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BAIÃO CANAL - Jornal

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Nacional | Poesia | Cultura | Sociedade | António Aleixo

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Biografia

Nasceu em Vila Real de Santo António, a 18 de fevereiro de 1899, tendo sido batizado na igreja dessa localidade a 24 de junho do mesmo ano, como filho de José Fernandes Aleixo, tecelão, natural da freguesia de São Clemente, concelho de Loulé, e de Isabel Maria Casimiro, doméstica, natural de Vila Real de Santo António.

Considerado um dos poetas populares portugueses de maior relevo, afirmando-se pela sua ironia e pela crítica social sempre presente nos seus versos, António Aleixo também é recordado como homem simples, humilde e semi-analfabeto, e ainda assim ter deixado como legado uma obra poética singular no panorama literário português da primeira metade do século XX.

No emaranhado de uma vida cheia de pobreza, mudanças de emprego, emigração, tragédias familiares e doenças, na sua figura de homem humilde e simples houve o perfil de uma personalidade rica, vincada e conhecedora das diversas realidades da cultura e sociedade do seu tempo. Do seu percurso de vida fazem parte profissões como tecelão, polícia e servente de pedreiro, trabalho este que, como emigrante, exerceu em França.

De regresso ao seu Algarve natal, estabeleceu-se novamente em Loulé, onde passou a vender cautelas e a cantar as suas produções pelas feiras portuguesas, atividades que se juntaram às suas muitas profissões e que lhe renderia a alcunha de «poeta-cauteleiro».

Faleceu vítima de uma tuberculose, a 16 de novembro de 1949, doença que tempos antes havia também vitimado uma de suas filhas.

Estilo literário

Poeta possuidor de uma rara espontaneidade, de um apurado sentido filosófico e notável pela «capacidade de expressão sintética de conceitos com conteúdo de pensamento moral», António Aleixo tinha por motivos de inspiração desde as brincadeiras dirigidas aos amigos até à crítica sofrida das injustiças da vida. É notável em sua poesia a expressão concisa e original de uma "amarga filosofia, aprendida na escola impiedosa da vida".

A sua conhecida obra poética é uma parte mínima de um vasto repertório literário. O poeta, que escrevia sempre usando a métrica mais comum na língua portuguesa (heptassílabos, em pequenas composições de quatro versos, conhecidas como "quadras" ou "trovas"), nunca teve a preocupação de registar suas composições. Foi o trabalho de Joaquim de Magalhães, que se dedicou a compilar os versos que eram ditados pelo poeta no intuito de compor o primeiro volume de suas poesias (Quando Começo a Cantar), com o posterior registo do próprio poeta tendo o incentivo daquele mesmo professor, a obra de António Aleixo adquiriu algum trabalho documentado. Antes de Magalhães, contudo, alguns amigos do poeta lançaram folhetos avulsos com quadras por ele compostas, mais no intuito, à época, de angariar algum dinheiro que ajudasse o poeta na sua situação de miséria que com a intenção maior de permanência da obra na forma escrita.

Estudiosos de António Aleixo ainda conjugam esforços no sentido de reunir o seu espólio, que ainda se encontra fragmentado por vários pontos do Algarve, algum dele já localizado. Sabe-se também que vários cadernos seus de poesia, foram cremados como meio de defesa contra o vírus infeccioso da doença que o vitimou, sem dúvida, um «sacrifício» impensado, levado a cabo pelo desconhecimento de seus vizinhos. Foi esta uma perda irreparável de um património insubstituível no vasto mundo da literatura portuguesa.

Obra

O cantor do século XX António Fernandes Aleixo está hoje, bem enraizado e presente. As suas obras foram apresentadas na televisão, rádio e demais sistemas de informação, os seus versos incluídos em diversas antologias, o seu nome figura na história da literatura de língua portuguesa, é patrono de instituições e grupos político-culturais, existem medalhas cunhadas e monumentos erigidos em sua honra. Da sua autoria estão publicadas as seguintes obras:

  • Quando começo a cantar – (1943);
  • Intencionais – (1945);
  • Auto da vida e da morte – (1948);
  • Auto do curandeiro – (1949);
  • Auto do Ti Jaquim - incompleto (1969);
  • Este livro que vos deixo – (1969) - reunião de toda a obra do poeta;
  • Inéditos – (1979); tendo sido, estes quatro últimos, publicados postumamente.

Algumas das suas quadras

Talvez paz no mundo houvesse
Embora tal não pareça,
Se o coração não estivesse
Tão distante da cabeça.
 
Para não fazeres ofensas
e teres dias felizes,
não digas tudo o que pensas,
mas pensa tudo o que dizes.
 

Vós que lá, do vosso império 

Prometeis um mundo novo
Calai-vos que pode o povo
Querer um mundo novo, a sério!

Fonte Wikipédia

Este livro que vos deixo

 

Nacional | Cultura | Sociedade | José Saramago

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José de Sousa Saramago, nasceu em 16 de Novembro de 1922, na Azinhaga do Ribatejo, Santarém. Em 1998 recebeu o Prémio Nobel da Literatura, como reconhecimento de uma obra literária traduzida em mais de trinta línguas.

Foi funcionário publico, escritor, ensaísta, jornalista; chegou a sub-director do jornal Diário de Noticias e com a Literatura contribuiu na busca de sentido para o mundo e para as coisas.

Em 1947 publica o primeiro livro: “Terra de Pecado”, e com o romance “Levantado do Chão”, Prémio Cidade Lisboa em 1980, afirmou-se como um autor de pensamento de esquerda, que fala de trabalhadores para trabalhadores. É “Memorial do Convento” que o confirma como um dos grandes autores de língua portuguesa.

Mas o seu estilo e os temas que aborda são incómodos:  “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” provoca em 1992 um “terramoto”, que culmina numa discussão em Assembleia da República para o excluir da lista de nomeados ao Prémio Literário Europeu.

Os mais de quarenta titulos que escreveu inspiraram peças de teatro e filmes como “Ensaio Sobre a Cegueira” do brasileiro Fernando Meireles.

Viveu os últimos anos de vida ao lado da sua mulher Pilar del Rio na ilha de Lanzarote no arquipélago das Canárias.

Com a sua obra literária inventou a realidade, numa mistura de ficção e factos, contando estórias dentro da História.

Obras publicadas

Romances

Crónicas

Peças teatrais

Contos

Poesia

Diário e Memórias

Infantil

Viagens

Prémios

Entre as premiações destacam-se o Prémio Camões (1995) [15]– distinção máxima oferecida aos escritores de língua portuguesa, e o Nobel de Literatura (1998),[16] o primeiro concedido a um escritor de língua portuguesa.

Política

José Saramago aderiu ao Partido Comunista Português em 1969,[17] pertencendo à Organização dos Intelectuais de Lisboa do PCP, e tornando-se após a Revolução dos Cravos membro da então criada Célula dos Escritores do Sector Intelectual de Lisboa. Nas Eleições autárquicas portuguesas de 1989 é candidato pelo Partido Comunista na lista da coligação Por Lisboa, sendo eleito Presidente da Assembleia Municipal de Lisboa. Em todas as Eleições europeias desde 1987, quando Portugal integrou a União Europeia, até 2009, última eleição antes do seu falecimento, José Saramago foi candidato a deputado no Parlamento Europeu pela Coligação Democrática Unitária, ocupando, porém, posições que tornavam virtualmente impossível a sua eleição.[18]

“"Marx nunca teve tanta razão como hoje."[19]” José Saramago, Público, 15/06/2008

Em 1998, quando aterra em Lisboa regressado da cerimónia de atribuição do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago desloca-se diretamente ao Centro de Trabalho Vitória do PCP na Avenida da Liberdade onde é recebido por uma homenagem e simbolicamente segue com a comitiva deste partido para a ação de protesto no Terreiro do Paço contra as medidas laborais anunciadas pelo Governo.[20] Participante regular das jornadas de trabalho de construção da Festa do Avante! todos os verões, viria anos mais tarde neste evento a ser protagonista das homenagens oficiais nos aniversários dos dez e dos vinte anos da atribuição do prémio Nobel à sua obra.
 

 

Nacional | Bullying | Sociedade

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GNR ALERTA,  Sabias que os autores de Bullying são responsabilizados pela prática dos crimes, mesmo que sejam menores entre os 12 e os 16 anos?
Sabe mais através da Lei Tutelar Educativa, disponível em: bit.ly/3dJK6p8
O Bullying é errado, denuncia!

PROVA DE VIDA | Arnaldo Trindade | com video

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FADO DE UM RIO

Rio fogoso de Nascente vindo

fraga abaixo borbulhando fantasia

lindo destino turbilhão presente

como se não houvesse outro dia

saindo rio de seu leito

ciúme ,eterno parceiro do fado

em terra alheia ao seu jeito

companheiro do amor acabado

calmo deslizando já saciado

a duas cidades aportado

pelas pontes abraçadas

na Afurada há aves d´arribação

que só para o ano voltarão

rio d´ouro corre ... para com mar se casar

Arnaldo Trindade

"Nasci em terra de poetas"