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BAIÃO CANAL | Jornal - Janeiro 2022, N.º 22

BAIÃO CANAL | Jornal - Janeiro 2022, N.º 22

Rita Diogo | Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres

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Chegados a 2021, continuamos a assinalar o dia 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Gostaríamos que tal não fosse necessário, era sinal de que novos ventos sopravam. Mas... façamos este caminho enquanto e durante o tempo que for necessário!

A violência contra as mulheres é a expressão mais perversa da desigualdade de género e da assimetria das relações de poder existentes e é um dos mais graves problemas que a sociedade enfrenta. Apesar de existirem inúmeros mecanismos constitucionais de proteção dos direitos das mulheres, continuamos a assistir atos que representam uma violação desses direitos universais. A desigualdade entre homens e mulheres, longe de ser natural, é imposta pela tradição cultural, pelas estruturas de poder, pelos agentes envolvidos nas relações sociais.

Rita Diogo,
Psicóloga especialista em Psicologia Clínica e da Saúde

A violência contra as mulheres acontece frequentemente em casa, num contexto que deveria ser seguro, em momentos de convivência familiar e não se manifesta apenas nas agressões físicas ou no abuso sexual, mas também pelo abuso psicológico, pela violência moral e patrimonial exercida por parceiros e outros familiares. A violência nas relações de intimidade não se fica apenas pelos atos de violência física que geralmente associamos à violência doméstica.

É fundamental educar para a igualdade, para o respeito pelo outro, para a não violência. A maioria das vítimas de violência doméstica são mulheres. É entre homens e rapazes que os atos violentos, bem como a legitimação de comportamentos violentos, é mais comum. A naturalização de comportamentos violentos em contexto de intimidade começa muitas vezes nos primeiros relacionamentos. É preciso combater as diferentes formas de violência no namoro. É fundamental que os e as jovens tomem consciência de que numa relação abusiva existe mesmo sem violência física e tal não significa que o relacionamento não seja violento. Ainda se verifica uma grande dificuldade em assumir que a violência psicológica ou emocional constitui uma forma de violência.

A violência doméstica é um crime público e as participações têm vindo a crescer nos últimos anos, agudizadas pelo contexto de pandemia.

O Observatório de Mulheres Assassinadas (OMA) contabilizou, entre 1 de janeiro e 15 de novembro deste ano, 23 mulheres mortas, 13 das quais no contexto de relações de intimidade. De acordo com os dados recolhidos pela OMA e pela UMAR (União das Mulheres Alternativa e Resposta), com base em notícias publicadas nos órgãos de comunicação social, ocorreram, em Portugal, "13 femicídios nas relações de intimidade" e 10 assassinatos, sete deles "em contexto familiar", dois "em contexto de crime" e um "em contexto omisso". No mesmo período de 2020, as duas entidades contabilizaram 30 mulheres mortas, 16 das quais em contexto de relações de intimidade. Até 15 de novembro deste ano há ainda o registo de 50 tentativas de assassinato, 40 das quais em contexto de violência doméstica. São dados que nos devem sobressaltar, que nos devem acordar para uma realidade tão preocupante e avassaladora que urge contrariar. Não basta intervir após os atos de violência contra as mulheres, é necessário agir a montante da violência, trabalhando normas sociais e combatendo desequilíbrios de poder.

Infelizmente a violência de género não se esgota no contexto da violência doméstica nem no namoro, continuamos a tomar conhecimento de situações, em Portugal, de casamentos infantis, de mutilação genital feminina, escravidão sexual, violência obstétrica, violência no trabalho.

Lutemos por uma sociedade mais justa, onde ser mulher deixe de representar um perigo!

NOTA DE IMPRENSA | NOTA DE IMPRENSA | Primeira fase de percurso pedonal ao longo do rio Ovil

Primeira fase do percurso pedonal no rio Ovil vai

 

A Câmara Municipal de Baião vai criar um percurso pela natureza ao longo do rio Ovil. A primeira fase da obra tem a extensão aproximada de 2 quilómetros e meio entre a Ponte Nova (Ancede) e a foz do Ovil (Ribadouro).

Os trabalhos já foram adjudicados pelo valor de 157 mil euros, financiados pela Agência Portuguesa do Ambiente e pela Câmara Municipal de Baião.

As obras deverão iniciar-se entre o final de 2021 e o início de 2022.

No futuro este percurso irá ter mais fases, encontrando-se em preparação de candidatura a financiamento a extensão entre Outoreça (Ovil) e Várzea (Campelo).

            A Câmara Municipal de Baião pretende criar mais percursos deste tipo, nomeadamente no rio Teixeira, no rio Douro e noutros pontos do concelhoque reúnam as condições necessárias à sua execução.

            O percurso que irá ser beneficiado possui uma grande riqueza ao nível das espécies autóctones em termos de fauna e flora, assim como, elevado valor ambiental. Ao ser criado um corredor ecológico vai converter-se num lugar de lazer e contribuirá para a sensibilização e educação ambiental dos utilizadores.

 

RECURSO A ENGENHARIA NATURAL

            O percurso pedonal irá fazer-se nas margens do rio, tendo uma largura média de 2 metros.

Será feita a reabilitação e valorização do rio, numa estratégia de desenvolvimento sustentávele recorrendo a técnicas de engenharia natural. Esta área da engenharia ocupa-se da valorização de cursos de água e estabilização de encostas através do emprego de material vivo, combinado com estruturas inertes como madeira ou pedra.

A obra prevê a realização de trabalhos de consolidação das margens, corte e limpeza da vegetação, contenção de vegetação exótica e invasora e remoção de entulhos.

            Serão beneficiados caminhos existentes, através da aplicação de pavimentos resistentes, prevendo-se também a instalação de mobiliário urbano em madeira e a construção de valetas para o encaminhamento de águas nos locais onde se verifique essa necessidade.

 

COMPROMISSO COM A SUSTENTABILIDADE

OMunicípio de Baião tem desde há vários anos seguido uma estratégia de valorização e salvaguarda dos seus recursos naturais, em especial no que respeita à sua floresta autóctone e rios interiores. Desde 2019 que está a trabalhar numa exigente certificação internacionalmente reconhecida, como Destino Turístico Sustentável, que implementa referenciais de qualidade definidos pelo Global SustainableCouncil (GSTC), sendo o município anualmente auditado pelo Organização Não Governamental australiana EarthCheck.