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BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

Rita Diogo | Boas férias estudantes!!

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Terminou para muitos e muitas estudantes mais um ano letivo e para outros tantos está a terminar. Foi mais um ano letivo completamente atípico e talvez mais penoso do que o anterior. Achamos que repetir o confinamento seria a garantia, só por si, de maior adaptação e resiliência. Na verdade, em termos de saúde mental, o segundo confinamento foi mais impactante para todos nós e para os jovens estudantes. A escola ficou, pela segunda vez, à distância. Os professores e os alunos ficaram, mais uma vez atrás de um ecrã. Á aprendizagem faltou, mais uma vez, o olhar nos olhos. "Sem escola física, que aproxima as crianças e os jovens, cada um fica fechado no lugar de onde vem e sobra a desigualdade" (Francisco Louçã).

Dizem que terminou um ano letivo que, na verdade, terminou em janeiro, pois quando se voltou à escola recuperaram-se conteúdos, introduziram-se os novos na medida do possível e, essencialmente, restabeleceu-se a comunicação e os afetos. Foi um longo segundo período letivo com ensino à distância. Pois é, a pandemia e um novo aumento dos casos de infeção, obrigou novamente a uma solução rápida para a necessidade de fechar escolas. E assim foi, que as nossas casas voltaram a ser salas de aula virtuais, com computadores (para os que os têm e/ou os receberam), com livros, com cadernos, com canetas e lápis espalhados um pouco por todo o lado. Os alunos estiveram longas horas ligados à internet (para quem tem ligação). Os trabalhos escolares multiplicaram-se. O stress dos pais que trabalharam fora de casa ou em teletrabalho, que tentaram manter a calma, que conseguiram acompanhar os filhos (para quem conseguiu e foi capaz), que lidaram com a frustração de nunca ter tempo, voltou a sentir-se quando pensávamos que não se iria repetir. Os professores estiveram fisicamente longe das turmas e dos seus alunos durante todo um período letivo. As férias da Páscoa foram ajustadas, a pausa do Carnaval não existiu. Foi assim este ano letivo... Mais um ano que ficará marcado pelo aumento das desigualdades. As crianças e jovens com dificuldades de aprendizagem, cujo acompanhamento familiar é deficitário, cujas condições habitacionais são mais degradadas, aqueles que têm um agregado monoparental, com maiores dificuldades financeiras, agregados com dependentes a cargo, pais desempregados ou com empregos muito precários e salários baixos... sentiram um maior impacto de mais um período de ensino à distância. Não, o sol quando nasce não é para todos, a pandemia veio mostrar isto mesmo de uma forma muito cruel, deixando crianças e jovens vulneráveis nos seus lugares, nas suas casas, nos seus quartos, nos seus bairros distanciando-os de oportunidades de integração.

Um novo ano letivo terá início em setembro, com ou sem quarta vaga. Esperamos que seja cautelosamente preparado. A redução do número de alunos por turma, seria uma solução viável com o reforço de recursos humanos e materiais, seria alguma garantia de que os alunos poderiam aprender na escola onde devem estar. A colocação de mais psicólogos escolares permitiria recuperar a saúde mental de tantas crianças e jovens, evitando sobrecarregar outros serviços de retaguarda. Se a escola tivesse ao dispor os meios de que efetivamente necessita, seria desta forma uma entidade de primeira linha na promoção do bem estar, integração e de saúde mental dos alunos ao invés de remediar os danos causados por todas estas mudanças. Esperamos que exista planeamento do próximo ano letivo para que a alunos, pais e professores não tenham que confiar na sorte e no controlo de um vírus que ninguém conhece e que nos continua a surpreender com mutações.

Parabéns a todos e todas as estudantes, sobreviveram a mais um ano tão difícil, embora não saibamos com que custos para a aprendizagem, para a equidade, para a igualdade, para a integração, para a saúde mental... Ah, ainda faltam os exames para a malta do 11°, 12° ano e do ensino superior. Muito boa sorte a todos e todas, resiliência e foco precisa-se!!!

BOAS FÉRIAS! Podem desligar o computador, os tablets e os telemóveis. Podem, respeitando as regras e uns aos outros, descansar, brincar, divertir-se! Vão ser felizes!

Manuel Cardoso (Paradela) | O Estilo Barroco c/ vídeo

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O Barroco é de entre os períodos da história da música, aquele que mais se apresenta como o período de criação mais ativo de novas e dinâmicas formas musicais, bem como o aperfeiçoamento das anteriores formas.

Com o Barroco nascem quase todas as mais importantes formas clássicas ( Ópera; Oratório, Cantata, Suite, Concerto, Sinfonia e a 1ª fase da Sonata) e que se desenvolveriam durante o barroco e que no clássico atingiriam a perfeição.

É neste período que aparece o desenvolvimento tonal, (relação entre as notas de uma escala) como os tons dissonantes por dentro das escalas diatónicas, como fundamento para modelar a música dentro da mesma peça musical.

Para o leitor mais leigo na matéria, modelar é passar de uma tonalidade para outra.

A tonalidade é uma relação entre as notas de uma escala, na qual existe entre as notas da mesma, intervalos de um tom, meio-tom, e tom e meio, que dão uma característica sonora à sonoridade dessa escala. Isto na audição das escalas que estamos mais familiarizados a ouvir. Existe música com intervalos inferiores a meio tom.

Modelar é poi alterar a relação desses intervalos nessa escala e passar de uma tonalidade para outra, alterando a relação de intervalos entre as notas dessa escala. Findo este aparte deparamos então que este novo período da história da música,” Barroco” lançou-se pois com entusiasmo e imaginação, com intuição criativa lançado para o futuro na busca de um novo domínio, tanto no campo vocal, como no instrumental.

 

                                  Manuel Cardoso (Paradela)