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BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

BAIÃO CANAL | Jornal N.º 18 - Outubro 2021

ESCÂNDALO SOCIAL! | Paulo de Morais

Paulo de Morais

Com esta vaga de frio, em tempo de pandemia, com problemas sanitários, económicos e sociais, os portugueses não têm sequer recursos para pagar o aquecimento em suas casas! As más condições habitacionais agravam as doenças respiratórias, debilitam as pessoas, principalmente os idosos, pobres e doentes crónicos.

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Para acabar com estas dificuldades, urge, duma vez por todas, BAIXAR O PREÇO da ELECTRICIDADE. E o IVA! Nada justifica que a factura de eletricidade seja tão elevada. Os consumidores pagam, além do consumo de energia, outros custos, que vão da taxa de radiodifusão até às rendas milionárias do sector energético, o imposto especial sobre o consumo de electricidade. Acresce ainda o IVA máximo, a 23%, num País cuja Constituição determina que os impostos sobre o consumo "devem onerar os produtos de luxo". Considerar a electricidade um luxo, em tempo de frio e pandemia, é um ESCÂNDALO SOCIAL!

Paulo de Morais

 

A DIFERENÇA | Jaime Froufe Andrade

Jaime Froufe Andrade jornalista escritor

A diferença

A Redacção vivia dias empolgantes, mas também ansiosos. Trabalhava-se com afinco e entusiasmo, na preparação de um novo jornal. Em tempos de ditadura, o velho "Diário do Norte" , vespertino do Porto, acabara a sua publicação. Defensor patético do regime, tornara-se da cor da cinza, deixando de interessar os próprios leitores situacionistas. Em sua substituição, preparava-se um jornal novo, a expensas de um banco da Invicta. 
Para director foi convidado o Dr. Alberto Uva, um algarvio que fez carreira de professor na capital do Norte. Era homem afável, um gentleman de escrita elegante. A Redacção
que dirigiu ancorava em jornalistas de reconhecida competência. Era o caso do
Rodrigues Alves que assumiu a chefia, do Abílio Valle Fernandes, do vibrátil Arsénio
Mota a quem se deve a belíssima tradução do "Confesso que vivi" de Pablo Neruda.
Alguns jornalistas do extinto "Diário do Norte" foram também repescados. Foi o caso do Devesas, do Sarrasqueiro ocupado com a Secretaria, e de um ou outro humilde
plumitivo. Numa mescla bem urdida, o corpo redactorial integrava ainda jovens
universitários, homens e mulheres, vindos directamente da Faculdade de Letras do
Porto. 
Acima de todos, até do próprio director, pairava a figura de Metzner Leone. Homem de
extrema direita, dele se dizia, não sei se com verdade ou não, ter sido espião duplo
durante a segunda guerra mundial. Brilhante na escrita, brutal no trato, conhecedor
profundo do jornalismo, que cultivou durante anos no Brasil, ditador por vocação,
trabalhador eficiente e deficiente no carácter, assim ele era. Inspirava, simultaneamente,
admiração e medo. Foi com ele que me defrontei, no dia em que decidi tornar-me
jornalista.
Entrei cedo nas instalações do jornal, localizadas na Rua Álvares Cabral, um pouco a baixo da antiga sede do velhinho Salgueiros, simpático clube de bairro da cidade. Disse ao
porteiro ao que ia. Momentos depois tinha Metzner Leone pela frente. Alto, grisalho,
carrancudo, trovejou: «Não há vagas, a Redacção está completa. Mas se quiseres há
uma hipótese na Revisão». Com a guerra colonial ainda à flor da pele, fiquei em brasa.
Decidi-me por um golpe-de-mão. Imperioso era apanhar o inimigo de surpresa. 
Com falsa modéstia aceitei a proposta para revisor. Diante de mim tinha agora um texto
enxameado de gralhas para detectar e corrigir. Com espanto, uma jovem jornalista
encarregada de vigiar a prova, viu-me pôr de lado o texto das gralhas e sobraçar uma
resma de folhas A4, os chamados linguados, ou laudas, na gíria do jornalismo. 
Inebriado pela adrenalina, lancei-me numa escrita desenfreada, num ataque feroz à
forma como fora recebido. Perorei também sobre os maus caminhos que o País teimava
em trilhar e das pessoas que, colocadas em lugares-chave, ajudavam a manter vivo todo
esse desvario... 
Também deixei conselhos: que nunca mais ali voltem a impedir alguém de fazer provas
para jornalista sob o argumento de o quadro estar completo. E se aparecer um
predestinado, conforme era o meu caso?  Terminei a demolição da coisa de forma
surpreendente: anunciei a minha disponibilidade para integrar a Redacção. Ao fim de
dez minutos raivosos, levantei-me, entreguei as folhas à estupefacta jornalista e saí de
queixo levantado.

Ao entrar em casa, deram-me a notícia chegada pelo telefone: «Um senhor com voz de
importante mandou-te estar às oito horas da manhã, no "Diário do Norte" ...» O golpe- de-mão, fulminante como eles se querem, tinha resultado. Afinal sempre iria fazer
provas para jornalista.
Passado o primeiro entusiasmo, uma dúvida: não seria aquilo um ajuste de contas? Uma
oportunidade para uma troca de palavras azedas testemunhadas por algum informador
da Pide? Naquele tempo era assim que se pensava. Mas fui...
«Anda comigo». Senti-me como rês a caminho do matadouro. Levou-me para a
Redacção, àquela hora repleta. Os jornais vespertinos começavam a laborar muito cedo.
Começou por dizer. «Ouçam o que este chico esperto nos escreveu». E pôs-se a ler o
meu texto, enfatizando as partes mais gravosas. No final, deu-me razão naquele ponto
em que eu entendia nunca se dever negar provas a candidatos a jornalistas. Depois
passou ao ataque, informando-me que me iria sujeitar a três testes. O objectivo não o
escondeu: «Como não gosto de chicos espertos quero ter o gozo de te ver falhar e pôr-te
no olho da rua...»
Os testes eram provas práticas: uma notícia que fosse "cacha" com pouco tempo, diga-se, para a descobrir e redigir; uma entrevista também com apenas uma manhã para a
realizar e escrever, e a terminar, uma crónica em quinze minutos. A minha necessidade
de vencer a soberba  daquele brilhante e intratável senhor revelou-se superior às
dificuldades das provas. Na guerra dizia-se que a sorte protege os audazes. Também
dela beneficiei.  Diria que, pela primeira vez, Metzner Leone me olhou a sério ao dizer-me em tom solene: «És dos nossos. Ficas cá».
Passei então a integrar a Redacção e a dizer aos amigos, com vaidade, que era jornalista.
Fiquei na secção chefiada pelo Abílio Valle Fernandes que, pacientemente, me
ministrou preciosos ensinamentos sobre o ofício. Entretanto, íamos fazendo o chamado
jornal-piloto de que eram impressos reduzido número de exemplares. E que fantásticos
eles eram! Como essas edições-piloto não vinham para a rua, não passavam pela
censura. Deslumbrados, sobretudo as e os jovens jornalistas, escreviam à vontade sobre
o triste fadário de um país atrasado e acabrunhado.
Durou pouco esse meu primeiro contacto com a profissão. De forma inesperada,
confrontámo-nos uma manhã com um comunicado da administração a informar que se
encontrava suspenso o projecto do novo jornal. Machadada terrível na vida das pessoas
que, iludidas por melhores remunerações, se despediram dos antigos empregos. Nessas
horas de frustração e até desespero, lembro-me do conselho do Arsénio Mota, o tal do
"Confesso que vivi": «Foge disto. És novo, arranja outra profissão. O jornalismo é uma má amante», conselho que afinal não segui. Entretanto, teria de dizer aos amigos, agora
sem vaidade, que já não era jornalista.
Exumei esta história de passado distante no dia do nascimento do "Baião Canal Jornal".
Não foi por acaso. Quis estabelecer um paralelo de um Portugal de dois tempos.
Lembrar aos outros e a mim próprio de como são incomparáveis essas duas eras.
Valorizar a diferença que existe entre ditadura e obscurantismo e liberdade de
pensamento e de expressão. 

Numa época em que forças de extrema direita se movimentam à luz do dia, a valorização e a preservação dessa diferença essencial é, seguramente, meta para este
novo meio de comunicação que hoje nasce.

froufe.andrade@yahoo.com

Jaime Froufe Andrade ( Jornalista, escritor )

O autor não escreve segundo o novo acordo ortográfico

PANDEMIA E SAÚDE MENTAL – UMA LUTA CONTRA O MEDO | Rita Diogo

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Esta primeira crónica não podia fugir ao tema do momento: a pandemia e saúde mental. Nunca se ouviu falar tanto de saúde mental como durante o ano de 2020. O olhar sobre os problemas de saúde mental parece dominar as temáticas em vários setores da sociedade. Mas quando nos referimos a saúde mental de que falamos, afinal? Segundo a Organização Mundial de Saúde, a saúde mental é um estado de bem-estar no qual o indivíduo exprime as suas capacidades, enfrenta os stressores normais da vida, trabalha produtivamente e de modo frutífero, e contribui para a sua comunidade (WHO 2001). A saúde mental é parte integral da saúde, é mais do que a ausência de doença, e está intimamente ligada com a saúde física e com o comportamento. A saúde mental é a base do bem-estar geral. De facto, não existe saúde sem saúde mental.

Em março de 2020, a comunicação social anunciava o primeiro caso de Covid19 em Portugal. A infeção por SARS-CoV-2 tinha chegado ao nosso país. Poucos dias depois era decretado confinamento obrigatório e a nossa vida mudava radicalmente, sem que o tivéssemos previsto ou desejado. As crianças e jovens aprenderam a partir de suas casas, através de plataformas digitais e da telescola reinventada, os adultos tiveram que adaptar as suas vidas a esta nova realidade, ficando em teletrabalho e transformando as suas casas em locais de trabalho, em locais de estudo, acumulando no mesmo espaço a vida profissional, escolar, pessoal e familiar. Muitos fecharam os seus negócios ou ficaram desempregados. Todas as rotinas sofreram uma mudança radical. Estávamos a enfrentar a maior crise económica, social e de saúde das nossas vidas. De um momento para o outro sentimos que fomos postos à prova, desafiados a testar as nossas capacidades de adaptação, resiliência e superação. Independentemente da pandemia, existem e existirão sempre pessoas mais vulneráveis do ponto de vista da saúde mental. A rotina diária, o trabalho, as relações e interações sociais funcionam como fatores de proteção e a sua rutura traduz maiores vulnerabilidades. O medo de um vírus desconhecido, a reação emocional ao perigo, a ativação emocional à mudança imposta foram uma constante durante grande parte do ano de 2020. Houve um decréscimo do nosso bem-estar e um aumento do stress e dos problemas ligados à saúde mental e uma maior fragilidade social.

É normal sentir medo e ansiedade face a toda esta incerteza, estranho seria não o sentir. As emoções podem apoderar-se de nós e é importante reconhecer que é expectável que elas surjam. Temos de as controlar e não deixar que sejam elas a controlar-nos. Procurar analisar e compreender o estado emocional que vivenciamos é o primeiro passo para controlar as emoções. Os seres humanos são criaturas sociais e o isolamento social é algo desconhecido e novo. Portanto, uma quantidade significativa da população tem dificuldade em ajustar-se a essa nova situação devido à perda de controlo, havendo uma sensação de desamparo. Como resultado, esse desamparo pode ter um sério impacto na saúde mental das pessoas e pode ser verdadeiramente esmagador. Este stress pode contribuir para a manifestação de transtornos de ansiedade, como transtorno do pânico, transtorno de ansiedade generalizada e fobias. Além disso, pessoas que já sofrem de distúrbios bipolares, psicose, transtornos obsessivo compulsivos e distúrbios alimentares podem ter uma maior taxa de recidivas. A Covid-19 pode levar a temores pela nossa saúde e pelos nossos entes queridos, distúrbios do sono e da alimentação, dificuldade de concentração, aumento do abuso de substâncias e agravamento dos problemas crónicos de saúde. Estes aspetos aliados a um decréscimo das respostas pelo cancelamento ou adiamento das consultas de saúde mental são terreno fértil para uma sociedade que adoece.

As palavras que usamos condicionam a forma como pensamos e sentimos. Portanto, não falemos de distanciamento social, mas sim de distanciamento físico. Não pensemos em isolamento, pensemos em proteção. Não nos centremos na crise, mas antes em oportunidades. Esta não é a altura para nos fecharmos e isolarmos, temos de manter os contactos sociais e de falar abertamente com quem nos é próximo sobre o que nos preocupa e sobre como podemos lidar com isso. Esta não será a altura para desistir e ceder à incerteza ou ao medo. Importa não esquecer que o medo é protetor e a coragem não é a ausência do medo, mas sim a capacidade de fazer o que precisa de ser feito apesar do medo. Não podemos controlar o futuro e as adversidades, mas podemos controlar a forma como lidamos com elas.

O estigma em relação a saúde mental continua a existir, também acentuado pela pandemia. É preciso informar mais as pessoas sobre a literacia em saúde mental. Continuar a informar e formar a comunidade. A aposta deve ser na educação e, por isso, a saúde mental tem que ser abordada nas escolas. É preciso investir em serviços de saúde mental, melhorar a resposta à população, porque o que se verifica, infelizmente, é que as pessoas que têm apoio são as que reúnem condições financeiras para pagar, perpetuando as desigualdades. É preciso mudar o paradigma, prevenir mais e remediar menos. A instabilidade decorrente da incerteza quanto ao futuro, o medo de perder o emprego, a distância física de familiares e amigos imposta pela pandemia, a exaustão emocional e física a que muitas pessoas chegaram nesta fase, veio contribuir para um acentuado desequilíbrio no bem-estar. As pessoas estão cansadas, com pouco espaço para empatizar e sentir as necessidades do outro. Por tudo isto, é imperioso começar a transmitir mensagens mais positivas, sem alusão ao medo, potenciando a esperança e a positividade. É neste contexto que desejo, a todas e a todos os leitores, um excelente 2021 com a expetativa que as aprendizagens que fizemos, que as mudanças que fomos capazes de operacionalizar nas nossas vidas e que o nosso crescimento pessoal, irão dar frutos na luta contra a pandemia e contra o medo.

Rita Diogo ( Psicóloga )

SUCESSOS E INSUCESSOS DA E NA ESCOLA | Odete Souto

 

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Fala-se, frequentemente, dos problemas da escola, do insucesso e do abandono escolares, como se isto fosse algo que se reduzisse à classificação dos/as alunos/as. E feita esta análise, coloca-se a tónica no/a professor/a que não ensina, no/a aluno/a que não aprende, nos pais que não acompanham os/as filhos/as, enfim, um conjunto de visões simplistas, tentando individualizar as causas de um problema que é em si complexo, e que só pode ser analisado na sua multidimensionalidade e complexidade. É evidente que, sendo a educação constituída de factos e de senso comum, os discursos do senso comum têm que ser valorizados, mas procurando sempre percebê-los em contexto, discutindo e reflectindo sobre os seus fundamentos, os fins a que servem e aquilo que legitimam.

Facilmente se percebe que as leituras sobre a escola, sobretudo a pública, centram-se essencialmente nos dados estatísticos do “insucesso” dos/as alunos/as e nos do “abandono precoce” da escola, parecendo querer reduzir a função da escola à obtenção de resultados positivos e ao cumprimento de uma escolaridade obrigatória de doze anos. 

O “sucesso” define-se, em termos comuns, como êxito, como um resultado feliz, no sentido em que obteve bons resultados escolares, isto é, boas classificações. O “insucesso”, ao contrário, reporta-se à falta de eficácia, ao fracasso, a um mau resultado. Também na escola se centra a noção de sucesso e de insucesso nos resultados que são classificações e níveis positivos ou negativos em fichas de avaliação, em exames, na avaliação de final de período, de ano ou de ciclo. Ficam de parte todos os “sucessos” alcançados por cada aluno/a, ao longo do processo, não se tendo em atenção a desigualdade que existe no ponto de partida, limitando a avaliação ao ponto de chegada. Acredito que o sucesso não é igual para todos/as. Considero que há muito mais sucesso no caso de alguém que parte em desvantagem, seja ela cultural, económica, social, familiar, e consegue resultados quantificáveis médios do que noutros casos em que a partida é bastante vantajosa e se atingem resultados ditos de “excelência”.

 Para além disso, na prática, ficam de fora os sucessos que não são quantificáveis, relacionados com a formação integral dos/as alunos/as, o seu desenvolvimento pessoal, a formação da sua identidade, da sua cidadania, as relações que estabelecem com os outros, formal e/ou informalmente.

 Maria Odete Souto ( Professora )

PORTO CIDADE | José Cid

José Cid | Porto Cidade"Porto-Cidade", a música é baseada num poema de Arnaldo Trindade, editor de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, e conta com a melodia e arranjos do portuense Betó Souza-Pinto.

"Porto-Cidade, bela mulher. Só ama quem ela quer! Loura distante, frígida amante, que grita de paixão: É São João!" pode-se ouvir no refrão cantado pelo músico, que gravou o vídeo do tema com uma vista privilegiada para o Rio Douro.

Durante a música, José Cid faz ainda referência, em alguns dos versos, a várias zonas emblemáticas da cidade, caso das ruas de Santa Catarina, Formosa e da Alegria, o Bonfim, a Foz, a Ribeira e as Fontainhas...

José Cid ( Musico )

E AÍ ESTÁ  2021... | DUAS DE LETRA | Lourdes dos Anjos

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O SENHOR ESTEJA CONNOSCO MEU POVO.

 Vamos lá dar ao pedal  para aquecer a "ossadura"porque o frio dizem que conserva as carnes mas também as  deixa um bocado "encarquilhadas" e neste novo ano 2021 precisamos de ter tudo firme e hirto para dar a volta a tantas misérias que por aí se passeiam cantando e rindo do pessoal.

Para já obrigada ao Carlos Magalhães que gosta de pessoal capaz de  estragar as  suas excelentes iniciativas e portanto toca a convidar -me para o BAIÃOCanal/JORNAL.

CÁ ESTÁ A CATRAIA TRIPEIRA ...vamos à vida! Toca a levantar a crista e seguir em frente.

2020 foi o ano da menina Pandemia. Chegou e arrasou.

Despiu-se, seduziu os mais velhos, embrulhou-os mansamente  nuns panitos e ainda recebeu uns trocos das funerárias que não tinham mãos a medir e, numa pressinha, servia o 41 para magros e gordos, altos e baixos e siga...para a  sede da sociedade dos PÉS JUNTOS.

Que boa ideia carago...arrumou-se, do lado de lá, nos cofres do Estado, uma boa maquia porque o pagamento de muitas reformas ficou sem efeito e no poupar é que está o ganho.

Em 2020 foi testado o SNS porque o senhor António Arnaut sonhava alto , era poeta e achava que a saúdinha devia ser  Boa, Bonita e Barata  e...para todos.  Tenha juízo, senhor António, muito juízinho! E os privados, coitados!? Os pobres  Trofas e os Póvoas e os Alguidares de Baixo?

 Juízo, gente. Juizinho...Vamos lá fazer uns seguros de saúde PRIVÉ que isto não é pão pra malucos.Estão a ver como os centros de saúdinha  e os fundos inflamados  de saúde são coisa pouca para tanto povo a borrar a fralda? O António, o Arnaut tinha a mania...e o Ti João, o Semedo, queria ser um gajo Sem Medo e depois armaram-se em Boas Pessoas ! COITADITOS DOS HOMEZINHOS!

Acreditem que somos amigos do povo...do povo que  pode pagar  as favas ao dono.

 Mas, 2020 foi um ano do caraças.CONSEGUIMOS... mas andamos 11 meses gemendo e sofrendo neste vale de lágrimas

 Mas, em 2020, mesmo nos finalmentes ainda vimos coisas muito sérias:Vimos  "Cabritas por Cordas" mais uns "Passos de Dança" a ensaiar na TV e ...haja deus...inté uma "Múmia  Escavacada" veio botar faladura em nome da "santíssima libardade".

 Mas, 2020 foi um ano fabuloso.Vila Nova de Ourém teve, milagrosamente, muito menos ourinho  para mandar pró Vaticano mas  rompeu-se menos o cimento do recreio do santuário com o pessoal a rastejar com velinhas na mão e descobriu-se, finalmente, o milagre das notas das Santas Casas da Misericórdia de  fazer palácios sem  ter  de aturar os  sócios pagantes!

2020 foi o ano da greve de fome dos cozinheiros da alta roda porque não pagaram à EDP  e depois recorreram ao circo de S.Bento para receberem mais umas "crouas" pela palhaçada 

Mas 2020 foi ainda o ano supremo do Humanismo, da Solidariedade,  da Verdade, da Honra, do Exemplo Vivo do Tempo  de Natal tudo feito na paz dos anjos do SEF que abriram as portas deste novo Portugal comandado por Venturas e outras religiões que alaparam a ceira na ASSEMBLEIA DESTA REPÚBLICA. das Andorinhas como mostram as iniciais da tal ORGANIZAÇÃO HUMANITÁRIA AEROPORTUÁRIA

  Por isso ...Vai-te 2020...e que entre 2021 mas que entre com os dois pés  desinfetados e bem assentes no chão, porque pra melhor está bem, para todos e está bem pra mim  mas pra pior já basta assim.

Lourdes dos Anjos ( Professora, escritora )

PROVA DE VIDA | Arnaldo Trindade

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O QUE TEM A VER EPIDEMIA COM POESIA

Natal é nascer
nascer é viver
viver é morrer
morrer é reviver

Sem peste nem guerra
para o progresso não há teste
assim como sem dor
não há verdadeiro amor

Para saber escrever
tem que se sofrer
não há civilização
sem uma ressurreição

para tudo isto se saber
necessário foi um deus morrer
mesmo assim não dá para entender
o que tem a epidemia a ver com a Poesia

Arnaldo Trindade

"A mais bela forma do falar"

"A mais bela forma do falar"

 

 

 

CONSULTÓRIO JURÍDICO: Contraordenações Rodoviárias José Carlos Martins

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As contraordenações rodoviárias são classificadas em contraordenações leves, graves e muito graves. São contraordenações leves as sancionadas apenas com coima e são contraordenações graves ou muito graves as que forem sancionadas com coima e com sanções acessórias.Pela relevância que têm na vida de qualquer cidadão que seja condutor, deixamos aqui alguns exemplos de contraordenações graves e muito graves:

Graves:

- O trânsito de veículos em sentido oposto ao estabelecido;

- O excesso de velocidade, praticado fora das localidades, superior a 30km/hora sobre o limite legalmente imposto;

- O excesso de velocidade, praticado dentro das localidades, superior a 20km/hora sobre os limites legalmente impostos;

- A paragem ou estacionamento nas bermas das autoestradas;

- A condução sob influência de álcool, quando a taxa de álcool for igual ou superior a 0,5g/l e inferior a 0,8g/l.

Muito graves:

- O estacionamento de noite, na faixa de rodagem, fora das localidades;

- A utilização dos máximos de modo a provocar encadeamento;

- A entrada ou saída das autoestradas por locais diferentes dos acessos e esses fins destinados;

- O excesso de velocidade, praticado fora das localidades, superior a 60km/hora sobre o limite legalmente imposto;

- O excesso de velocidade, praticado dentro das localidades, superior a 40km/hora sobre os limites legalmente impostos;

- A condução sob influência de álcool, quando a taxa de álcool for igual ou superior a 0,8g/l e inferior a 1,2g/l;

- A condução sob efeito de substâncias psicotrópicas.

A sanção acessória aplicável aos condutores pela prática de contraordenações graves e muito graves, consiste na inibição de conduzir.

A sanção de inibição de conduzir tem a duração mínima de um mês e máxima de um ano, ou mínima de dois meses e máximo de dois anos, consoante seja aplicável, respetivamente, às contraordenações graves ou muito graves.

Se a responsabilidade for imputada a pessoa singular não habilitada com título de condução ou a pessoa coletiva, a sanção de inibição de conduzir, é substituída por apreensão do veículo por período idêntico de período de tempo.

Para além da sanção acessória, a prática de contraordenações graves ou muito graves, determina a subtração de pontos ao condutor, nos seguintes termos:

- A prática de contraordenação grave implica a subtração de três pontos se esta se referir a condução sob influência de álcool e/ou de excesso de velocidade, e de dois pontos nas restantes contraordenações graves;

- A prática de contraordenação muito grave implica a subtração de cinco pontos se esta se referir a condução sob influência de álcool e/ou excesso de velocidade, e de três pontos nas restantes contraordenações graves.

Para terminar, é necessário esclarecer um mito: é expressamente proibido a atribuição de qualquer percentagem do produto das coimas aos agentes autuantes.

 

José Carlos Martins ( Advogado )

Arquivo

“ISTO NÃO É UM PAÍS, ..." | Natércia Teixeira

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“Isto não é um país, é um sítio e ainda por cima, mal frequentado!”

Almada Negreiros nasceu há quase 128 anos, desconheço o contexto em que proferiu esta citação e não acredito que lhe ocorresse que, quase um século passado, ela fosse a legenda perfeita para esta imagem e para a situação de que falo.

Um amigo, com um sentido de humor muitíssimo apurado e muito lúcido, disse-me uma vez, que o problema da humanidade era o frigorifico.

Não consegui assimilar de imediato o alcance da brincadeira nem a seriedade da afirmação, mas, no decorrer da conversa, compreendi o quanto ele estava certo.

Foi indiscutivelmente, a partir do momento que nos tornamos capazes de acumular que nos tornamos avaros e foi nesse ponto que perdemos o bom senso e a noção dos limites.

Foto

É incompreensível que, em pleno século XXI, sejamos confrontados com imagens como esta, é indesculpável que isto tenha sido possível e vergonhoso que pessoas supostamente educadas tenham atitudes que roçam a barbárie.

Os dezasseis energúmenos que por desequilíbrio emocional, por ganância e desumanidade tiraram a vida a 540 animais, não vão ter nenhuma epifania que os faça entender a miséria de seres humanos que são. Cabe-nos, portanto, a responsabilidade de nos mobilizarmos, criarmos grupos de pressão e fazermos escolhas políticas conscientes que espelhem a vontade dos muitos que querem ver efetivadas alterações a leis completamente anacrónicas.

Este é um caso em que nem tudo o que é legal está certo.

Este é um caso em que a vergonha me rouba as palavras.

Como disse, desconheço as circunstâncias em que o nosso ilustre artista plástico e escritor proferiu tais palavras mas, seguramente, o sentimento que as motivou é o mesmo.

Arrisco dizer que assim, isto não é um mundo, é um sítio e ainda por cima, imundo!

Natércia Teixeira

ROMANTISMO (1º) | Manuel Cardoso (Paradela)

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Olá caros leitores.

Escolhi este título para este artigo, para dar resposta um amigo que resolveu desassossegar o meu descanso.

Quem me conhece saberá que uma das minhas paixões é a música, o que ela é, o que representa, como se manifesta, como se transmite e como as outras artes foi evoluindo ao longo do tempo.

Hoje vou falar muito resumidamente do movimento romântico, que irá imprimir na Europa Sec. XIX um novo estilo, e uma nova orientação à política, à sociologia à filosofia as artes e entre elas à música.

O romantismo inicia-se num dos períodos mais agitados da história europeia, é o pós-revolução francesa.

O Sec. XIX como filho da revolução tem também como efeito permitir a cada individuo tomar consciência da sua liberdade pessoal e da sua existência própria como individuo.

O início do Romantismo na música pode, contudo, ser arbitrariamente situado nos primeiros anos do sec. XIX, pela época em que Beethoven compunha as primeiras sinfonias. Mas quando Beethoven fez ouvir em Viena a sua 5ª e 6ª sinfonias já Weber com 22 anos compusera 5 óperas e duas sinfonias, Schubert com 11 anos maravilhava os vienenses os seus dotes musicais, Berlioz tinha apenas 5 anos e os restantes românticos não haviam nascido. Vinte anos depois Beethoven, Schubert, Weber já haviam falecido, Chopin começava a fazer-se ouvir e Liszt já adquirira reputação europeia com o seu virtuosismo no piano.

O período romântico musical será aquele que se estende durante um século, mais exatamente entre 1814 a 1914, data da primeira guerra mundial, a partir do fim da qual se inicia o modernismo e com a entrada em cena de Schonberg, com a sua emancipação da dissonância.

Manuel Cardoso (Paradela)

QUE SEJA A 1ª DE MUITAS … | Carlos Magalhães

1ª pedra

Na manhã do dia 8 do corrente, teve lugar a cerimónia de lançamento da 1ª pedra daquele que virá a ser o CRO (Centro de Recolha Oficial De Animais) de Baião e Resende, que contou com a presença dos Presidentes das duas Câmaras Municipais.

Esta infraestrutura vai situar-se no concelho de Resende, mais propriamente na Quinta de Brinces, União de Freguesias de Felgueiras e Feirão. A obra terá um custo aproximado de 500 mil euros e um prazo de execução  de 360 dias.

Esta infraestrutura é comparticipada pela Direção Geral das Autarquias Locais no valor de 100 mil euros sendo o restante assumido pelas duas autarquias, em partes iguais.

O novo CRO vai dispor de instalações sanitárias, de salas de espera, de enfermaria, de salas de vacinação e de recobro, assim como um hall coberto, um hall multiusos e 30 boxes de alojamento. Haverá boxes para animais de grande porte, para gatos, para cães, salas de preparação de alimentos, de higienização, de lavagem de material, de quarentena e de resíduos.

Disporá ainda de pátio de recreio.

A infraestrutura terá uma área total de construção de 793 metros quadrados e capacidade para acolher 120 cães e 36 gatos.

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Carlos Magalhães

Fotos: Municipio de Baião

OS PEQUENOS TAMBÉM SÃO GRANDES | Aníbal Styliano

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Que 2021 traga boas novidades para o desporto.

O desporto não se mede aos palmos mas pelas marcas positivas que perduram. Com a globalização vai-se perdendo
proximidade local. Uma rua, um bairro ou freguesia eram os destinos iniciais. A proximidade entranha-se e eterniza-se. Nascem amizades que perduram.
Um dos meus clubes, onde vesti pela primeira vez a camisola oficial para jogar (o extinto Sport Progresso), como tantos outros pelo país, nasceram com força, por todo lado, no final da Monarquia e início da República. Como origem, o cimento da coragem.
Cidadãos e cidadãs criaram espaços de debate, de construção de alternativas, de extensão do conceito de amizade.
Primeira obra notável, o “nascimento” das sedes, a casa para servir todos. Os momentos mais significativos para cada família organizavam-se aí. Depois a organização de processos eleitorais, distribuição de pelouros e responsabilidades e a sempre complexa capacidade em obter fundos para cobrirem as despesas. A cidadania em exercício.
O cartão de sócio funcionava com orgulho como identificador com sabor especial. Como foi possível organizarem secções para diversas modalidades? Com trabalho, com visitas porta à porta e unindo as populações, numa entrega de excelência. Se houvesse um problema, a tarefa para o tentar solucionar passava pelo trabalho coletivo. Quando miúdo, durante a semana, via os funcionários do talho, da mercearia, do café, dos seguros e escritórios e muitos mais que, nos domingos, se transformavam em heróis enormes, dentro das 4 linhas. As cores dos equipamentos, os emblemas e insígnias, nasceram com afeto e numa lógica especial que une e se entranha. Ainda hoje sinto o “mundo” onde aprendi a escolher os caminhos sem esquecimentos. Todas as tarefas que um clube exigia eram desempenhadas com dedicação. As horas dedicadas ao clube, em horário pós-laboral, atingiam um grande volume e responsabilidade. Por outro lado, a convivência entre todos (dirigentes e sócios não estavam em patamares diferentes, porque o foco era o clube). Reuniões debatidas com calor mas nunca desvalorizando o essencial: como manter e até crescer com sustentabilidade? De atletas jovens a seniores, passando por cargos nos Órgãos Sociais era percurso comum; assim como os clubes mais poderosos terem a sua base de recrutamento nos clubes mais humildes, onde se aprenderam as bases e a motivação para o desporto e para a vida.
As horas dedicadas ao clube, as iniciativas organizadas, a festa do aniversário, eram momentos de grande e sentida solenidade. Os campeonatos distritais atingiam qualidade elevada, surgiram depois os campeonatos amadores e um aumento de praticantes que foi exemplar, para valorizar a função do desporto e da solidariedade. Aí se fundamentou
a noção integrada de equipa como identidade. Recordo a inauguração da luz artificial e do jogo com o Infesta (rivalidade por vizinhança), como também muitos dos amigos que partiram… Pertencer a um clube desses deveria ser a lógica inicial. Contudo, a evolução dos tempos revelou profunda mudança: uma elitização de competições (negócio a comandar, adulterou prioridades) e uma redução forte que se abateu sobre os campeonatos locais. À medida que se avança, surgem jogadores e clubes fantásticos, com proezas cada vez mais mediáticas para além do jogo, os adeptos centram-se nas “estrelas” e perdem origens. Pensar global e agir local, inverteu o sentido e empobreceu o conceito. Muitos de nós, quando nos tornamos jogadores profissionais, sempre que era possível cumpríamos a obrigação de dizer “presente” quando a nossa colaboração fosse útil.
Como vamos iniciar mais um ano, desejamos que seja possível retomar percursos e valores indispensáveis.
Homenagear clubes, criar condições que evitem a sua extinção (realidade contínua sem o cuidado merecido), apoiar projetos de crescimento e maior ligação com as autarquias e escolas, procurando atrair os jovens para prática desportiva, sem grandes deslocações e perdas de tempo.
Neste primeiro texto deixo uma sugestão:
- Criar o Dia do Dirigente Desportivo Benévolo (com Estatuto definido).
Como homenagem ao seu trabalho em prol dos clubes, lutando sempre contra muitas dificuldades e praticamente sem apoios. Os clubes merecem que a democracia, que também ajudaram a reforçar, seja eficaz e não inverta as pirâmides do poder: clubes com muitas despesas, exigências institucionais e sem receitas para poder continuar. Ondereside a solidariedade do futebol profissional para com o futebol “amador” (termo que perdeu uso e que tinha uma dimensão fantástica)?
Libertem os pequenos clubes de amarras que destroem, porque a sua obra é gigantesca, específica e indispensável.
O clube pode estar na base da organização desportiva, mas a sua importância tem de estar no topo em função do trabalho que desenvolvem como escola de cidadania.
Bom ano para todos.
Aníbal Styliano ( Professor, comentador )

POLÍTICA | Dar Vida à Esperança (JSD)

 

Baião Canal  Política JSD.jpgDeparamo-nos hoje com um “admirável mundo novo”, que consigo nos trouxe perigos, riscos e ameaças ao nosso modelo de sociedade. Poderão pensar: “lá vão eles falar novamente da Covid-19”. Não, hoje quero falar de um outro vírus. Daquele tipo que já contamina as nossas ruas há alguns séculos e mina diariamente o nosso sistema democrático. Falo-vos de populismo, eleitoralismo, demagogia e lógicas de poder, que nada mais servem do que grupos específicos e pessoas em particular. Este é o verdadeiro responsável pelo descrédito que impende sobre a classe política e leva ao crescente alheamento dos cidadãos, arrastados pela força das máquinas partidárias e das lógicas de poder instaladas por todo o nosso território. Sendo essa “mão” por vezes visível aos olhos de todos, que nos tem vindo a afastar dos atores políticos e a negligenciar o tão necessário escrutínio democrático.

Tal realidade tende a acentuar-se nos pequenos territórios, nomeadamente, nos municípios de baixa densidade e com diminutos níveis de desenvolvimento económico e social, mormente quando o caminho escolhido assenta na ideologia e não no efetivo e verdadeiro interesse dos territórios e daqueles que lá vivem. Vejamos dois exemplos paradigmáticos no que à estratégia e ao território diz respeito: Baião e Fundão.

Ambos os municípios se encontram situados em territórios ditos de baixa densidade ou, como muitos gostam de classificar do “interior” do país. Embora as características territoriais, geográficas e populacionais sejam idênticas, os números afetos ao seu desenvolvimento não poderiam ser mais díspares.Isto é, bastará olhar para os últimos dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), para evidenciarmos que Baião se vai mantendo na lista dos municípios mais pobres do país, com índices de poder de compra a baixo dos 60 pontos percentuais, enquanto do lado inverso, o Fundão apresenta indicadores de crescimento claros, aproximando-se já dos 80 pontos.Perguntará o leitor legitimamente: de onde emerge e resulta tal disparidade?

Sobretudo da estratégia adotada para o território, que naquele último se encontra focada na captação empresarial e na criação de riqueza efetiva e sustentável, através do contínuo investimento privado na região. Por outro lado, em Baião assiste-se a uma ininterrupta implementação de políticas protecionistas, centralizando e municipalizando a riqueza, o que tem vindo a dificultar o desenvolvimento do tecido empresarial e, consequentemente, a tornar os seus cidadãos cada vez mais dependentes do poder público. Repare-se que no Fundão cerca de 50% do emprego encontra-se, hoje , afeto a grandes setores de atividade económica, enquanto, em sentido inverso, a este nível, Baião apenas consegue assegurar uma percentagem residual de 10%.

Ora, tal factualidade terá impacto significativo na própria democracia, isto porque, é evidente que uma estratégia protecionista e de potenciamento da dependência pública, tende a viciar o próprio processo democrático, afinal de contas, haverá sempre alguma contenção no momento de enfrentar o nosso patrão.

Destarte, com este pequeno introito, já percebeu o leitor que Baião, embora seja um município constantemente esquecido noutras matérias, tem sido uma das regiões com um dos índices mais alarmantes de incidência de tal vírus! Aliás, os sintomas são já por demais evidentes, afinal de contas, poderíamos caracterizar uma estratégia que priorize a imagem e o isolamento político dos seus adversários de outro modo?

Num momento em que, a par com o resto do planeta, os nossos cidadãos, as nossas empresas e as nossas instituições sofrem diretamente as consequências advenientes das paragens forçadas, da diminuição de circulação e do decréscimo do próprio comércio, em Baião, este quadro sintomático tende a ser agravado por mais de uma década de políticas estatizantes e controladoras da nossa economia e da nossa pequena comunidade.

Como referimos, o nosso município, no que ao subdesenvolvimento diz respeito, continua a bater recordes diariamente, aliás, já somos, sem margem para contestação, o concelho mais pobre do distrito do Porto, sendo o nosso índice de poder de compra esmagadoramente inferior (quase vinte pontos percentuais!) ao município de Lousada que se encontra na posição imediatamente a seguir. Isto porque, ainda que assistindo na primeira fila ao esforço diário das nossas empresas e dos nossos empresários, em garantir o bom funcionamento das suas instituições, o nosso executivo camarário teima em arrastar, paulatinamente, o modelo social e económico baionense para um precipício, pois, procurando proteger um congênere poder régio,  tem vindo a recusar a adoção de políticas concretas para atrair investimento ou que visem a promoção de uma efetiva liberdade económica, capaz de abrir portas ao empreendedorismo das nossas gentes e de assegurar melhores condições de desenvolvimento e sustentabilidade.

No entanto, embora aqueles agentes políticos se encontrem contaminados com uma espécie de “cegueira ideológica” que os torna incapazes ou inaptos para lidar com a crítica, poderemos encontrar uma nova esperança para as terras Queirosianas. Porquanto, ainda que, enredo após enredo, alguns ainda procurem construir uma narrativa utópica e desfaçada daquela que é a realidade do nosso município, os factos serão sempre os melhores amigos da verdade, dando assim a garantia de uma nova vida à esperança dos baioneses que, com a mais firme das certezas, continuarão a lutar por um novo tempo e por um novo futuro para a nossa terra.

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Rui Pedro Pinto

Presidente da JSD Baião

POLÍTICA | AOS BAIONENSES (PCP Baião)

1200px-Flag_of_the_Portuguese_Communist_Party.svg.

Os elementos que constituem a Comissão Concelhia de Baião do Partido Comunista Português, desejam a todos a continuação de boas festas e um Ano Novo melhor que possa trazer mais confiança no futuro e a pandemia mais afastada das nossas vidas.

Este ano passamos o Natal enfrentando um vírus que já nos provocou muitos desgostos, colocando-nos desafios bem difíceis de superar e mesmo entender, mas também somos confrontados com a epidemia das ideias extremistas e populistas da direita que, como sabemos e não devemos esquecer, levaram o mundo ao caos na última conflagração mundial.

Nesta conformidade, devemos lutar para que o próximo Natal seja passado de forma mais consentânea com a nossa vontade e num mundo que seguramente desejamos de Paz e entendimentos entre os povos, livre de conflitos que têm proporcionado ingerências, sansões económicas criminosas, invasões, destruição e morte em países soberanos.

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A pandemia também mostra e salienta o caracter opressivo e explorador do capitalismo selvagem em que nos movemos, mas por essa razão torna bem visível a necessidade de mudança para defesa e reforço da democracia política, ou seja, uma política social que resolva os graves problemas dos trabalhadores e do povo e assegure o melhoramento efectivo das suas condições de vida materiais e culturais, ao mesmo tempo que possa proporcionar o desenvolvimento económico harmonioso do País, favorável aos seus interesses e não aos de outros.

O nosso concelho carece ainda de estruturas essenciais ao seu crescimento social e económico, nomeadamente o abastecimento de água ao domicílio e a rede de saneamento básico que se encontram em «banho maria» e tornam desigual a vida dos baionenses.

É preciso um qualitativo salto em frente e as forças vivas aqui existentes devem pronunciar-se e apresentarem propostas, especialmente as que têm lugar na  Assembleia Municipal para não tornarem este importante órgão representativo uma  mera caixa de ressonância do poder instituído e o povo baionense deve também começar a pensar melhor em mudar o sentido de voto escolhendo os que mais defendem os seus legítimos direitos e interesses.

Comissão Concelhia de Baião do PCP

POLÍTICA | Um Orçamento Para o Futuro de Baião (PS Baião)

ps baião

A aprovação do Orçamento da Câmara Municipal de Baião para 2021 ascende a quase 21 milhões de euros, numa autarquia que normalmente tem um orçamento a rondar os 14 milhões de euros. Assim, Baião irá executar o maior orçamento de sempre.

Tal constitui um reconhecimento e uma responsabilidade. Reconhecimento por ser o culminar de um trabalho de prospecção e planificação que decorre desde 2017 na identificação e preparação de projectos estruturantes para os baionenses, candidatados com sucesso e mérito a financiamento comunitário. Não se trata apenas de recursos próprios da autarquia e dos contribuintes (apesar do aumento das transferências do Orçamento do Estado que se tem vindo a verificar), mas, fundamentalmente, de apoios concedidos pela União Europeia.

Este orçamento é igualmente uma responsabilidade. Pela expectativa que é colocada por todos os baionenses, em projetos tão importantes para o dinamismo económico e para a sua qualidade de vida, num contexto difícil e de inúmeros sacrifícios que a nossa comunidade tem enfrentado com coragem e determinação, provocado pela pandemia de COVID-19. Cremos que este orçamento é um sinal de esperança e de confiança que – como sempre – tem as Pessoas no centro.

A forma como foi construído reflecte a ambição para o futuro de Baião, com projectos transversais a todas as freguesias e a todas as gerações de baionenses, com uma forte componente na dinamização económica e uma enorme crença no trabalho das Juntas de Freguesia e das diversas associações/instituições, para as quais serão transferidos cerca de 760 mil euros para obras e projetos de proximidade, assim como na valorização das gerações futuras, investindo nas escolas mais de 1,6 milhões de euros.Baião Canal  Política JS.jpg

O orçamento inspira segurança na travessia da actual conjuntura, priorizando o apoio aos mais idosos e mais desfavorecidos, com um reforço dos mecanismos de apoio social e na atenção dada à Saúde. Igualmente porque melhora as condições para a criação/fixação/atracção de empresas e para a empregabilidade, seja através da manutenção de uma ambiência fiscal favorável (IMI fixado no valor mínimo legal e não lançamento da Derrama sobre as empresas), como da aposta na expansão da Zona Industrial de Campelo e na criação de um espaço de acolhimento de empresas em Santa Marinha do Zêzere, onde após vários anos de negociações se adquiriu um terreno.

As obras atualmente em curso e a lançar em todas as freguesias, além de contribuírem para a dinamização do tecido económico, preparam Baião para o futuro. São muitas as obras estruturantes e que irão melhorar consideravelmente a qualidade de vida de todos e contribuir para gerar novas oportunidades de negócio. Obras como a profunda qualificação da rua de Camões, em Campelo, e investimentos no valor de 576 mil euros na melhoria de acessibilidades por todo o concelho; a modernização do Auditório Municipal que permitirá uma maior oferta cultural; a construção de uma moderna e dinâmica Biblioteca Municipal, um projeto tão caro a todos aqueles que entendem estes equipamentos culturais como espaços para estimular o conhecimento, o saber e o sonho.

Mas também a continuação do restauro do Mosteiro de Santo André de Ancede, um ambicioso projecto arquitectónico, museográfico e cultural que por certo se irá constituir numa referência da região; a criação de uma Zona de Lazer Fluvial na Ermida, em Santa Marinha do Zêzere; a continuação da construção do percurso pedonal da Pala, projecto que está a revolucionar a frente ribeirinha do concelho; a criação de um Centro de Recolha oficial de Animais em parceria com o Município de Resende, já considerado modelo pelos especialistas; a conversão do sistema de iluminação pública do concelho para luminárias LED, sistema mais económico, eficiente e amigo do ambiente, assim como a forte expansão da rede de água e saneamento, entre muitos outros.

É um orçamento de olhos postos no futuro, que acomoda muitos outros projectos que estando desenhados e/ou candidatados ainda não viram a luz do dia, mas que com a capacidade de trabalho e persistência que caracteriza o Executivo Municipal e as suas equipas, por certo serão igualmente bem-sucedidos. Entre esses, destacamos a candidatura para a requalificação da Igreja de Santa Marinha do Zêzere e o respectivo órgão de tubos e a elaboração de um arrojado projeto para a construção de um Parque de Lazer Urbano, em Campelo, e que contempla, ainda, a disponibilização de lotes de terreno para construção de primeira habitação em condições favoráveis, nomeadamente para jovens.

Quando numa autarquia visão, ambição, realismo e responsabilidade se encontram, produzem-se documentos estratégicos de qualidade como este, que transmitem a todos segurança e confiança no futuro.

Rui Mendes, membro do secretariado do PS

 

 

POLÍTICA | COMUNICADO: O deslumbramento das cidades e o esquecimento das serras (PSD Baião)

PSD Baião_2O PSD Baião vem por este meio, demonstrar o seu desagrado e estupefação perante o projeto de resolução no 800/XIV – Concessão de honras de Panteão Nacional a José Maria Eça de Queiroz da Autoria do deputado baionense do Partido Socialista, José Luís Carneiro.

Todos nós conhecemos a importância cultural e literária de Eça de Queiroz, conhecido como um dos maiores romancistas a nível nacional. Não há nenhum aluno que não tenho mergulhado no romance “Os Maias” e nele encontrado a visão do própria sobre a sociedade da época. Não há nenhum baionense que não conheça a descrição da nossa paisagem através de “A Cidades e as Serras”, que personificam a ligação de Eça de Queiroz à sua atual morada, em Santa Cruz do Douro, Baião.

Assim, o PSD Baião acredita que todas as honras e homenagens serão poucas para perpetuar a memória de um distinto cidadão português e digno de honras de Panteão.

O que o PSD Baião não pode compactuar é que esta proposta, tenha partido do único deputado baionense na Assembleia da República, que conhece a importância da permanência deste para o futuro da nossa terra, do nosso turismo e da nossa cultura.

O que o PSD Baião não pode compactuar é que toda a influência e peso político do deputado, secretário geral adjunto do PS, vice-presidente da bancada parlamentar do PS e presidente da Assembleia Municipal de Baião, possui, não tenha sido usado para a concretização efetiva das obras estruturais que há tanto tempo são prometidas ao nosso concelho, tal como a ligação de Baião à Ponte da Ermida ou os efetivos descontos nas portagens do interior ao qual Baião foi vergonhosamente esquecido.

O que o PSD Baião não pode compactuar é que muitos daqueles que tanto erguem a bandeira da descentralização, não entendam que isto, por si só, é também uma forma de centralismo.

Quem não conhece a afirmação de Eça, n’Os Maias de Eça de Queirós: “Lisboa é Portugal.

Fora de Lisboa não há nada. O país está todo entre a Arcada e S. Bento!...”?

Eça dedicou algum do seu tempo a descrever e a mostrar o seu encanto pelas paisagens da nossa terra. Foi também ele levado pela família, de Lisboa para Baião.

Haverá maior honra do que descansar no paraíso que a sua escrita eternizou?

“Daquela janela, aberta sobre as serras, entrevia uma outra vida, que não anda somente cheia do Homem e do tumulto da sua obra. E senti o meu amigo suspirar como quem enfim descansa.” Eça de Queiroz

A Comissão Política do PSD Baião

DESPORTO | Resultados e Classificações

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desporto em Portugal é um importante componente da cultura Portuguesa, destacando-se o futebol como o desporto mais popular de Portugal, ainda que existam muitas outras competições anuais bem organizadas a nível profissional e amador, incluindo campeonatos de futebolbasquetebolnataçãoatletismoténispádelginásticafutsalhóquei em patins, handebolvoleibolsurfecanoagem, "taekwondo" e râguebi entre centenas de outros desportos. Existem em Portugal mais de 400 000 praticantes de desporto federado.[1]As maiores ligas profissionais, e campeonatos incluem: Outras atividades relacionadas com desportos exteriores, com milhares de adeptos, incluem airsoftgolfecaminhada, e orientação.
 

TABELAS CLASSIFICATIVAS (Data: 11/01/2021)

 

FUTEBOL I LIGA

CLASS.png

 

FUTEBOL I I LIGA

CLASS 2 LIGA
 
FUTEBOL II DIVISÃO A.F. PORT
CLASS 2 DIST.png
 

 

EÇA É DA NAÇÃO... | António Fonseca ( opinião )

Eça

EÇA É UM GRANDE ESCRITOR, UM DOS MAIORES, EÇA É DA NAÇAO E O SEU PANTEÃO É STA CRUZ DO DOURO - BAIÃO.

...Estupefação com a proposta de trasladação de Eça de Queirós do cemitério de Santa Cruz do Douro para o Panteão Nacional!!!

E em matéria de trasladação, porque não pensam no grande cineasta Manoel de Oliveira antigo proprietário da quinta de Covela situada em São Tomé de Covelas? Este grande vulto da história do cinema ainda rodou o filme “Francisca”, na casa do Lodeiro, em Santa Cruz do Douro. Porque não, dar-lhe, também, honras de Panteão?

E Camilo Castelo Branco,outro grande escritor, também ele ligado a Santa Cruz do Douro e à Casa do Lodeiro, porventura tem honras de Panteão?

E falando naCasa do Lodeiro, porque não se tenta a sua reabilitação antes que só restem as simples paredes?

Chama-se a atenção daMinistra da Cultura e dos baionenses, alguns deles influentes e/ou instalados em altos cargos políticos, lutem por Baião!

Quanto a Eça de Queirós deixemos os seus restos mortais em Santa Cruz do Douro, em paz, onde repousam há mais de três décadas, apenas e só, por vontade de D. Maria da Graça Salema de Castro, do ex. Presidente da Câmara Prof. Artur Borges, da Assembleia Municipal e da Junta de Freguesia de Santa Cruz do Douro de então.

EÇA É UM GRANDE ESCRITOR, UM DOS MAIORES. EÇA É DA NAÇÃO E O SEU PANTEÃO É SANTACRUZ DO DOURO – BAIÃO

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António Fonseca ( Empresário de restauração )