Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BAIÃO CANAL - Jornal

BAIÃO CANAL - Jornal

Rali Terras d’Aboboreira 2024  Dois dias de pura adrenalina nos espetaculares troços de terra de   Baião, Amarante e Marco de Canaveses 

CARTAZ (1).jpg

Está tudo a postos para o Rali Terras D’Aboboreira, prova de abertura do FIA  European Rally Trophy (ERT) e terceira jornada do Campeonato de Portugal (CPR), uma  prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante, com o apoio em parceria tripartida  entre os Municípios de Baião, Amarante e Marco de Canaveses. 

Com partida de Baião, e composto por 7 provas especiais de classificação  (PEC’s), este rali, que é já uma referência do desporto na região, decorre nos dias 26 e  27 de abril e integra também o calendário do campeonato 2RM (duas rodas motrizes),  Júnior, de Clássicos, de Clássicos 2RM, Promo, Masters e Challenge R5/S2000, os  troféus monomarca Peugeot Rally Cup Ibérica, Peugeot Rally Cup Portugal e Toyota  Gazoo Racing Iberian Cup

PARCERIA TRIPARTIDA ENRIQUECE A COMPETIÇÃO 

O Vice-Presidente e responsável pelo pelouro do Associativismo e Desporto,  Filipe Fonseca, manifestou a convicção de que “o Rali Terras d’Aboboreira, atrairá,  mais uma vez, muitas pessoas à Serra da Aboboreira, mas, mais importante ainda,  no primeiro dia, com o arranque na vila de Baião, teremos uma significativa  adesão do público, o que, por conseguinte, dinamizará a economia local e  contribuirá para a divulgação do nosso concelho".

Referindo-se ao facto de o Rali se disputar nos três concelhos, cuja Serra  

d’Aboboreira abrange, o autarca acrescentou que “este evento, que enaltece a nossa  região, ilustra de forma excelente a colaboração e a criação de sinergias entre os  três municípios, Baião, Amarante e Marco de Canaveses, realçando ainda mais o  potencial turístico local. 

Será, certamente, um motivo para os entusiastas da velocidade explorarem  a nossa culinária, as nossas paisagens deslumbrantes e o nosso património  cultural de elevado mérito.” 

PILOTO BAIONENSE FILIPE NOGUEIRA TAMBÉM ENTRA NA DISPUTA 

O piloto baionense, Filipe Nogueira, vai também participar no Rali Terras  d’Aboboreira, a única competição automobilística que se realiza na sua terra natal. Este ano estará a bordo de um Renault Clio R.S. R3T, com o número 81, e  certamente, fará as delícias dos espetadores com a sua condução espetacular e com a  sua habilidade ao volante, prometendo uma experiência emocionante e memorável. 

RALI COM CONSCIÊNCIA AMBIENTAL 

Por se disputar numa Paisagem Protegida como é a Serra da Aboboreira e  atravessar aquele que é o primeiro concelho português a ser considerado Destino  Turístico Sustentável, como é o caso de Baião, a organização do Rali Terras  d’Aboboreira, estabeleceu uma série de medidas, para mitigar a pegada carbónica que  uma prova desta envergadura provoca. 

Para esta edição, de acordo com a organização, serão reforçadas as medidas de  sustentabilidade, incidindo em oito áreas distintas: ruído, resíduos, água e energia, 

combustíveis e proteção do solo, higiene e limpeza, sensibilização e compensação de  

carbono. 

PAISAGEM PROTEGIDA DA SERRA DA ABOBOREIRA PRESERVADA PELA AMDT A Associação de Municípios do Douro e Tâmega (AMDT) vai, conjuntamente com  os municípios que integram a Paisagem Protegida Regional da Serra da Aboboreira,  sinalizar o património natural e cultural da sua zona nuclear, nos locais das  classificativas do Rali Terras D`Aboboreira. 

A classificação de Paisagem Protegida Regional trouxe à Serra da Aboboreira  novos cuidados na usufruição do espaço, pelo que a AMDT, enquanto entidade gestora,  cumpre-lhe sensibilizar e desenvolver ações de preservação e salvaguarda, evitando  desta forma possíveis efeitos nocivos. 

Quer os municípios envolvidos, quer o clube organizador encontram-se alinhados  com os objetivos da AMDT para com a Serra da Aboboreira. 

PARTIDA E QUATRO CLASSIFICATIVAS SÃO EM BAIÃO 

Na tarde de sexta-feira, dia 26 de abril, e depois do Qualifying da manhã, no troço  localizado em Vila Boa de Quires, “Marco Rios de Emoção” (3,47 km), a prova inicia-se  com a “Especial” de “Baião Vida Natural” (16,93 km), e à noite, a partir das 21 horas, a  jornada encerra com a disputa da Super Especial “Amarante Natureza Criativa” (2 km),  no centro desta cidade. 

Sábado, dia 27, duas passagens por Amarante (22,54 km) e Aboboreira (16,14),  que será a Power Stage, e uma por Baião (11,37 km) completam o traçado de  classificativas em piso de terra que totaliza 107,66 km ao cronómetro.

RALI COM PROJEÇÃO INTERNACIONAL 

Entre os inscritos, destaque para o piloto espanhol, Dani Sordo, da Hyunday,  quererá certamente aproveitar esta prova, para melhor preparar o Rali de Portugal, a  realizar em maio e que conta para o Campeonato do Mundo de Ralis (WRC). 

Inscrito pela Hyundai Shell Mobis World Rally Team, Sordo vai disputar a Prova  Extra, cujo itinerário é similar à prova do CPR, mas não inclui a classificativa de  Amarante (PEC 3 e PEC 5), já que os 22,54 quilómetros desta versão utilizada pelo  Clube Automóvel de Amarante são comuns ao traçado de 37,24 km da mesma  “especial” do Vodafone Rally de Portugal.  

O espanhol cumprirá as restantes classificativas nos dois dias de prova. 

Esta edição do Rali Terras D’Aboboreira apresenta, em termos qualitativos, a  melhor lista de inscritos do historial da prova, pois aos pilotos do CPR, como Kris Meeke  (Hyundai i20 N Rally2), Armindo Araújo (Skoda Fabia RS Rally2), Ricardo Teodósio  (Hyundai i20 N Rally2), José Pedro Fontes (Citroen C3 Rally2), Pedro Almeida (Skoda  Fabia Rally2 evo), Rúben Rodrigues (Skoda Fabia RS Rally2), Pedro Meireles (Hyundai  i20 N Rally2) e João Barros (VW Polo Rally2), entre outros, juntam-se mais de uma  dezena de estrangeiros da categoria Rally2.  

Entre eles, destacam-se os nomes de Yohan Rossel (Citroen C3), Pierre Louis  Loubet (Skoda Fabia RS), Josh McErlean (Skoda Fabia RS), Jan Solans (Toyota Yaris),  James Leckey (Citroen C3), Nikolay Gryazin (Citroen C3), Marco Bulacia (Citroen C3).

INFORMAÇÃO DE CORTES DE TRÂNSITO 

No dia 26 de abril, o trânsito estará cortado na avenida 25 de Abril, entre as  14h00 e as 19h00, sendo também proibido o estacionamento.  

Em alternativa, a circulação, nomeadamente de autocarros escolares, será feita  pela rua Comandante Agatão Lança.  

Face aos transtornos que a situação possa causar, a Câmara Municipal de Baião  apela à melhor compreensão, quer dos baionenses, quer dos visitantes, alertando para  que, a bem da segurança de todos, sejam escrupulosamente cumpridas todas as regras  e indicações fornecidas. 

GUIA DO RALI 

Fique a saber tudo sobre a edição 2024 do rali Terras d’Aboboreira, neste link: 

https://terrasdaboboreira.pt/spectator-guide/

 

OS TEMP(L)OS DA GENTE ARREPENDIDA | Paulo Esperança

22005677_MQZTy.jpeg

Estamos em Abril! O mês de todos os sonhos, o mês de todas as esperanças, o mês em que o futuro era agora!

Abril fez-nos descobrir que era possível construir a liberdade sem muros nem ameias, que poderia haver um país em que só há liberdade a sério quando houver paz, pão, habitação,saúde,educação.

Esta caminhada teve muita gente boa, generosa, intrépida lutadora contra as arbitrariedades de um regime feio, obscuro e ameaçante.

Alguma dessa gente, na bondade da sua juventude andou pela calada da noite a distribuir “panflos” contra o fascismo e a guerra colonial. Arrostaram com as agruras da Pide, da repressão, do cerceamento da liberdade de expressão, enfim da negação da condição humana.

Alguma dessa gente habitava o “Piolho”  dissertando sobre a virtudes dos amanhãs que cantam.

Alguma dessa gente andou empilhada na chaimite de Salgueiro Maia, calcorreou as rua de Lisboa na caça aos “pides”.

Alguma dessa gente ajudou a construir o “prec”. Esteve nas barricadas contra o “28 de Setembro” e o “11 de Março”. Andou pelo Palácio de Cristal em 25 de Janeiro de 1975 quando o CDS realizava o seu Congresso.

Alguma dessa gente ocupou casas vazias para que os mais desfavorecidos tivessem habitação condigna.

Alguma dessa gente esteve no Porto e em Lisboa, no Consulado e na Embaixada de Espanha mostrando o seu desespero e a sua repulsa pelo assassínio de cinco militantes antifranquistas em 27 de Setembro de 1975, em Espanha.

Alguma dessa gente escreveu em jornais da época de forma a transmitir ao povo que esse povo tinha voz.

Alguma dessa gente escreveu e lutou para pôr em marcha o sonho de um 25 de Abril do Povo.

Mas os tempos mudam! É verdade que não é fácil resistir à ressaca das derrotas e ao descambar de todos os projectos que inundavam o imaginário de um mundo novo.

Mas também é verdade que é muito difícil explicar o arrependimento.

Até aceitaria que essa gente viesse dizer: ok, eu era jovem, percebia pouco de política, queria mudar o mundo...mas percebi que estava enganado. Por isso optei por outra linha!

Mas não! A desfaçatez faz com que muita dessa gente afirme exactamente o contrário do que outroura defendeu como se as sua posições actuais sempre tivessem sido o pensamento nuclear de toda a sua vida.

O neo-liberalismo, o racismo e a xenofobia encapotados, a dúvida pretensamente metódica sobre qualquer causa progressista incorporam o seu pensamento(?) erigindo-os como arautos de uma chamada “nova direita” que tem tão de velha como a que  Freitas do Amaral, inventou em 1974.

Mancomunados com obscuros interesses editoriais  propagam teses defensoras do capitalismo mais bacoco como se estivessem a descobrir a pólvora.

Serventuários de quem lhe paga principescamente renegam o seu passado tentando passar pelo intervalo das gotas da chuva sem se molharem.

Não é preciso observar atentamente nem consultar as páginas dos Governos sobre quem quer ministrar educação aos cidadãos deste país para se perceber do que falo.

Expressamente destilam aberrações transforamadas em colunas de opinião que a vida comprova terem estado bem resguardadas para ajustes de contas futuras .

Andei com muita dessa gente nas guerras que eram necessárias. Tenho pena do futuro que escolheram!

Desculpem, do que fiz ...de nada me arrependo. Faria algumas coisas de forma diferente? Claro que sim. Mas ninguém pode adiantar ou atrasar a historia.

Por isso  aqui estou para o que der e vier!

Fiquem com esta:"Não me arrependo de nada do que fiz. Mais: eu sou aquilo que fiz. Embora com reservas acreditava o suficiente no que estava a fazer, e isso é que fica. Quando as pessoas param, há como que um pacto implícito com o inimigo, tanto no campo político, como no campo estético e cultural. E, por vezes, o inimigo somos nós próprios, a nossa própria consciência e os álibis de que nos servimos para justificar a modorra e o abandono dos campos de luta", José Afonso.

E já agora, também com esta:

 

Do que um homem é capaz
As coisas que ele faz
Pra chegar aonde quer

 

É capaz de dar a vida
Pra levar de vencida
Uma razão de viver

A vida é como uma estrada
Que vai sendo traçada
Sem nunca arrepiar caminho

E quem pensa estar parado
Vai no sentido errado
A caminhar sozinho

Vejo gente cuja vida
Vai sendo consumida
Por miragens de poder

Agarrados a alguns ossos
No meio dos destroços
Do que nunca vão fazer

Vão poluindo o percurso
Com as sobras do discurso
Que lhes serviu pra abrir caminho

À custa das nossas utopias
Usurpam regalias
Pra consumir sozinhos

Com políticas concretas
Impõem essas metas
Que nos entram casa adentro

Como a trilateral
Com a treta liberal
E as virtudes do centro

No lugar da consciência
A lei da concorrência
Pisando tudo pelo caminho

Pra castrar a juventude
Mascaram de virtude
O querer vencer sozinho

Ficam cínicos brutais
Descendo cada vez mais
Pra subir cada vez menos

Quanto mais o mal se expande
Mais acham que ser grande
É lixar os mais pequenos

Quem escolher ser assim
Quando chegar ao fim
Vai ver que errou o seu caminho

Quando a vida é hipotecada
No fim não sobra nada
E acaba-se sozinho

Mesmo sendo os poderosos
Tão fracos e gulosos
Que precisam do poder

Mesmo havendo tanta gente
Pra quem é indiferente
Passar a vida a morrer

Há princípios e valores
Há sonhos e amores
Que sempre irão abrir caminho

E quem viver abraçado
Na vida que há ao lado
Não vai morrer sozinho

E quem morrer abraçado
À vida que há ao lado
Não vai viver sozinho

José Mário Branco ( Do que um Homem é capaz, Álbum “Resistir é Vencer”, 2004)

 Paulo Esperança, Abril

HÁ UMA LUZ PURA CIMEIRA | livro “Alípio de Freitas – Palavras de Amigos”. texto enviado por: Paulo Esperança vídeo: Couple Coffee exclusivo: Baião canal

alipio

 

Olá, Comandante: escreve a Lambida… sabes bem quem sou - ou fui - e estou aqui para te lembrar que me deves a vida… e a tua vida de combate!

Não quero ser presunçosa... mas os teus e as tuas amigas têm-te por perto, aprendem e discutem contigo… porque eu apareci na tua vida!

Como me conheceste bem… sabes que sempre fui muito convencida e feliz, apesar daqueles tempos no Brasil de miséria, repressão e morte.

Os cães da minha zona de influência não me resistiam. Mas os humanos como tu, ou o meu dono, o António, também não!

Bastava eu abanar o rabo ou a pestana e logo vinham todo(a)s, carinhoso(a)s, fazer-me umas festinhas à procura de mimos e lambidelas.

Consegui sempre afeiçoar-me à gente que passava lá por Goiás. Gente clandestina a quem o meu dono dava guarida sem nada perguntar, que vinha pela noite, partia escondida, vinha meses mais tarde, ficava um dia ou dois e desaparecia de novo sem eu saber porquê.

E eu ficava sempre com saudades de vocês todo(a)s, à espera de vos reencontrar com um osso ou um bocado de arroz que traziam no vosso bornal.

Mas a vida é a vida: a idade foi avançando, comecei a ficar doente. Vivi mais ou menos bem com isso até que comecei a fraquejar.

Mas tu não fraquejaste! Escreveste no “Resistir é Preciso” sobre a tua prisão e as primeiras sessões de tortura: Senti o meu fim próximo e alegrei-me. Uma alegria calma e serena de quem parte por vontade própria. A alegria do combatente que deixa o campo de batalha depois de, em luta desigual, ter derrotado a soberba dos inimigos. Assim eu partia.

Mas não partiste porque quando percebeste que não ias morrer, decidiste resistir.

Eu, porém, tive de partir. O meu amigo António viu bem que eu estava em muito sofrimento. Não teve coragem de me aliviar da dor.

Chegaste, como sempre cúmplice, altivo, sereno. Ele não perdeu tempo: pediu-te para me ajudares.

A tua pistola, sussurravas com os teus botões, era demasiadamente cruel para me mandar em paz.

Por isso, deste-me a tua cápsula de cianeto dissolvida em água com rapadura… e assim me fui sem agonia!

Quem é que se lixou? Tu! Não tiveste tempo de ir buscar uma outra ao farmacêutico do Rio de Janeiro que colaborava com a tua organização…e foste preso.

Ainda bem que não tiveste esse tempo! Hoje os teus amigos e as tuas amigas podem, por isso, comer umas picanhas, um feijão preto e celebrarem o quanto gostam de ti.

Sabes, Comandante... aqui por onde ando disseram-me que o teu Irmão Zeca Afonso, quando esteve preso em Caxias aí em Portugal, escreveu um poema chamado “Há uma Luz Pura Cimeira”.

É isso, Comandante… continuo a sentir-te como uma luz, pura e cimeira.

Por aqui, também ouvi dizer que há oito milhões de anos que a visão humana tem a capacidade de fazer a transdução da luz em sinal neurológico - e por isso vemos. O olho humano foi para lá da perfeição e tem características ímpares.

Comandante: tu já estás para além disso - já não precisas disso - porque és uma Luz, Pura, Cimeira.

 

Lambidelas muito carinhosas,

Lambida

Outubro de 2016

Arquivo

Texto escrito em Outubro de 2016 (baseado em factos reais) em nome da  cadela “LAMBIDA” , do António de Goiás, amigo do Alípio, para o livro “Alípio de Freitas – Palavras de Amigos”. Alípio de Freitas nasceu em Bragança a 17 de Fevereiro de 1929 e partiu para a constelação da utopia 13 de Junho de 2017.

texto enviado por: Paulo Esperança
vídeo: Couple Coffee

exclusivo: Baião canal

 

AJA Norte - Núcleo da Associação José Afonso

ajan.jpg

Na tarde/noite de dia 27 de Abril, o Núcleo do Norte da Associação José Afonso vai marcar presença activa em mais duas iniciativas que têm a comemoração dos 50 anos do 25 de Abril como pano de fundo.
Iremos estar da parte da tarde, até às 19h, na Associação de Moradores das Antas, uma associação que existe desde 1975 e que se propôs a organizar um arraial comemorativo da efeméride que permita juntar as pessoas num convívio popular, alusivo aos valores de Abril e da importância dos mesmos para a contínua existência da Associação desde a sua formação. Estão previstas intervenções culturais e musicais, das quais a AJA Norte irá fazer parte.
Entre as 16h e as 23h do mesmo dia irá ocorrer o "Arraial dos Cravos", uma iniciativa promovida pela Abril é Agora e que conta com o apoio da Associação de Moradores da Bouça, na qual a AJA Norte irá marcar presença. O convívio contará com diversas intervenções artísticas e musicais, tendo igualmente o objectivo de reunir associações e colectivos do Porto, fomentando o convívio, a partilha e a divulgação do importante trabalho realizado por parte de associações portuenses.
Ambos os eventos são acesso gratuito.

«𝗢𝘀 𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀: 𝗔 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗔𝗳𝗼𝗻𝘀𝗼 / 𝗥𝗼𝗰𝗵𝗮 𝗣𝗮𝘁𝗼 (𝟭𝟵𝟲𝟮/𝟭𝟵𝟳𝟬)»

ot.jpg

O livro de Octávio Fonseca «𝗢𝘀 𝗽𝗿𝗶𝗺𝗲𝗶𝗿𝗼𝘀 𝗮𝗻𝗼𝘀: 𝗔 𝗰𝗼𝗿𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝗱𝗲̂𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗝𝗼𝘀𝗲́ 𝗔𝗳𝗼𝗻𝘀𝗼 / 𝗥𝗼𝗰𝗵𝗮 𝗣𝗮𝘁𝗼 (𝟭𝟵𝟲𝟮/𝟭𝟵𝟳𝟬)», que reconstitui história dos primeiros anos da carreira de José Afonso, contada com a ajuda das cartas e dos postais que enviou para Rocha Pato (Edição Tradisom), já está disponível na loja da AJA.

Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto

ajhl.jpg

A Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto organiza uma Arruada Poética, no dia 23 de Abril, integrada nos 50 de Abril. A arruada, com a participação de alunos de teatro da ESAP (Escola Superior Artística do Porto), Balleteatro e Teatro do Bolhão, tem início às 16 horas nas instalações do Museu Militar (ex-Pide), na Rua do Heroísmo, passagem pelo Jardim de S. Lázaro, Mercado do Bolhão e termina, por volta das 17h30, na praça do Metro, na Trindade. Nestes pontos, há pequenos recitais e a distribuição do jornal SEMPRE, com dezenas de poemas inéditos de associados da AJHLP. Depois da Trindades, os poetas do SEMPRE estão convidados a dizerem os seus poemas na sede da Associação.

GNR Recuperação de artigos furtados em Amarante

am.jpg

Amarante
O Comando Territorial do Porto, através do Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Amarante, ontem, dia 17 de abril, recuperou material que havia sido furtado, no concelho de Amarante.
No âmbito de uma investigação por furto numa residência, no concelho de Baião, ocorrido no ano de 2023, os militares da Guarda realizaram diligências de investigação que culminaram na localização do material ligado à construção civil, que havia sido furtado. No decorrer da ação, foram realizadas duas buscas domiciliárias e duas em armazéns, tendo sido possível recuperar diverso material num valor estimado de 3 500 euros.
No seguimento da ação, o material apreendido será entregue ao seu legítimo proprietário e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Baião.

Comunicação e criatividade em debate no Centro de Interpretação do Românico

travel-book-verde-novo.jpg

Viajar e conhecer novos destinos pode ser uma experiência transformadora. O relato dessa experiência por parte de quem a viveu será sempre diferente, único e exclusivo.

No próximo dia 23 de abril, terça-feira, entre as 16h30 e as 18h30, no Centro de Interpretação do Românico, em Lousada, a Rota do Românico e a empresa VERde NOVO promovem a sessão de partilha “Descobrir e comunicar territórios — um desafio criativo”.

Neste evento, serão apresentados alguns projetos desenvolvidos recentemente no domínio da atividade turística e do património cultural, com a participação de Alexandra Correia (Instituto Politécnico de Viana do Castelo), Catarina Rocha e Minês Castanheira (Bairro dos Livros), Carlos Rebelo e Pedro Gomes (3Decide), e Luís Pedro Martins (Turismo do Porto e Norte de Portugal).

No evento, serão também apresentados publicamente os vencedores da primeira edição do desafio “Travel Book VERde NOVO”: Filipe Carvalho (Travel Book) e António Tedim (fotografia).

No final, terá lugar uma prova da cerveja artesanal Fidélis, produzida nesta região.

Para além do público em geral, a sessão “Descobrir e comunicar territórios — um desafio criativo” é dirigida às entidades e profissionais das áreas de turismo, cultura e criatividade.

A participação é gratuita, sujeita a inscrição prévia.

A Rota do Românico é um projeto turístico-cultural, que reúne 58 monumentos e dois centros de interpretação, distribuídos por 12 municípios: Amarante, Baião, Castelo de Paiva, Celorico de Basto, Cinfães, Felgueiras, Lousada, Marco de Canaveses, Paços de Ferreira, Paredes, Penafiel e Resende.

As principais áreas de intervenção da Rota do Românico abrangem a investigação científica, a conservação do património, a dinamização cultural, a educação patrimonial e a promoção turística.

Faleceu Jorge Cordeiro

jc.jpg

Faleceu Jorge Cordeiro aos   82 anos, antigo jornalista do “Jornal de Notícias”. O óbito ocorreu cerca das 17 horas de terça-feira, no hospital de São João, Porto.

Além de  jornalista, Jorge Cordeiro aventurou-se na escrita. Com o pseudónimo de Pedro Luís Jorge, publicou a "Memória dos Ventos", em 2001, pelo Campo das Letras. Em 2003, em nome próprio, publicou o romance "A Proposta", com a chancela da Amber Editorial, e mais tarde uma coleção de poemas, sob o pseudónimo Jorge Avidal. Colaborou por várias vezes  com o nosso jornal e com o Baião canal Tv ( programa prova de vida).

118920898_3309647325789699_7913358601267379927_n.j

À família e amigos apresentamos as nossas condolências.

AF PORTO | Festa do Futebol Feminino juntou mais de 200 jogadoras em Matosinhos

DSC_0686.jpg

O primeiro dia da edição de 2024 da Festa do Futebol Feminino no distrito do Porto (o segundo dia decorre na manhã da próxima quinta-feira em Lousada) juntou no Complexo Desportivo da Bataria, em Matosinhos, mais de 200 jogadoras de futebol, que durante toda a manhã competiram nos diferentes escalões e categorias no torneio que dá acesso à Fase Nacional da Festa do Futebol Feminino, no Estádio Nacional, no Jamor.

 

Ao longo da manhã as diferentes equipas disputaram um total de 45 jogos entre os escalões de Sub-13 e de Sub-15, sendo que em cada um deles contou com competição agrupada em dois grupos diferentes: escolas e clubes.

 

Competiram na categoria de Sub-15/clubes: Boavista FC A, Boavista FC B, CF Oliveira do Douro, Ermesinde SC 1936 A, Ermesinde SC 1936 B, e SC Rio Tinto.

Competiram na categoria de Sub-15/escolas: AE Santa Bárbara

Competiram na categoria de Sub-13/clubes: Boavista FC A, Gondomar SC, Rio Tinto A e Rio Tinto B.

Competiram na categoria de Sub-13/escolas: AE Cerco – Porto, AE Santa Bárbara, EBS Campo-Valongo e CLIP.

 

No escalão de Sub-13, a equipa campeã foi o Sport Clube Rio Tinto ‘B’. Já nas Sub-15, a equipa vencedora foi o Sport Clube Rio Tinto.

 

A Festa do Futebol Feminino é um evento da Federação Portuguesa de Futebol em parceria com o Desporto Escolar, que tem como objetivo o desenvolvimento e a promoção do futebol feminino nas camadas jovens.

Rita Diogo | Quando perdemos alguém: o luto em pandemia.

Rita Diogo_1.jpg

Todos nós já perdemos pessoas importantes na nossa vida. O luto não está exclusivamente ligado à morte, pode ser vivenciado também aquando do fim de um relacionamento, numa situação de doença grave, a perda de um emprego, uma situação extrema que resulta em alguma forma de incapacidade. Quando perdemos pessoas de quem gostamos e que têm um papel importante na nossa vida, os sentimentos que vivenciamos representam maior sofrimento quanto maior o nosso apego. Falemos, portanto, de luto enquanto a reação que temos diante da morte ou perda de um ser amado. Frente à instalação destas perdas significativas, o luto é visto como um processo mental que as designa, para o qual nunca estamos preparados, para o qual nunca fomos ensinados. A única coisa que temos como garantida no dia em que nascemos é que um dia iremos morrer e de, facto, estamos tão pouco preparados para enfrentarmos o fim da existência (nossa ou de outros). A constatação da fragilidade humana deveria ajudar-nos nesta tarefa, mas tal não acontece.

Em poucas horas após o conhecimento da perda ou morte de alguém querido, a maioria das pessoas sente uma espécie de atordoamento emocional, como se não pudesse acreditar que realmente aconteceu. Apesar de natural e comum, essa sensação de irrealidade pode tornar-se um problema se durar por muito tempo. Quando esta dormência emocional desaparece, pode ser substituída por uma terrível sensação de inquietação e sensação de querer ter a pessoa de volta, mesmo que isso seja claramente impossível. Nesta fase algumas pessoas sentem vontade de "ver" a pessoa amada onde quer que estejam - na rua, no parque, ao redor da casa, principalmente nos lugares que passaram juntos. Esta fase de inquietação e ansiedade pode trazer consigo sentimentos de raiva e/ou culpa que devem ser trabalhados. Segue-se a invasão da nossa alma por sentimentos de tristeza ou depressão. A apatia e desinteresse refletem, na verdade, pensamentos recorrentes sobre a pessoa perdida. Com o passar do tempo, o sofrimento do luto começa a dissipar-se, diminuem os sintomas depressivos e a pessoa sente ser possível começar a pensar noutras coisas, a olhar novamente para o futuro. Estas diferentes etapas do luto, muitas vezes, sobrepõem-se e mostram-se de maneiras diferentes em cada pessoa. A fase final de um processo luto é um "abrir mão" da pessoa que partiu e dar início a um novo tempo de vida. As pessoas são diferentes e diferentemente reagem à vida, tanto nos momentos bons como nos sofrimentos. O luto é uma vivência única que leva tempo, o tempo de cada um. O maior problema do luto é que tem de ser vivido e sentido. É normal chorar, ficar zangado, querer negar. É importante permitir-se sentir e chorar para poder reconstruir emoções.

Sabemos que os rituais associados à morte respondem a uma série de propósitos importantes no processo de luto: podem ajudar a tornar a morte mais real; oferecem a oportunidade de estabelecer ligações, de exprimir e partilhar pensamentos e sentimentos acerca da pessoa que faleceu e de, formalmente, dizer adeus; reúnem famílias e outros enlutados que se apoiam mutuamente. Sabemos que a vivência do luto, os rituais ligados morte foram drasticamente alterados com a pandemia: os funerais foram restritos, deixaram de ser fazer velórios, o corpo estava em caixão fechado. Estas alterações significam adiamentos nos processos de luto. Num contexto de pandemia, o abraço e a proximidade física com os outros não pode existir, há um afastamento da rede de apoio potenciando maior solidão e vulnerabilidade, podendo tornar o processo de luto mais prolongado e complicado. Viver uma crise interna (perda de alguém), dentro de uma crise pandémica pode acentuar os sintomas de ansiedade e depressão. Experienciar o luto, em simultâneo com as preocupações extremas que vivemos atualmente, pode significar que a elaboração das emoções, num processo de adaptação à perda, seja mais penosa e prolongada. O isolamento pode, pois, dificultar a elaboração do luto. Em momentos de crise, quando há um fluxo constante de atualizações da informação com características maioritariamente angustiantes, as pessoas podem não conseguir reconhecer a dimensão da sua dor, desvalorizá-la perante as circunstâncias globais e, consequentemente, não responder adequadamente às suas próprias necessidades.

Em Portugal, perto de 17 000 pessoas perderam a vida por COVID19. Se alguém morre por COVID19 ou de complicações daí resultantes, podem ocorrer situações particularmente difíceis para a família e amigos. O controlo de infeção pode implicar que os membros da família não tenham a oportunidade de acompanhar nas últimas horas e dias de vida, ou mesmo de se despedirem. Dependendo do caso, a doença pode progredir e tornar-se grave muito rapidamente, o que pode levar ao choque. Se não puderam estar presentes no momento da morte e não puderem ver o corpo, pode ser ainda mais difícil aceitar a realidade de um luto. O enquadramento social da crise faz com que as pessoas em luto estejam expostas a histórias que destacam a natureza traumática da morte. Numa situação de pandemia, inevitavelmente existe muita discussão sobre a morte e o morrer e isso pode trazer sentimentos e emoções difíceis de gerir, para pessoas com problemas de ansiedade e saúde mental. Também pode trazer lembranças de lutos passados e o medo da morte, bem como trazer sentimentos de medo acerca da sua própria morte.

É, por tudo isto, importante não sentir culpa daquilo que se sente, entender que cada um reage de uma maneira individual e muito própria, de acordo com a sua história, com a natureza da relação com o objeto da perda, com os seus recursos internos e também com o apoio e conforto social encontrado e/ou disponível. É também importante pedir ajuda quando o sofrimento se prolonga no tempo e quando a sua intensidade impede o retomar das rotinas.

Rita Diogo (Arquivo)

Francisco Fanhais | Utopia Letra e vídeo

zeca.png

Letra da canção "Utopia", de José Afonso

 
Descrição: 

Documento com a letra da canção "Utopia", usada nas gravações do álbum "Como se fora seu filho", de José Afonso (1983). José Mário Branco foi responsável pelos arranjos e direcção musical desse álbum.

Cidade
Sem muros nem ameias
Gente igual por dentro
gente igual por fora
Onde a folha da palma
afaga a cantaria
Cidade do homem
Nao do lobo mas irmao
Capital da alegria
Braço que dormes
nos braços do rio
Toma o fruto da terra
E teu a ti o deves
lança o teu
desafio

Homem que olhas nos olhos
que nao negas
o sorriso a palavra forte e justa
Homem para quem
o nada disto custa
Será que existe
lá para os lados do oriente
Este rio este rumo esta gaivota
Que outro fumo deverei seguir
na minha rota?

 

 
 

Ciclo de Leitura | Leia Mulheres “A Paixão segundo Constança H.” de Maria Teresa Horta

Mediadora: Déa Paulino 28 ABR – DOM, 15H

mr.jpg

O Museu do Aljube volta a acolher a próxima sessão do clube, que é dedicada à autora Maria Teresa Horta com o livro “A Paixão segundo Constança H.".
O Leia Mulheres é um clube de leitura que pretende divulgar e incentivar a leitura de autoras dos mais diversos estilos e temas, procurando dar visibilidade às mulheres num mercado editorial tão restrito.
O ideal é terem lido os livros escolhidos, para participar da conversa, mas quem quiser participar para compreender como a dinâmica acontece também é muito bem-vindo!
 
 
 
 
 

Maia – Arguida por exploração de jogo ilegal

 

bjo.jpeg

O Comando Territorial do Porto, através do Subdestacamento Territorial da Maia, ontem, dia 11 de abril, constituiu arguida uma mulher de 64 anos, por exploração de jogo ilegal e apreendeu uma máquina de jogo ilegal, no concelho da Maia.
No âmbito de uma ação de fiscalização em estabelecimentos de restauração e bebidas, no concelho da Maia, os militares da Guarda detetaram e apreenderam uma máquina de jogo ilegal e uma caixa com fichas de póquer, que serviam para exploração de jogo ilegal num estabelecimento. No decorrer das diligências policiais, a exploradora do estabelecimento, a mulher de 64 anos, foi constituída arguida pelo crime de exploração ilícita de jogo.
Os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial da Maia.
A GNR relembra que a dependência no jogo é reconhecida como uma patologia, sendo necessário estar alerta aos sinais que revelem a adição do jogador, pois é comum que aqueles que sofrem desta perturbação ponham em risco o seu trabalho, contraiam grandes dívidas, acabando por inviabilizar a sua interação com a sociedade e adotem um comportamento autodestrutivo. É por este motivo, fundamental, uma fiscalização contínua e presente neste âmbito, de forma a sinalizar as pessoas com esta dependência, e punir quem utiliza e explora, de forma descontrolada e dissimulada, este tipo de equipamentos ou promove jogos de fortuna ou azar.

Pág. 1/3