o procedimento. Os nossos vereadores entendem que pode haver algum desconhecimento por parte das entidades envolvidas da necessidade de avançaram com investimentos financeiros avultados para poderem usufruir destes apoios do IHRH dai a sua preocupação. Lembraram ainda os vereadores que o anterior executivo do Partido Socialista anunciou esta medida como um investimento de aproximadamente 10 milhões de eurosna habitação no concelho de Baião no passado mês de maio 2021.

PSD- Baião 

ÚLTIMAS NOTÍCIAS | Organizadores deixam de ter de disponibilizar máscaras nos recintos desportivos

 

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Os organizadores de eventos desportivos deixam de ter de garantir máscaras de proteção contra a covid-19 nos recintos para facultar aos espetadores em caso de necessidade, segundo uma orientação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na orientação da DGS sobre a lotação e medidas a adotar em recintos desportivos em ambiente fechado e aberto, atualizada sexta-feira, já não consta o ponto relativo à necessidade de os organizadores terem de ter disponíveis máscaras no decorrer dos eventos.

A anterior orientação, de 30 de setembro, estipulava, em relação às máscaras, que devia ser “garantida a sua existência para facultar aos presentes se necessário no decorrer do evento”.

A nova atualização mantém, contudo, a obrigatoriedade do uso da máscara, determinando ainda que o organizador “deve garantir que todos os colaboradores e público dispõem de máscaras faciais no momento de entrada do recinto, no decorrer do evento e no momento de saída do recinto desportivo”.

A covid-19 provocou pelo menos 4.926.579 mortes em todo o mundo, entre mais de 242,39 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.129 pessoas e foram contabilizados 1.084.534 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

PC // ANP

Lusa

ÚLTIMAS NOTÍCIAS | Covid-19: Viseu tem 13 turmas em isolamento e aumento de casos “é preocupante”

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Viseu, 25 out 2021 (Lusa) – O concelho de Viseu tem 13 turmas com pessoas infetadas com SARS-CoV-2, que provoca covid-19, assim como em empresas e instituições, disse hoje a delegada de saúde Conceição Casimiro, que considera a subida de infeções preocupante.

“Atualmente temos várias empresas e instituições com casos e também em estabelecimentos de ensino, desde jardins de infância a todos os ciclos de ensino, inclusive no Instituto Politécnico” de Viseu, afirmou a responsável.

Aos jornalistas, disse que, “no total, são 13 turmas com situações de casos de covid-19 e, em algumas delas, os respetivos colegas têm de estar em isolamento profilático”, sendo que a maioria das turmas são escalões mais baixos.

“As crianças mais pequenas, do primeiro ciclo para baixo, pelo nível etário tão baixo, têm a agravante de, para além de não estarem vacinados, também não usarem máscara e a proximidade ser maior e, realmente, temos aqui o maior número de situações”, especificou.

Conceição Casimiro explicou que também há “pessoal não docente em isolamento profilático, porque são casos”, uma vez que “quem tem a vacinação completa há mais de 10 dias e quem não tenha tido a doença nos últimos 80 dias, não fica em isolamento profilático, mas sim em vigilância, para controlarem os sintomas e, naturalmente, também fazerem o teste”.

“O número de casos tem vindo a aumentar, progressivamente, com a taxa de incidência dos últimos 14 dias também a aumentar, sendo atualmente de 110 por 100.000 habitantes e no total temos 9.705 casos acumulados no concelho”, contabilizou.

Neste sentido, Conceição Casimiro admitiu que “a situação está a preocupar” estes responsáveis e, por isso, apelou para a “importância da manutenção de todas as medidas preventivas, desde logo o distanciamento físico, o uso da máscara e a higienização das mãos e o evitar de aglomerados” de pessoas.

“Muita gente com o levantamento das restrições pensou que realmente se poderia fazer uma “vida normal”. Todos gostaríamos, mas quanto mais medidas tomarmos, mais depressa nos poderemos ver livres ou, pelo menos, minimizar a progressão da doença e não o contrário”, apontou.

Conceição Casimiro acrescentou ainda que, nos concelhos próximos de Viseu, “São Pedro do Sul é o mais preocupante” com “um número significativo de casos e uma taxa de incidência superior à de Viseu, de 610/100.000 habitantes”.

A covid-19 provocou pelo menos 4.941.032 mortes em todo o mundo, entre mais de 243,27 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse, divulgado na sexta-feira.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.133 pessoas e foram contabilizados 1.085.138 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

IYN // JEF

 

NOTA DE IMPRENSA | DISTRIBUIÇÃO DE PELOUROS NA CÂMARA MUNICIPAL DE BAIÃO

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            Realizou-se no dia 20 de outubro a primeira reunião da Câmara Municipal de Baião neste mandato.

            O presidente da autarquia, Paulo Pereira, designou o vereador Filipe Fonseca para desempenho de funções a tempo inteiro e como Vice-Presidente da Câmara Municipal, sendo seu substituto legal em caso de faltas ou impedimento.

Na reunião foi ainda aprovada a seguinte distribuição de pelouros do executivo municipal:

- Presidente Paulo Pereira – Autarquias de Freguesia, Finanças, Obras Públicas e Fundos Comunitários;

- Vice-Presidente Filipe Fonseca – Assuntos Sociais, Associativismo e Desporto, Juventude, Proteção Civil, Recursos Humanos, Contratação Pública; Aprovisionamento, Armazém e Gestão de Viaturas e Centro Hípico;

- Vereadora Anabela Cardoso – Educação e Ensino Superior, Formação, Qualificação e Emprego, Cultural e Património Cultural, Turismo, Modernização Administrativa e Sistemas de Informação;

- Vereador Henrique Ribeiro – Ambiente, Proteção Animal, Obras Particulares, Urbanismo e Fiscalização Municipal;

- Vereador José Lima – Assuntos Económicos e Internacionalização, Trânsito e Segurança Rodoviária, Património Municipal e Quinta do Mosteiro de Ancede.

Os eleitos Paulo Portela e Célia Azevedo irão ser vereadores em regime de não permanência.

Salvo situações excecionais enquadradas legalmente, as reuniões ordinárias da Câmara Municipal irão realizar-se na segunda e quarta semana de cada mês, às quartas-feiras, às 14h30, sendo sempre abertas ao público.

BAIÃO | Autárquicas 2021 - Distribuição de Pelouros e Salários dos Autarcas

Veja aqui as funções que foram atribuídas a cada um dos autarcas e qual o seu salário.

Um em cada cinco autarcas ganha o salário máximo (3998,81€ + 1225,74€ = 5224,55€ mensais), sendo a remuneração dos presidentes de câmara e dos vereadores uma determinada percentagem do salário do Presidente da República (PR), que se encontra determinado nos 7653,22€. 

Nos concelhos com mais de 10 mil eleitores e menos de 40 mil, como é o caso de Baião, os salários correspondem a 45% do salário do PR, o que corresponde a 3271,75€ + 1002,88€ = 4274,63€ e, nos restantes municípios, a remuneração equivale a 40% da do PR, ou seja a 3799,67€. 

 

O salário médio em Baião não chega sequer aos 900€ mensais (14 meses)

O salário médio em Portugal ronda os 1227€ (14 meses)

 

Quanto ganham presidentes da câmara e vereadores?

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Realizou-se no dia 20 de outubro a primeira reunião da Câmara Municipal de Baião neste mandato.

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O presidente da autarquia, Paulo Pereira, designou o vereador Filipe Fonseca para desempenho de funções a tempo inteiro e como Vice-Presidente da Câmara Municipal, sendo seu substituto legal em caso de faltas ou impedimento.
 
Na reunião foi ainda aprovada a seguinte distribuição de pelouros do executivo municipal:
 
- Presidente Paulo Pereira – Autarquias de Freguesia, Finanças, Obras Públicas e Fundos Comunitários - Com um salário de 3271,75€ + 1002,88€ = 4274,63€
 
- Vice-Presidente Filipe Fonseca – Assuntos Sociais, Associativismo e Desporto, Juventude, Proteção Civil, Recursos Humanos, Contratação Pública; Aprovisionamento, Armazém e Gestão de Viaturas e Centro Hípico - Com um salário de 2617,4€ + 534,87€ = 3152,27€
 
- Vereadora Anabela Cardoso – Educação e Ensino Superior, Formação, Qualificação e Emprego, Cultural e Património Cultural, Turismo, Modernização Administrativa e Sistemas de Informação - O salário dos vereadores corresponde a 80%, mas determinado em conformidade com a tabela que se segue (2.617,40 € + 534,87 €  = 3 152,27€, se for desempenhado a tempo inteiro, senão, será de 50%).
 
- Vereador Henrique Ribeiro – Ambiente, Proteção Animal, Obras Particulares, Urbanismo e Fiscalização Municipal - O salário dos vereadores corresponde a 80%, mas determinado em conformidade com a tabela que se segue (2.617,40 € + 534,87 €  = 3 152,27€, se for desempenhado a tempo inteiro, senão, será de 50%).
 
- Vereador José Lima – Assuntos Económicos e Internacionalização, Trânsito e Segurança Rodoviária, Património Municipal e Quinta do Mosteiro de Ancede - - O salário dos vereadores corresponde a 80%, mas determinado em conformidade com a tabela que se segue (2.617,40 € + 534,87 €  = 3 152,27€, se for desempenhado a tempo inteiro, senão, será de 50%).
 

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Os eleitos Paulo Portela e Célia Azevedo irão ser vereadores em regime de não permanência.

Salvo situações excecionais enquadradas legalmente, as reuniões ordinárias da Câmara Municipal irão realizar-se na segunda e quarta semana de cada mês, às quartas-feiras, às 14h30, sendo sempre abertas ao público.

 
 
 

Um em cada cinco cidadãos da UE está em risco de pobreza ou exclusão social

Cerca de um em cada cinco cidadãos (21,9%) da União Europeia (UE) encontrava-se, em 2020, em risco de pobreza ou de exclusão social, com Portugal a acompanhar esta tendência (20%).

Portugal surge a meio do ranking, um pouco abaixo da média comunitária, com 20% da população em risco de pobreza ou de exclusão social.

Mais de 1,6 milhões de portugueses vivem com menos de 540 euros/mês

Mais de 1,6 milhões de portugueses vivem abaixo do limiar da pobreza, ou seja, com menos de 540 euros por mês, uma realidade que afeta famílias numerosas, mas também quem vive sozinho, idosos, crianças, estudantes e trabalhadores. Ter um emprego não é garantia de não se ser pobre e Portugal está, aliás, entre os países da Europa com maior risco de pobreza entre trabalhadores.

Segundo uma análise feita pela Pordata, com base em dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a propósito do Dia Internacional pela Erradicação da Pobreza, em 2020, 9,5% da população empregada em Portugal era considerada pobre, ou seja, vivia com rendimentos inferiores ao limiar da pobreza, que, nesse ano, situava-se nos 540 euros mensais.

Fonte: Eurostat e Pordata

 

Risco de pobreza ou exclusão social em Portugal e na UE

 

Mais ou menos pobres face ao ano do 25 de Abril?

De acordo com a Pordata, comparando o ano de 1974 com o ano de 2020, e descontando o efeito da inflação, as pessoas que recebem o salário mínimo nacional (SMN) recebem hoje mais 138,70 euros do que em 74, tendo em conta que nesse ano o SMN seria de 582,60 euros e em 2020 de 721,30 euros.

Trata-se do valor mensalizado, a preços constantes de 2016, obtido dividindo o valor anual (correspondente a 14 meses) por 12 meses.

Já os beneficiários das pensões mínimas de velhice e invalidez do regime geral da Segurança Social recebem praticamente o mesmo, com um aumento de sete euros no valor das pensões.

Com o mesmo cálculo, a Pordata aponta para uma pensão mínima de velhice e invalidez de 260,70 euros em 1974, enquanto em 2020 esse subsídio aumentou para 268 euros.

“Em 2020, mais de 1,5 milhões de pensionistas da Segurança Social recebem uma pensão, de velhice ou invalidez, inferior ao salário mínimo nacional. Assim, quase 80% destes pensionistas viviam com menos de 635 euros [por mês]”, lê-se na análise feita.

Aristides de Sousa Mendes | O cônsul que ajudou a mudar a história e colocou o nome de Portugal no mundo!

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Aristides de Sousa Mendes (18 de Julho de 1885 – 3 de Abril de 1954) foi um prestigiado diplomata português que salvou 30.000 vidas do Holocausto, emitindo-lhes, freneticamente, vistos que se destinavam quer a indivíduos, quer a famílias. De 16 a 23 de Junho de 1940, Aristides de Sousa Mendes desobedeceu às ordens impostas pelo ditador Salazar, guiando-se pelos ditames da sua consciência moral interior. Aristides de Sousa Mendes do Amaral e Abranches nasceu no dia 19 de Julho de 1885 em Cabanas de Viriato, nas imediações de Viseu. Filho de Maria Angelina Ribeiro de Abranches e do juiz José de Sousa Mendes, formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra ao lado do seu irmão gémeo César, quando tinha 22 anos de idade. Em 1908 casa-se com a sua prima Angelina, com quem viria a ter 14 filhos. Começou a sua carreira diplomática muito jovem e em 1910 tornou-se cônsul de Demerara na Guiana britânica. Trabalhou como cônsul na Guiana Britânica, em Zanzibar, no Brasil (Curitiba e Porto Alegre), nos Estados Unidos (São Francisco e Boston), em Espanha (Vigo), no Luxemburgo, na Bélgica e, por último, em França (Bordéus). Era um homem de família e um patriarca que jamais se separou da sua mulher e filhos, proporcionando-lhes educação académica, assim como aulas de pintura, de desenho e de música. Um dos seus filhos afirmou um dia: “Tínhamos uma verdadeira orquestra de câmara em nossa casa e convidávamos pessoas, com regularidade, para assistir aos nossos concertos. Tocávamos Chopin, Mozart, Bach, Beethoven, entre outros.”

Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Grande Guerra, sob a ditadura de Salazar, Portugal era uma nação alegadamente “neutra”, ainda que de forma bem evidente e não oficial, fosse pró-Hitler. O governo português emitiu a perversa “Circular 14” a todos os seus diplomatas, negando refúgio seguro aos refugiados, incluindo explicitamente Judeus, Russos e apátridas. Mas houve um homem que desafiou estas ordens terríficas e que ergueu a voz da sua consciência, salvando 30.000 pessoas de uma morte certa. Aristides Sousa Mendes foi severamente castigado por Salazar que lhe retirou o seu cargo e lhe negou qualquer forma de garantir um sustento, o que se revelou trágico, uma vez que Sousa Mendes tinha 15 filhos, que foram colocados numa lista negra e que foram impedidos pelo regime de ingressar no ensino universitário. À medida que recrudescia a ameaça nazi e a perseguição de milhares de Judeus por toda a Europa se intensificava, assumindo contornos cada vez mais assustadores, milhares de refugiados judeus, em Bordéus, reuniam-se em frente aos consulados de Portugal e de Espanha, em busca de vistos para escapar a uma morte certa. Espanha negou os vistos aos refugiados judeus e a única esperança residia no consulado português.

A 16 de Junho de 1940, o cônsul português em Bordéus, Aristides de Sousa Mendes, encontra-se com o rabino Kruger que escapara a uma Polónia ocupada. Promete-lhe fazer tudo o que estivesse ao seu alcance para persuadir o governo de Lisboa, liderado por Salazar. Nessa noite, acolhe o rabino Kruger em sua casa. Na manhã do dia 17 de Junho de 1940, Lisboa nega os vistos aos refugiados judeus, mas de forma inesperada, Aristides de Sousa Mendes informa o rabino que irá emitir os vistos, pois sabia que os refugiados estavam condenados a morrer nos terríficos campos de concentração nazis. A casa da família – Casa do Passal, situada em Cabanas de Viriato, Viseu – foi devolvida ao banco e eventualmente vendida como forma de saldar dívidas. A Associação Judaica de Lisboa foi a única a ajudar a família Sousa Mendes, providenciando alimentação e assistência médica. Aristides de Sousa Mendes morreu no dia 3 de Abril de 1954, mas lutou pela justeza dos seus feitos até ao seu último suspiro.

O cônsul insubordinado

De 17 a 19 de Junho, o cônsul português trabalha incessantemente na emissão de vistos, juntamente com dois dos seus filhos, sem parar sequer para comer. Nesses três dias, foram emitidos 30.000 vistos, contrariando as ordens expressas do ditador António de Oliveira Salazar. Por sua vez, os consulados portugueses de Bayonne e Hendaye haviam obedecido a Salazar, mas Aristides de Sousa Mendes dirige-se pessoalmente a essas cidades e são emitidos mais vistos. Estava consciente das consequências dos seus feitos, mas havia seguido os ditames da sua consciência moral. A 24 de Junho de 1940, Aristides de Sousa Mendes recebe um telegrama de Salazar, ordenando-lhe que se apresentasse em Lisboa para explicar o seu acto de desobediência. Não só Aristides de Sousa Mendes foi despedido, como também lhe foi negada qualquer reforma, após 30 anos de carreira diplomática. Os seus filhos foram proibido de ingressar no ensino universitário e a família Sousa Mendes rapidamente perderia a Casa do Passal. A Comunidade Judaica de Lisboa providencia à família abrigo e alimentação, ajudando alguns dos seus filhos a mudar-se para os Estados Unidos ou para o Canadá. Morre a 3 de Abril de 1954 na miséria.

A memória de Aristides de Sousa Mendes

O primeiro reconhecimento veio em 1966 de Israel que declarou Aristides de Sousa Mendes “Justo entre as Nações”. Em 1986, o Congresso dos Estados Unidos emitiu uma proclamação em honra do seu acto heróico. Mais tarde foi finalmente reconhecido por Portugal, tendo o Presidente da República de então, Mário Soares, apresentado desculpas à família Sousa Mendes e o Parlamento português promoveu-o postumamente à categoria de embaixador. O rosto de Sousa Mendes apareceu impresso em selos em vários países.

“Que mundo é este em que é preciso ser louco para fazer o que é certo?”, Aristides de Sousa Mendes

 

https://www.centerofportugal.com

 

O futebol português, com sotaques | Aníbal Styliano

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Em qualquer ponto do Mundo, o futebol permite comunicar com emoções, com sorrisos e gestos.Há diversos países onde o Português é idioma partilhado: espaço de lusofonia, memória, futuro valioso e imparável.

O futebol dos países onde se fala português tem história, dificuldades, alegrias e protagonistas comuns, dribles, desmarcações, golos, fintas, simulações, passes, cortes, remates e defesas que são vividas, recordadas e sonhadas em português, com sotaques…

É um futebol vencedor: títulos mundiais e continentais (com seleções e com clubes), botas e bolas de ouro, inúmeros troféus e distinções coletivas e individuais, com importantes contributos do futsal e do futebol de praia.

Como língua e como futebol, com semelhanças mas também divergências, com história e com futuro, esperamos que superem fronteiras e reduzam distâncias, com afeto.

Partilhando ideias e conceitos, metodologias e estratégias, planeamentos e projetos, cada um dos países da lusofonia preserva as suas especificidades.Há uma matriz com identidade conservando raízes próprias.

O drible em África é magia, no Brasil é arte, em Portugal é paixão, em Timor é sonho de liberdade e, mesmo nos diversos locais onde o português é falado, é também memória com passado comum, cooperação, alegria, desafio e caminho para o encantamento do golo!

No futebol que fala português reside um potencial singular que pode contribuir para a evolução qualitativa da modalidade, com a liberdade do talento, com as condições que facilitam génios, sem complexos mas apego aos pormenores que nos distinguem.

Há na nossa língua, um imenso estádio de entendimento, um sentir matizado e profundo que conquista o título da amizade como exemplo solidário… Golo maior é impossível.Das vitórias, sinais de memórias; das medalhas, raiz; da língua, um mundo para saborearum futebol livre.

Tenhamos confiança no futebol que fala português.

A “Sodade” de Cesária Évora é aquela que nos preenche e nos une como destino irrecusável: do passado, do futuro, essencialmente do presente, num processo emotivo como só emportuguês se consegue entender e sentir.

Além da competência, a facilidade de adaptação dos treinadores que falam português é presente e reconhecida, em inúmeros locais, como destino de povos que ajudam a construir a casa global, fraterna.

Superando dificuldades, são muitas dezenas os treinadores (e jogadores) que, para além dos mais famosos, continuam a fazer trabalho fantástico ao serviço do futebol, mesmo sem a atenção dos holofotes mediáticos, em todos os Continentes e nos lugares mais recônditos. Temos em comum um desafio enorme para superar: ser exemplo de entendimento e de partilha, com transparência e solidariedade. O futebol que se exprime em português, tem em si mesmo o destino do sonho dos miúdos descalços, a jogar com bolas de pano improvisadas, em espaços de terra aos socalcos, libertando a imaginação, a criatividade e construindo momentos que se tornam eternos.

 

Aníbal Styliano (Professor e Comentador)

PJ faz maior apreensão de cocaína dos últimos 15 anos

Noticia LUSA:

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veleiro com cerca de 24 metros foi localizado e intercetado em pleno Oceano Atlântico e estava a ser utilizado no transporte de elevada quantidade de cocaína, segundo um comunicado da PJ, hoje divulgado.

 

Durante a operação, que decorreu nos últimos dias, foram detidos três homens, todos estrangeiros, sobre os quais recaem fortes suspeitas de integrarem uma organização criminosa transnacional dedicada ao tráfico de grandes quantidades de cocaína entre a América Latina e o continente europeu.

De acordo com a PJ, na embarcação eram "transportados um total de 183 fardos de cocaína com um peso bruto total estimado que ascende a cerca de 5,2 toneladas, tratando-se da maior apreensão deste tipo de estupefaciente realizada em Portugal nos últimos 15 anos e uma das maiores realizadas em toda a Europa".

No comunicado, a PJ adianta que a operação "Maré Branca" foi realizada nos últimos dias através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes em conjunto com a Unidad de Drogas y Crimen Organizado do Cuerpo Nacional de Polícia de Espanha e com a participação da Marinha e da Força Aérea.

Os suspeitos serão presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial de arguido detido e aplicação de medidas de coação.

A PJ adianta ainda, com base em elementos recolhidos no decurso da investigação, que a droga agora apreendida se destinaria a ser distribuída por diversos países europeus, entrando no velho continente através das costas da Península Ibérica.

Esta operação contou também com o apoio e participação do Maritime Analysis and Operations Centre -- Norcotics (MAOC-N), com sede em Lisboa, da Drug Enforcement Administration (DEA) dos Estados Unidos da América e da National Crime Agency do Reino Unido.

Jaime Froufe Andrade | Afinal, quem és tu?

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Com o jornal fechado, noite alta, António Valdemar convida-me para um copo. Eu, um jovem estagiário acabado de chegar à capital. Ele, o todo poderoso chefe de Redacção da delegação em Lisboa de O Primeiro de Janeiro. Há boas marés e essa parecia não enganar.

 

Acabámos no Bairro Alto, num restaurante de noctívagos. À entrada do estabelecimento, Valdemar estica o pescoço, orienta-se. Depois avança resoluto. Acerca-se de um grupo de jornalistas que o saúdam animadamente. Arrastam-se cadeiras para caberem mais duas. 

 

Fiquei sentado ao lado do grande Baptista Bastos! Por ser ali um desconhecido, um corpo estranho, sou brindado, durante breves instantes, com olhares de curiosidade. Baptista Bastos, o BB, conforme era conhecido, não se dá a esse trabalho, ignora-me. Rapidamente, todos retomam a conversa. Aqui não sou ninguém, depressa percebi. 

 

Foi a minha vez de os observar. Estes bons malandros revelam-se fantásticos. Em ritmo acelerado, vão produzindo frases, sentenças, piadas, curtas anedotas, juízos críticos, conceitos… Ao mesmo tempo, vão dando destino apropriado a tremoços, amendoins, camarões, búzios, navalheiras e goles de cerveja. 

 

Formam orquestra bem ensaiada, ninguém se atropela. O maestro é o exuberante BB. Ele é o único que pode interromper os outros, privilégio da sua condição de príncipe, príncipe do jornalismo, é certo, mas príncipe.

 

Quero entrar na roda da conversa, mas não consigo. Sempre que me ocorre dizer alguma coisa sou ultrapassado por outro mais lesto. De facto, aqui não sou ninguém, penso resignado. 

 

A meio de mais uma das suas brilhantes elucubrações, Baptista Bastos interrompe-se a si próprio, encara-me e pergunta: Afinal, quem és tu?  Desta não estava eu à espera. Preparado para me apresentar, ouço BB dizer: Deixa lá, não interessa…

 

Ferido por este tiro à queima-roupa, finjo ter escapado ileso. No meio da risada geral, arvorei pose de quem é superior a patifarias pequeninas…

 

Mais adiante, um camarada suspende a história que está a contar. Apercebeu-se de que BB se voltara de novo para mim. Desta vez, ele mostra-se diferente. Quer, de certeza, desfazer o mau efeito da brincadeira anterior. Em tom cordato, pergunta: Diz lá então quem és tu...Olha, não digas. Não interessa. Furioso, ouço nova risada síncrona daquela boa malandragem. O BB é o BB, mas vai pagá-las...

 

Com o dia a raiar lá fora, na altura de se fazer contas aos comes e bebes e de se iniciarem as despedidas, BB volta-se para mim pela terceira vez. Agora não me apanhará ele desprevenido. A dúvida é se lhe responderei com o clássico manguito ou lhe farei gesto pior.

Baptista Bastos mostra-me o seu sorriso maroto, pisca-me o olho.  E nada me pergunta.

Jaime Troufe Andrade (jornalista/escritor)

Baião | Tomada de posse dos eleitos para o mandato autárquico 2021/2025

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Sob guarda de honra  dos Bombeiros Voluntários de Baião e dos Bombeiros Voluntários de Santa Marinha do Zêzere...

Tomaram posse; Paulo Pereira (segundo mandato como presidente de câmara) e os vereadores do PS: Filipe Fonseca, Anabela Cardoso, Henrique Gaspar, José Lima, Paulo Portela e Célia Azevedo do PSD.

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Tomaram ainda posse os novos membros da Assembleia Municipal: 

Armando Fonseca, Cláudia Madureira, Manuela Miranda, Paulo Ferraz, Ana Raquel Azevedo, Ana Marta Silva, Fernando Pereira, António Carvalho, Carminda Monteiro, António Magalhães, Rui Pedro Pinto, Maria Neli Mota, José Matos Teixeira, Francisca Pinheiro Guedes, Ademar Rodrigues, Cristina Sequeira, Luís Teixeira, José Magalhães, Manuel Monteiro, Nuno Sá Costa e Isabel Ferreira.
Integram este órgão os 14 presidentes de Junta do concelho: Daniel Guedes (Ancede e Ribadouro), David Monteiro (Campelo e Ovil), Rui Monteiro (Frende), António Bento (Gestaçô), Paulo Eurico Moreira (Gôve), Joaquim Pereira (Grilo), António José Fonseca (Loivos da Ribeira e Tresouras), Luís Pereira (Loivos do Monte), António Vieira (Santa Cruz do Douro e São Tomé de Covelas), Luís Miguel Pereira (Santa Leocádia e Mesquinhata), Manuel Pereira (Santa Marinha do Zêzere), António Jorge Rodrigues (Teixeira e Teixeiró), António Carneiro (Valadares) e André Ribeiro (Viariz).

 

 

Rita Diogo | Dia Mundial da Saúde Mental

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10 de outubro – Dia Mundial da Saúde Mental

No passado dia 10 de outubro foi assinalado o Dia Mundial da Saúde Mental. Sabemos bem que a saúde é bem mais do que a ausência de doença e que não existe saúde sem saúde mental. Chavões como estes são repetidos, boa vontade é apregoada, fala-se em promoção da saúde mental e em literacia em saúde mental. Até no Plano de Recuperação e Resiliência se propõe concluir a reforma da saúde mental com uma verba de 85 milhões de euros! Apesar disto, os números referentes à doença mental continuam assustadores. A doença mental persiste escondida no universo de quem padece e dos mais próximos. Continua-se à espera que passe, que não deixe sequelas e que por milagre se acorde bem no dia seguinte.

Numa publicação da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, são referidos números bem preocupantes.

No mundo:
• 12% das doenças em todo o mundo são do foro mental, valor que sobe para os 23% nos países desenvolvidos.
• As perturbações por depressão são a terceira causa de carga global de doença (primeira nos países desenvolvidos), estando previsto que passem a ser a primeira causa a nível mundial em 2030, com agravamento provável das taxas correlatas de suicídio e parasuicídio.
• Cinco das dez principais causas de incapacidade e de dependência psicossocial são doenças neuropsiquiátricas: depressão (11,8%), problemas ligados ao álcool (3,3%), esquizofrenia (2,8%), perturbação bipolar (2,4%) e demência (1,6%).
• Apenas um quarto dos doentes com perturbações mentais recebe tratamento e só 10% têm tratamento considerado adequado.
• As doenças e as perturbações mentais tornaram-se, nos últimos anos, na principal causa de incapacidade e numa das principais causas de morbilidade nas sociedades.

Em Portugal
• Mais de um quinto dos portugueses sofre de uma perturbação psiquiátrica (22,9%).
• Portugal é o segundo país com a mais elevada prevalência de doenças psiquiátricas da Europa, sendo apenas ultrapassado pela Irlanda do Norte (23,1%).
• Entre as perturbações psiquiátricas, as perturbações de ansiedade são as que apresentam uma prevalência mais elevada (16,5%), seguidas pelas perturbações do humor, com uma prevalência de 7,9%.
• As perturbações mentais e do comportamento representam 11,8% da carga global das doenças em Portugal, mais do que as doenças oncológicas (10,4%) e apenas ultrapassadas pelas doenças cérebro-cardiovasculares (13,7%).

Surpreendidos? Acredito que sim!

Apesar destes números, o Plano Nacional de Saúde Mental não teve a repercussão desejada no acesso das pessoas às respostas na área da saúde mental, sendo parcos os recursos humanos e comunitários para intervir na doença mental. Os recursos humanos em saúde mental têm uma distribuição muito assimétrica, com escassez de pessoal particularmente acentuada em algumas regiões do país, sobretudo profissionais não-médicos, essenciais à constituição das equipas multidisciplinares em saúde mental. Se não forem alocados os necessários recursos humanos e financeiros para a concretização da prestação de cuidados de saúde mental na comunidade, esta pode estar ameaçada. As dificuldades de articulação entre os serviços de saúde mental e os cuidados de saúde primários ainda são uma realidade, dificultando a referenciação. A prestação de cuidados continuados em saúde mental ainda é muito limitada e assimétrica, sendo necessário expandir rapidamente as respostas nesta área, orientadas pelos princípios da universalidade e equidade.
Embora os problemas de saúde mental afetem várias áreas da vida pessoal, familiar e profissional das pessoas e a pandemia tenha chamado a atenção para a necessidade de investir seriamente na promoção da saúde mental, em Portugal, sofrer de uma doença mental ainda está associado a um forte estigma e discriminação, presente em todas as esferas da sociedade. Este estigma e discriminação contribui para que as pessoas não recorram ao tratamento de que necessitam. O estigma surge associado a crenças erradas sobre a saúde e a doença mental e assenta, muitas vezes, na perspetiva de considerar a doença mental como uma fraqueza de carácter. Em algumas situações, o maior estigma é aquele que cada um impõe a si próprio, tendo vergonha e sentindo-se culpado. Encontrar alguém na sala de espera de um consultório de psicologia ainda é muito embaraçoso! Ainda se vem a uma consulta de psicologia em segredo, para que não se saiba.

A dor psicológica tem inúmeras linguagens e expressões, o sofrimento não é sentido nem vivido da mesma forma por todas as pessoas, o adoecer psicológico é interno mas tem inúmeras vezes manifestações externas. Falemos de saúde e de doença mental tal como falamos da saúde e doença física. Que o assinalar deste dia, seja mais do que tem sido, que seja uma oportunidade para combater este estigma e ao preconceito, que seja um momento para se reivindicar um maior investimento, com menos assimetrias territoriais potenciando o acesso aos cuidados necessários com equidade e justiça social.

Rita Diogo (Psicóloga especialista em Psicologia e da saúde)

 

Natércia Teixeira | As cores vibrantes…do Outono

natercia teixeira.jpg...Iniciamos a caminhada encosta abaixo.
A manhã terminava serena...o Verão também.
O Outono chegava e com ele um novo ciclo...da natureza e da minha vida.
Cores vibrantes desfilavam aos nossos olhos e contrastavam com a decadência que o calendário anunciava...tons fortes de castanhos avermelhados e laranjas dourados rodeavam-nos...o tapete de folhas caídas era uma mensagem briosa da terra que se vestia a preceito para um fim anunciado...uma homenagem à passagem do tempo e da vida; a que se viveu e àquela que se seguirá.
Seguíamos o trilho, eu caminhava atrás de ti e observava-te…pensava nas implicações da minha decisão...aquele não era o momento para falar sobre isso, a minha preocupação era chegar a casa o mais depressa possível por causa do Eros.
Chegámos à margem do Paiva em poucos minutos e continuamos até tua casa...pouco tínhamos conversado e nada sabia sobre os teus planos para as próximas horas, pelo que achei por bem perguntar:
  -  Preciso de ir... pensas fazer o quê?
  - Acompanhar-te.
A resposta apanhou-me desprevenida.
  - A casa?! e depois, voltas cá ou segues para Lisboa?
  - Minha querida…não tenciono regressar a Lisboa sem ti!
Sem tempo para argumentações, aquiesci.
  - Está bem Emanuel...vamos conversar sobre isso depois, agora tenho mesmo de ir.
  - Temos! deixas o carro e eu levo-te.
Anuí:
  - Fazemos como quiseres...
  - Muito bem...gosto dessa atitude...obediente.
Um sorriso provocador bailava-te no olhar... arqueei as sobrancelhas e revirei ostensivamente os olhos enquanto passava à tua frente em direção ao portão da casa. 
Senti um puxão no cabelo que me deteve e soltei um grito.
A tua voz zombeteira ecoou nas minhas costas:
  - Tinha de te parar! e não grites!  Estavas a ir tão bem!
Encarei-te, mas fui incapaz de me zangar...o teu ar de menino travesso, travou-me o ímpeto e fez-me sorrir...estavas claramente a meter-te comigo...e a divertir-te com isso.
Apressei-te:
  - Mexe-te que não tenho tempo para brincadeiras!
  - E quem disse que estou a brincar? 
Encolhi os ombros e suspirei.
A resposta não se fez esperar:
  - Tenho mesmo de te ter por perto para te disciplinar!
Entrei para o meu carro a tempo de não me desmanchar a rir.
Precisava sair da frente da tua entrada para te deixar passar.
Feito isto, fechamos o portão e partimos rumo a minha casa.
Era quase hora de almoço quando chegamos, o Eros recebeu-nos à porta em euforia.
Tinha conseguido aguentar imensas horas sozinho, mas estava no limite da tolerância.
Apressei-me a descer as escadas com ele à trela.
Dei-lhe tempo e liberdade para esticar as pernas e enquanto isso ponderava sobre a conversa que iriamos ter.…uma dualidade de emoções contraditórias, atormentavam-me.
Depois de quase meia hora na rua, o Eros quis regressar a casa.
Escutei a tua voz da entrada...parecias algo exaltado ao telemóvel.
Quis dar-te privacidade e fui diretamente para a cozinha alimentar o Eros.
Uns minutos decorridos e a conversa que estavas a ter terminou.
 O silêncio instalou-se na casa.
Achei por bem dar-te uns momentos a sós e fiquei sentada à mesa da cozinha a ver o Eros comer.
Sem que tivesse dado pelos teus passos...estavas parado atrás de mim.
Puxaste uma cadeira e sentaste-te à minha frente...parecias irritado e tenso.
  - Está tudo bem? Perguntei
A resposta saiu rápida e segura:
  - Sim…vai ficar.
De chofre, atirei para o ar:
  - Vou contigo para Lisboa!
Tinha planeado escolher a hora certa para ter aquela conversa...tinha planeado uma longa e extensa introdução...uma explicação pormenorizada sobre as minhas condições...tudo o que saiu foi uma única frase...descontextualizada.
Olhaste-me.…não parecias surpreendido… mas o teu olhar, discretamente, iluminou-se.
  - Claro que vens! é onde pertences.
Aquelas palavras...diretas ao coração...arrepiaram-me.
Tinhas tocado o mais profundo desejo e motivação da minha alma, o fundamento da minha decisão, aparentemente incoerente e alucinada: a busca da realização do desejo primordial de pertença.
Foi a minha vez de te olhar…nos olhos e na alma e buscar a confirmação que era em ti que morava um pedaço de espírito compatível com o meu…que o reconhecia e aceitava tal como era.
Aceitar acompanhar-te pressupunha acreditar nisso...acreditar também que as afinidades que nos uniam, ultrapassariam sempre as diferenças.
Estranhamente invadia-me uma sensação de calma...o nervosismo da minha atabalhoada comunicação tinha desaparecido e as minhas reservas e apreensões apresentavam-se agora esbatidas naquele salto de fé.
Em silêncio...com os meus pensamentos, devo ter passado a ideia de estar inquieta e angustiada com a decisão.
A pergunta surgiu, para me apaziguar:
  - Confias em mim?
Limitei-me a encarar-te…desconheço a resposta que viste no meu olhar.
Envolveste-me num abraço...nele senti-me segura…em casa...rumo a um mundo que queria sentir como meu.
Da janela avistava uma cerdeira a perder as folhas...também ela em fase de transformação...como eu, a iniciar um ciclo...como eu, vestida das cores vibrantes do Outono da vida.
 
In Grãos de Pimenta Rosa
Natércia Teixeira
Pimenta Rosa: benefícios para a saúde e como consumir

 

BAIÃO | Autárquicas 2021 | Paulo Portela dirige-se aos baionenses antes da tomada de posse que ocorre este sábado

PSD Baião Paulo Portela 2021.jpegCaras e caros baioneses
Pela primeira vez, desde que decorreram as eleições autárquicas, me dirijo a vós.
Espero que estejam de boa saúde e de bem com as vossas vidas.
A primeira palavra é para agradecer.
Agradecer a todos aqueles que participaram no ato eleitoral, que saíram de casa, participaram e cumpriram com o seu dever cívico que é votar.
A segunda palavra é para o Partido que ganhou as eleições.
Já o fiz em privado ao seu mais alto responsável concelhio, mas faço-o, novamente, de forma pública,
desejando os maiores sucessos, até porque o seu sucesso será o de Baião e o de todos nós.
Depois, quero agradecer a todos aqueles que votaram em nós, que nos deram a sua confiança.
A confiança para sermos, nos próximos quatro anos, a oposição que Baião precisa.
E é especialmente para todos quantos confiaram neste projeto, que quero desde já informar que irei tomar posse sábado dia 16 outubro, assim como a minha colega e companheira de missão Célia Azevedo, para as funções para as quais os Baioneses nos elegeram.
É assim que sabemos estar na vida pública e só em situações muito excecionais não o faríamos.
Quem nos conhece e quem em nós confiou sabe que honramos os nossos compromissos.
Obviamente que o resultado obtido não foi o resultado desejado, nem sequer aquele que eu e todos estávamos à espera, mas em democracia o povo é quem manda, é quem faz as escolhas, é quem decide os destinos de uma freguesia, um concelho, um País.
Mas não podemos nem devemos ignorar os números destas eleições autárquicas.
Números que revelam não só o crescimento do PSD, mas também, uma progressiva perda de confiança dos Baionenses no partido que está no poder.
Estas eleições autárquicas, para esta coligação “Com Determinação por Baião”, tinham em discussão alguns motivos fundamentais pelos quais nos batemos e que são sobejamente conhecidos pelos baioneses, porque fizemos questão de os partilhar com todos ao longos destes últimos meses.
Quando nos propusemos com a nossa candidatura, para sermos alternativa ao anterior e futuro executivo socialista, tínhamos dois objetivos:


O primeiro, um projeto para Baião: queríamos e queremos que o concelho fosse e seja, uma referência regional e nacional.
Desde que se faça diferente mais e melhor! Para isso basta ter visão, ambição, sonhos concretizáveis e livres de interesses pessoais, promessas e compadrios.


Colocar as pessoas em primeiro lugar.
Porque todos os baioneses são iguais.
Foi por este lema que nos batemos tão intensamente. As pessoas primeiro acima de tudo e de todas coisas.
Queríamos - e queremos - no futuro fixar os nossos jovens em Baião, atraindo inclusive os que já estão fora.
Queremos garantir melhores condições de vida aos nossos idosos.
Queremos melhorar com outras dinâmicas e ofertas sociais as condições de vida de quem reside no nosso concelho, captando inclusive pessoas de fora para virem viver para Baião.
Queremos criar condições para que as nossa empresas sediadas em Baião cresçam, criando assim postos de trabalho.
Queremos um concelho socialmente e economicamente muito mais desenvolvido e atrativo.


Acreditamos e temos a certeza que tudo isto é possível desde que haja vontade e capacidade de inovar fazer diferente mais e melhor.
Tínhamos outro objetivo: Contribuir para credibilizar a política.
Os políticos, classe na qual me incluo, hoje têm muita falta de credibilidade, por isso a taxa de abstenção é enorme, e embora Baião tenha estado a abaixo da média nacional nestas eleições, há um caminho longo a percorrer, de encontro dos políticos com os eleitores.
Tentamos credibilizar a política ao longo da nossa campanha eleitoral com várias atitudes que tomamos e que acreditamos e continuamos a acreditar que credibilizam a política.
Por opção própria, não quisemos funcionários da autarquia nas nossas listas.
Não por questionarmos o seu valor, longe disso, mas porque entendemos que devíamos preservar a sua independência e deixá-los fazer o trabalho para o qual foram contratados, servir os cidadãos de forma exemplar.
Para eles, uma palavra especial, principalmente para aqueles que embora tenham opção política o que é ótimo, não a manifestaram mantendo sempre intacta a sua independência.
Não quisemos ter connosco dirigentes de qualquer direção de associação, IPSS ou instituição pública do concelho, para que as mesmas estivessem livres para desenvolver a sua atividade de forma desprendida.
São estas entidades que fazem mover o concelho e por isso têm que estar de forma livre e espontânea, sem estarem sujeitas ao poder político.
Tendo nós a certeza de que os dirigentes que se envolveram de alguma forma no projeto político vencedor do partido socialista têm agora uma responsabilidade acrescida perante os associados das instituições que fazem parte.
Na nossa campanha, não fizemos promessas vagas e que sabíamos, não iríamos poder cumprir.
Não prometemos empregos, favores ou obras, nem tão pouco exercemos qualquer tipo de pressão ou chantagem para conseguir que os baionenses que fizessem parte das nossas listas.
Quem participou nas nossas listas, é livre, politicamente, são pessoas que não devem nada a ninguém e que estão hoje disponíveis para fazerem o que entenderem, e isso é o meu maior motivo de orgulho.
A principal meta que nos propusemos alcançar, ganhar as eleições, não conseguimos.
A maioria dos baionenses fez a sua escolha e votaram inequivocamente noutro projeto político.
Agora, temos o dever, enquanto oposição, de fiscalizar e de fazer com que seja cumprido por aqueles que obtiveram resultados positivos e foram eleitos para governar o nosso concelho, as suas promessas eleitorais.
No que diz respeito à credibilização da política vamos ter as mesmas opções:
Não pressionar, não prometer, não fazer o que entendemos não ser correto na vida pública.
Vamos fiscalizar o projeto mais votado, as medidas, as promessas, denunciar o que entendemos não ser correto na atividade de governação de qualquer dos órgãos autárquicos bem como todas as atitudes ou factos que achamos serem eticamente reprováveis… é esse o dever da oposição.
Tenham os baionenses presentes que vamos ser uma oposição séria.
Não vamos criar obstáculos à governação e à implementação de medidas que o projeto político que ganhou as eleições se comprometeu implementar, mas iremos estar atentos às movimentações aquilo que entendemos que devemos denunciar… mesmo enquanto oposição, iremos fazer diferente mais e melhor.
Enquanto tivermos esta forma de estar na política, desprendida, sem interesses pessoais, é assim que vamos fazer.
O nosso projeto de credibilizar a política não foi o escolhido, é certo, mas a democracia permite-nos poder continuar a denunciar, elogiar, discordar, concordar…
Mas temos todos ter que ter a noção que se os políticos falham, não cumprem promessas, está ao alcance de cada um poder mudar e exigir a mudança e a credibilização.
Contudo, considero que para além dos políticos, também os cidadãos, terão de mostrar coerência e verticalidade nas suas opiniões.
Muitos foram aqueles que nos últimos anos manifestaram desânimo e desacordo com o poder instituído, fazendo-o até em locais públicos com comentários que muitas vezes roçavam a deselegância e o insulto, a quem liderava a governação do nosso concelho.
E desses, percebemos que foram muitos também os que na hora das eleições, marcaram presença em listas políticas ou de apoio aos que até ali, tanto criticavam, colocando talvez os seus interesses pessoais acima dos interesses do nosso concelho e da Sociedade da qual fazem parte.
Demonstrando que afinal tudo está bem e que a mudança não é bem-vinda.
Como referi, para que o nosso concelho e a nossa Sociedade evolua não podemos exigir apenas aos Políticos credibilidade e honestidade.
Também a nós Cidadãos se exige coerência, personalidade e verticalidade quer nas nossas opiniões quer nas nossas exigências e atitudes.


Caras e Caros Baionenses,
Pessoalmente, continuarei a fazer a minha vida profissional da forma como me sempre me conheceram.
Com muita intensidade e inovação.
Continuarei ativo na vida pública e onde achar que devo intervir, vou intervir.
Continuarei a dizer o que penso, de forma livre.
Contem comigo, contem connosco.
Estaremos disponíveis para ouvir e acolher quem quiser estar connosco.
Continuaremos sempre com as mesmas convicções:
“AS PESSOAS SÃO O MAIOR PATRIMÓNIO DA VIDA”
E QUE
“NÃO HÁ DEMOCRACIA SEM LIBERDADE E RESPONSABILIDADE EM TUDO O QUE FAZEMOS NA VIDA”
OBRIGADO E FELICIDADES PARA TODOS

NOTA DE IMPRENSA | Grande Prémio de Baião

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Rashed Al Qemzi venceu o Grande Prémio de Baião

O piloto dos Emirados Árabes Unidos, Rashed Al Qemzi venceu o Grande Prémio de Baião, prova a contar para o Campeonato do Mundo de Motonáutica F2.

O campeão do Mundo de 2017 e 2019 dominou o fim de semana e depois de ter alcançado a pole position, controlou a corrida do início ao fim, no entanto sempre com o piloto português Duarte Benavente constantemente no seu encalce.

O campeão em título terminou a pouco mais de 2 segundos de Al Qemzi.

Destaque ainda para a presença do público que acorreu em massa tendo preenchido por completo as margens do Rio Douro.

Pode consultar a classificação aqui:

https://time4.racing/round/uim-f2-world-championship-2021-grand-prix-of-portugal-i/results

CONSULTÓRIO JURÍDICO | Serviços Públicos Essenciais 2 | José Carlos Martins

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Na sequência do nosso anterior artigo, vamos comentar alguns dos abusos dos prestadores de serviços e quais os meios de defesa que os utentes têm ao seu dispor.

Em primeiro lugar, é necessário analisar o artº.10 da Lei nº23/96, de 26 de Julho. Nos termos desta norma legal, o direito ao recebimento do preço do serviço prestado prescreve no prazo de seis meses após a sua prestação. Se, por qualquer motivo, incluindo o erro do prestador de serviços, tiver sido pago valor inferior ao que corresponde ao consumo efectuado, o direito do prestador ao recebimento da diferença, caduca dentro de seis meses após aquele recebimento.

O prazo para a propositura de acção judicial pelo prestador do serviço, para cobrança de valores em dívida é de seis meses após a prestação do serviço.

Apesar do que está previsto na lei, o comportamento dos prestadores de serviços é completamente diferente. Assistimos aos prestadores de serviços, devido, na maior parte das vezes, devido ao seu mau funcionamento interno, a instaurar acções para cobrança de valores muito após o prazo de seis meses previsto na lei.

Nestes casos, resta aos utentes apresentarem a respectiva contestação aos processos judiciais, invocando a prescrição.

Mais grave ainda, é o facto dos prestadores dos serviços públicos essenciais se recusarem a celebrar novo contrato com utentes que tenham dívidas antigas, mesmo sabendo que as dívidas já prescreveram.

Neste caso, a solução é propor uma providência cautelar em tribunal, pedindo que o prestador seja obrigado a celebrar o contrato, alegando a prescrição da dívida.

José Carlos Martins (Advogado)

Arquivo

 

OBLIQUIDADES (3) | Jaime Milheiro

Jaime Milheiro

“Assim falava Zaratustra”

Em dois mil e vinte e um

Naquela manhã de  Sol

Que dentro de si raiava:

“Vivo num País desgraçado, cheio de patifes e de aldrabões. A minha rua foi completamente ocupada por eles, no meu escritório todos os dias os aguento, esta gentalha não tem cabeça nem emenda.

Vigaristas, ladrões, espertalhaços, trafulhas, é o que mais há em Portugal.

Por este andar nunca deixará de haver, embora nesta altura tudo esteja bastante pior…

 

                                   (Excepto, obviamente, em minha casa,

                                   onde todos somos digníssimos cidadãos,

                                   cumpridores impolutos, virtuosos  pagadores…)

 

nesta  traficância a que nos conduziram.

Malfeitorias sem nome, prevaricações insolentes, degradação de hombridade, acumulação de funções, embusteiros encartados, por toda a parte  se notam  sem que  ninguém  disso cuide...

 

                                   (Excepto, obviamente, na minha família,

                                   onde todos os primos e primas

                                   se solidarizam com o que os pais  ensinaram,

                                   altamente preocupados com os destinos da Pátria e da Nação….)

 

nesta calamitosa condição política  que nos impuseram.

Roubalheiras sem vergonha, mentirolas sem maneiras, denegação de princípios, total ausência de considerações éticas e morais, na comunicação  pululam e nos comícios se cultivam…

 

                                   (Excepto, obviamente, naquilo que participo

                                   e nas drogarias  do meu  comando,

                                   irrepreensíveis nos ócios e negócios…)

 

nesta miserável proposta social  em que nos engolfaram.

 Exposições grosseiras, palavrões à mistura, aberturas sem cuecas, mulherio de alterne, extravagâncias baratas, em todas as localidades fizeram escola,  até nas autarquias e nas paróquias, num completo atentado à decência e numa absoluta falta de respeito pelos outros...

 

                                   (Excepto, obviamente, nas que frequentamos

                                   e nos  grupos com quem lidamos,

                                   plenos de regras e  de bons preceitos…)

 

sem nunca rolarem cabeças.

 Tanta corrupção cansa-me. Este país cansa-me. Nem me merece.

Até o nosso querido Bispo à tardinha  lamenta, quando dialogamos. 

Mas, apesar de tanto sofrimento, não posso esquecer as tarefas da manhã:

             tratar da borla para o espectáculo de logo à noite

arranjar maneira de esconder a procedência do meu novo carro

orientar as chefias para   desembaraçar-me das  multas

despachar  os produtos fora de prazo antes que alguém repare

dirigir  as encomendas para o concurso da  minha filha e  acelerar a inscrição do Mateus no Partido, não vá o sacana do  Mendes  ultrapassar-nos

desencantar mais processos contra os queixosos daquelas pequenas coisas que não me  correram bem, esperando que tudo  prescreva

inventar  umas historietas para o que o farsante do Antunes me pague o dobro pelo  contrabando  que lhe cedi….

devolver ao agente a Catarina do escritório...

                                              

                                   (Não tenho mais pachorra para  esta gaja,

                                    boazona  mas  de nariz  empinado

                                   se calhar nem percebeu ao que vinha,

                                   e nunca  assinamos contrato, obviamente….)

 

não vá  alguém adiantar-se na compra daquela herdadezita do vigarista do Figueiredo (tem um palacete lindíssimo) que está à rasca com  as dívidas da família.

Chegou o momento  certo de o liquidar, em termos que a minha esmerada educação  não  permite aqui reproduzir…

 

sempre desejando óptima Saúde para todos, na Paz do Senhor, obviamente!”

Jaime Milheiro (psicanalista)

Arquivo

 

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