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BAIÃO CANAL | Jornal N.º 16 - Setembro 2021

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Patxi Andion, uma das últimas atuações! Gravação Baião canal | Veja o video

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Em Portugal

Patxi Andion foi revelado em Portugal em 1969, pelo programa Zip-Zip.

Das duas primeiras vezes que tentou cantar em Portugal, a PIDE expulsou-o do país. Ary dos Santos traduziu para português algumas das suas canções que foram gravadas por Tonicha, ainda antes da Revolução de 25 de Abril de 1974.

Em Portugal actuou pela primeira em 24 de Novembro de 1973 no Cinema-Teatro Monumental. Em 24 de Março de 1974 actuou pela segunda vez em Portugal, no Coliseu dos Recreios de Lisboa superlotado. Foi ovacionado mesmo com agentes da PIDE/DGS a circularem na sala.

Colaborou com a fadista Ana Moura no seu terceiro disco “Para além da saudade” em 2007.

Em Maio de 2009 atuou na Figueira da Foz, em Lisboa, no Porto e na Guarda.

Em 2013, Patxi Andion regressou a Portugal para apresentar o seu último trabalho Porvenir na Casa da Música e no Centro Cultural de Belém, em dois concertos esgotados.

Em 2017 o músico recebeu a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores.

Morte

Andión morreu no dia 18 de dezembro de 2019, aos 72 anos, em um acidente de trânsito, em Cubo de la Solana.[1]

Referências

 «Muere Patxi Andión, el popular cantautor vasco, en un accidente de tráfico a los 72 años»ABC (em espanhol). 18 de dezembro de 2019. Consultado em 18 de dezembro de 2019

 

Agência Lusa | Covid-19: Sindicato Independente dos Médicos acusa Governo de propaganda sobre vacinação

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13 mar 2021 (Lusa) – O secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acusou hoje o Governo de fazer propaganda com a vacinação contra a covid-19, afirmando que há muitas pessoas que estão na primeira linha de combate à pandemia que não foram vacinadas.

“Não adianta e é totalmente inqualificável esta atitude de dizer que se vai vacinar os senhores professores – que aliás [somos] totalmente de acordo quanto a essa matéria - quando se sabe que muitas das pessoas que estão na primeira linha ainda nem sequer foram vacinadas”, disse o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha.

Jorge Roque da Cunha, que falava em declarações à Lusa após o encerramento do XIII Congresso do SIM, disse que, neste momento, só cerca de 75 a 80 % dos médicos, 20% dos elementos da PSP e GNR e cerca de 25% dos bombeiros estão vacinados.

“Não adianta, não vale a pena, não faz sentido preocupar-se unicamente com tirar a fotografia e deixar centenas, milhares desses profissionais por vacinar”, disse o dirigente sindical, hoje reeleito para mais um mandato de três anos, com 126 votos a favor e zero brancos.

Além disso, só cerca de 10% das pessoas com mais de 80 anos têm as duas inoculações e cerca de 40% têm uma inoculação, acrescentou.

Jorge Roque da Cunha diz que ao falar em alargar a vacinação aos professores o Governo “está a criar expectativas” e a criar “uma pressão imensa junto dos serviços de saúde”, afirmando que os médicos, “em vez de estarem preocupados a tratar os seus doentes, estão a responder e a tentar justificar a propaganda do Governo”.

“Mais vale o Governo deixar de fazer propaganda em relação a esta matéria e ser verdadeiro. Não há vacinas. Só é possível vacinar estes grupos, incluindo os grupos de risco, daqui a dois, três ou quatro meses”, defendeu.

O dirigente sindical reclamou, por outro lado, um reforço de médicos, para “colmatar aqueles que saem” e para que possam libertar os médicos de família de atividades que não têm a ver com o acompanhamento dos seus doentes.

“As pessoas que não estão a ser acompanhadas por parte dos médicos de família na sua vigilância, a responsabilidade é do Ministério da Saúde. As pessoas, particularmente em Lisboa e Vale do Tejo, que não estão a ser vistas por especialidades hospitalares, feitas as suas cirurgias em unidades hospitalares, a responsabilidade é do Governo, que proibiu a atividade programada. Em vez de se preocupar em fazer demagogia, [o Governo] devia estar a tentar resolver estes problemas”, defendeu.

Jorge Roque da Cunha diz que este investimento na contratação das pessoas, tem de ser acompanhado por um investimento nas infraestruturas.

“Nós queremos é impressoras nos centros de saúde. Queremos que os dados que são identificados nos laboratórios sejam colocados no sistema. Queremos que os nossos doentes recebam os meios complementares de diagnóstico de forma digital em vez de ser em papel”, disse.

A proteção dos médicos é outra das preocupações do SIM, tendo em conta que, segundo o responsável sindical, “há locais no nosso país onde os médicos continuam a correr risco por falta de equipamentos de proteção”.

O secretário-geral do SIM voltou, também, a defender a criação de uma comissão para identificar “os erros, os atos e as omissões e a tentativa de utilização política da pandemia, particularmente numa primeira fase”.

 

JDN // SF