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BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

ÚLTIMAS NOTÍCIAS | Recolher obrigatório passa a vigorar em 90 concelhos | VEJA O MAPA E OS DIFERENTES RISCOS

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Concelhos em risco muito elevado

Albergaria-a-Velha
Albufeira
Alcochete
Almada
Amadora
Arruda dos Vinhos
Aveiro
Avis
Barreiro
Benavente
Cascais
Elvas
Faro
Ílhavo
Lagoa
Lagos
Lisboa
Loulé
Loures
Lourinhã
Mafra
Matosinhos
Mira
Moita
Montijo
Nazaré
Odivelas
Oeiras
Olhão
Oliveira do Bairro
Palmela
Peniche
Portimão
Porto
Santo Tirso
São Brás de Alportel
Seixal
Sesimbra
Setúbal
Silves
Sines
Sintra
Sobral de Monte Agraço
Vagos
Vila Franca de Xira
Vila Nova de Gaia
Viseu

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Concelhos em risco elevado

Alcobaça
Alenquer
Arouca
Arraiolos
Azambuja
Barcelos
Batalha
Bombarral
Braga
Cantanhede
Cartaxo
Castro Marim
Chaves
Coimbra
Constância
Espinho
Figueira da Foz
Gondomar
Guimarães
Leiria
Lousada
Maia
Monchique
Montemor-o-Novo
Óbidos
Paredes
Paredes de Coura
Pedrógão Grande
Porto de Mós
Póvoa do Varzim
Rio Maior
Salvaterra de Magos
Santarém
Santiago do Cacém
Tavira
Torres Vedras
Trancoso
Trofa
Valongo
Viana do Alentejo
Vila do Bispo
Vila Nova de Famalicão
Vila Real de Sto António


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Concelhos em alerta

Águeda
Alcoutim
Aljustrel
Amarante
Anadia
Cadaval
Caldas da Rainha
Castelo de Paiva
Estarreja
Fafe
Felgueiras
Guarda
Marco de Canaveses
Marinha Grande
Mogadouro
Montemor-o-Velho
Murtosa
Ourém
Ovar
Paços de Ferreira
Penafiel
Santa Maria da Feira
São João da Madeira
Serpa
Valpaços
Viana do Castelo
Vila do Conde
Vila Real
Vila Viçosa
Vizela

Natércia Teixeira | In Grãos de Pimenta Rosa

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Caixa de Pandora

...O percurso até ao teu mundo é sinuoso como tu próprio.

Não é de fácil acesso.

Alcança-lo requer tempo, esforço e determinação.

Um lugar mágico…impercetível e impenetrável a almas desatentas e pouco expeditas.

Descemos a montanha e no vale escondia-se a tua morada de xisto...parecia um lugar encantado, suspenso no tempo.

Os últimos raios de sol misturavam-se nas águas cristalinas do rio, que corria debaixo da ponte centenária, conferindo-lhe um tom dourado escuro.

Estranhei… mas a melodia daquelas águas translucidas a deslizar entre os seixos polidos de diferentes matizes, era o único som audível naquele paraíso, onde mesmo os pássaros pareciam emudecidos a observar-nos, numa quietude intrigada.

A sensação que tinha era essa…estar a ser observada…centenas de olhos postos em nós… a receber-nos e a avaliar-nos…e a perceção de tudo ter parado à nossa chegada.

Escolheste um caminho pedonal, na margem do rio, que passava por debaixo da ponte e a atravessava como um túnel, um acesso direto ao alpendre da tua casa, tão estreito e baixo que te sentia colado a mim e com a mão sobre a minha cabeça, para me protegeres.

Demos aqueles passos em silencio, a absorver o momento e a relembrar os vividos noutras vidas.

Olhava-te e ao teu mundo, num reconhecimento…um retorno a casa, tão desejado e esperado que quando acontece nos dá aquela sensação de aconchego, de paz, tranquilidade e segurança que apenas o que nos é familiar, proporciona.

Sentamo-nos na cadeira de baloiço em silencio, aspirando o ar puro e vendo o sol deitar-se entre as montanhas…um entardecer que coloria a vegetação que nos envolvia de cambiantes únicas.

Uma leve brisa, como um sopro de vida, despertou a natureza entorpecida…as folhas dançaram nas árvores…um sapo coaxou qual tenor a dar o mote ao coro de pássaros que dos ninhos chilrearamruidosamente em despedida ao dia que partia…ao longe um latido...um uivo...um chamamento, um apelo da natureza…as boas vindas à noite que chegava.

A tua mão veio em direção à minha…senti o calor que dela emanava...seguraste-a com força...senti mel percorrer-me as veias.

Ficamos assim, naquele enlevo, não sei quanto tempo… absortosem pensamentos…envoltos por sensações e na penumbra que, entretanto, descera ao vale.

Nascia sobre as nossas cabeças um teto de estrelas e uma lua cheia que iluminava tudo à nossa volta...disseste-me que era hora de jantarmos e apontaste para um cesto de piquenique depositado na mesa de pedra do alpendre.

Ri-me,adivinha-te os recursos…de mãos dadas caminhamos rumo à margem do rio...  sem antever que lá descobriria a minha caixa de Pandora.

Natércia Teixeira | In Grãos de Pimenta Rosa

 

SOCIEDADE | PAÍS | Paulo Esperança

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FESTIVAL DA CAUÇÃO

Uns têm de prestar caução de cinco milhões de euros, outros de três milhões e alguns outros de seiscentos mil euros.

São verbas que não entram no meu imaginário porque tento sempre converter em escudos e não chego a conclusão nenhuma!

Sei bem que ainda não expirou o prazo da prestação das respectivas garantias, mas estou atento.

Tendo em conta que há patrimónios individuais que se resumem a garagens e palheiros assola-me a comiseração: como vai esta gente conseguir pagar as cauções estipuladas em tribunal?

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Que tal uma “vaquinha” para conseguir angariar, solidariamente, tais importâncias para que esta rapaziada possa viver na liberdade que conquistaram, dizem as “más línguas”, à custa da trapaça, da corrupção e da aldrabice?

Eu, por mim, entro com cinco quadros que copiei à má fila deum museu madeirense e com três camisolas contrafeitas, de águia ao peito, que surripiei sorrateiramente  numa loja de conveniência.

Mas isso sou eu, a título individual.

E a chamada comunicação socialresponsável e atenta à suposta verdade dos factos: vai escrutinar de onde virão essas cauções? E vai questionar como é que se podem concretizar tais garantias  quando não se têm bens registados que o permitam?

Não, não vai fazer nada disso! Vai é tentar descobrir onde surripiei as camisolas contrafeitas!

Os “fait divers” vão tomar conta do assunto! É o que temos!

Agora mais a sério: há seres humanos em África e furar canalizações para ter água para beber.

Há fábricas de vacinas para o Covid 19 na Índia sem que a respectiva população lhes tenha acesso.

Há gente em Portugal sem o mínimo de condições de habitação, paz, comida e respeito enquanto seres humanos.

Há gente de bem que desespera por um qualquer empréstimo bancário para conseguir umas dezenas de milhares de euros para adquirir habitação digna, própria e permanente.

Toda esta gente tem um azar: ou vive na miséria, ou não tem dinheiro ou pede pequenos empréstimos.

Pois, sendo lugar comum e uma “lapalissada”, aqui vai: dever mil euros a um banco é um problema de quem deve. Dever um milhão…é um problema do banco.

Prejuízos, deficits, amortizações, provisões, ofertas públicas de venda,  - com ou sem Fundo de Resolução ou com mais ou menos Fundações - sempre seresolvemem nome das normas contabilísticas adaptadas às circunstâncias que derem mais jeito.

Continuemos para bingo!

Paulo Esperança